Salvador Sobral gravou um vídeo onde lamenta não ter sido contactado pela escritora do livro "Salvador Sobral - Coração de Herói", mas a editora desmente. 


“Eu contactei várias vezes a equipa do Salvador e posso prová-lo. Fi-lo através de telefonemas, e-mails e até mensagens de Facebook e nunca obtive resposta". Estas são as palavras de Rui Couceiro, editor da Contraponto, em declarações ao jornal Público, afirmando que há uma “imprecisão” do músico, do qual, de resto, sublinha que é um grande admirador. 

Recorde-se que Salvador Sobral gravou um vídeo e publicou-o no facebook. Nesse vídeo, o cantor lamentou que exista um livro sobre ele, sem que tenha sido consultado para isso. "Parece que saiu um livro sobre mim que se chama só e mais nada Coração de Herói. Inteligente o trocadilho", lamenta, referindo-se à insuficiência cardíaca de que sofre. "Não tenho nada a ver com este livro, nunca fiz nenhum depoimento nem ninguém me perguntou nada", afirma. Pode recordar as declarações de Salvador Sobral AQUI

Ao jornal Público, o editor conta uma história diferente. “Eu contactei várias vezes a equipa do Salvador e posso prová-lo. Fi-lo através de telefonemas, e-mails e até mensagens de Facebook e nunca obtive resposta. Assumimos que não havia interesse. Não foi por falta de tentativa da nossa parte. Lamento que o nosso trabalho possa ter colidido com os interesses do Salvador”, esclarece. Mas ressalva: “É uma pena estar-se a questionar a legalidade do livro como se precisássemos de pedir autorização. Parece-me claro que havia interesse na não publicação do livro. Não consigo perceber porquê", atira este responsável, citado pelo Público. 

O mesmo jornal questionou a assessora do músico sobre as declarações da editora de "Salvador Sobral – Coração de Herói". A equipa limitou-se a responder que “Salvador já disse o que tinha a dizer sobre o livro no vídeo publicado no Facebook” e acrescenta que não haverá mais declarações sobre o assunto.


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Fonte: PÚBLICO  / imagem: GOOGLE  

17 comentário(s):

  1. Anónimo21:43

    Enfim.. Se o contactram e ele nao atendeu nao têm autorizacao paa fazer um livro sobre ele... Estao a dar lhe razao..

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    1. Anónimo22:44

      Não é obrigatório ou sequer necessário existir uma autorização por parte da pessoa alvo da biografia para que esta seja escrita e publicada. Em Portugal (bem como na maioria dos países democráticos), existem biografias autorizadas e biografias não autorizadas, sendo que ambas as tipologias são legais. Se assim não fosse, muito dificilmente conseguiríamos ter acesso (legal) a biografias de personalidades com um histórico de vida menos positivo ou moral/eticamente questionável - ditadores, terroristas, assassinos, políticos e outras figuras acusados de alguma forma de corrupção, extremistas religiosos/ fanáticos, etc.

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  2. Pedro Carvalho22:09

    Desde quando é proibido publicar aquilo que é publico? O 25 de Abril mudou o país, mas nem toda a gente

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    1. Ninguém está a proibir nada, mas o Salvador é livre de não concordar com o livro (em particular pelo trocadilho que fizeram relativamente à sua possível doença e com o facto de ele não querer ser visto como um herói).
      Agora não estou a ver a relevância do 25 de Abril nesta história...

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    2. Pedro Carvalho22:44

      Liberdade de expressao, liberdade de imprensa

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    3. Anónimo22:58

      sim, ele referiu isso no Maluco Beleza que o livro era público e já não podia fazer qualquer acusação sobre isso. Mas se o livro se já se tratasse de algo que já diz respeito à vida privada do Salvador ele aí já poderia fazer alguma coisa contra. O Salvador não achou piada ao título e acabou por esclarecer que não tem qualquer relação com o livro e comprava quem quisesse. !!!!!Salientando mais uma vez que a mensagem que o Salvador pretendeu dizer foi que ele não tem nada a ver com o livro. !!!!

      Agora, mais respeito à minha opinião, o livro está demasiado overpriced, cerca de 15€ por algo que poderia ter sido feito por amadores de um blog online e que não pretendem receber qualquer moeda por isso. O livro parece-me estilo épico, tudo bem mas acaba por criar uma personagem em volta do Salvador que ele próprio não se considera. Isto seria tudo mais engraçado se englobasse a história de Portugal na Eurovisão. Salvador um dia terá um livro com a sua biografia à maneira dele, ainda é cedo.

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    4. o 25 de Abril uma pinoia...
      Depois do 25 de abril durante os tempos loucos da revolução, muitas obras foram obrigadas a mudar o título de forma a ficar mais do agrado da extrema-esquerda. Inclusivé obras de autores estrangeiros!
      O seu a seu dono. Mais relevante para a liberdade de expressão foi sem dúvida o 25 de novembro de 1975

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  3. Anónimo22:38

    Todas as novelas obtêm um enorme impacto e consequente sucesso, desde que o enredo tenha bons ingredientes para vingar.
    Parece-me que a história do Salvador interessa a imensa gente (apesar das bocas e piadas de mau gosto - que tresandam a inveja - que alguns insistem em tornar público).
    A questão da sua saúde, sobre a qual o próprio não quer comentar (com todo o direito), ainda torna a "novela" mais apetecível para alguns abutres.
    Ora se o autor do livro informa que não obteve resposta a nenhuma das tentativas de abordagem, limitava-se a perceber (tal como o menciona no artigo escrito) que era melhor estar quieto. Bolas, mas... não se pode aproveitar para ganhar uns trocos? Sinceramente! Será que não podem respeitar a vontade do Salvador? Pessoalmente ainda não me tinha manifestado relativamente ao exagero com que certa gente critica o cantor (também não ganho nenhuma comissão por o estar a defender - nem o conheço), mas haja discernimento, por favor! Depois admiram-se dos "peidos que o rapaz solta no ar". Assim sendo, que se aguentem aqueles a quem o "cheiro" perturba!

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    1. Anónimo14:19

      Só que ele não manda os "p..." a quem deveria mandar: manda-os ao público que o aplaude - à autora do livro, que se saiba, não mandou nada de mal-cheiroso (terá a coragem de a pôr a tribunal?); e ameaça mandar para o "c..." quem lhe pedir para cantar "Amar pelos Dois" quando estiver "vestido" de Benjamim - não mandou para o mesmo sítio quem lhe pediu para cantar a cantiga da "passarinha" da Rosinha, quando também estava "vestido" de Benjamim...

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    2. Anónimo17:27

      Justamente por isso. Quem compreende a sua revolta, tal como ele, relativiza.

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    3. Anónimo20:39

      17.27: Relativiza ou acobarda-se? Agora é que os palavrões fariam sentido, mas... prefere dirigi-los ao público. Por acaso está-me a ocorrer um palavrão (habitualmente no plural) que corresponde a algo que eu acho que ele não tem... Para não ser vulgar, direi que lhe falta uma coluna vertebral. Note-se que ele tem razão em não se sentir satisfeito com a publicação do livro, mas... só aquele videozinho no Facebook e agora as palavrinhas no canal do Rui Unas (para quem critica o jornalismo de certas revistas...)...

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  4. Acho ridículas as palavras do editor da Contraponto, o livro é apenas uma tentativa de lucrar com um acontecimento que tornou-se importante para os portugueses, mesmo para aqueles que não seguem nem têm interesse na Eurovisão.
    Tirando isso acho que esta "entrevista" do editor ao Público é em si uma tentativa de marketing, criando publicidade gratuíta e tentando criar um certo buzz à volta de um livro descartável que daqui a dois anos está à venda a 5€ na feira do livro em Lisboa

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  5. Anónimo08:16

    Os comentadores das 22:44 e 22:09 têm toda a razão (jurídica, inclusive), tal como Salvador Sobral tem o direito de se sentir desagradado com a publicação do livro. Infelizmente certas atitudes dele revelam uma incoerência que acaba por colidir com a revolta (legítima) de ver o livro publicado. Diz que não gosta das redes sociais, mas é numa rede social (num vídeo nitidamente feito à pressa) que se mostra (legitimamente) incomodado com a saída do livro (por que não um comunicado à imprensa devidamente pensado?). Insiste no desejo (legítimo) de preservar a sua privacidade, mas numa entrevista a um canal de televisão diz, sem vir ao caso, que não usa preservativos (poucos assuntos serão mais privados...). Deseja afastar-se da fama, mas participou em concursos televisivos bastante mediáticos. Considera que no ESC o que lhe interessava era cantar uma canção à sua maneira, mas depois vem contar que lhe bateram à porta do camarim e lhe disseram isto e aquilo, que o convidaram para assistir à segunda semifinal e que nem pensar, que havia guarda-costas que o seguiam para aqui e para ali, etc. Numa entrevista televisiva diz que, enquanto Benjamim, não canta o que interpreta enquanto Salvador e que nem se atrevam a pedir-lhe para cantar "Amar pelos Dois" - no entanto, enquanto Benjamim participa numa pseudo-graça cantando uma canção pimba e enquanto Salvador, num recente concerto no Norte, cantou uma canção do projeto em que é Benjamim... O melhor seria ler o livro e, se nele encontrar matéria falsa (e pode bem haver), mover um processo contra a autora e a editora - aí sim, peranto factos falsos/inventados tem cobertura jurídica; ao mesmo tempo, se possível ir procurando reger as suas intervenções por um pouco mais de coerência.

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    1. Ricardo Alves08:28

      Concordo. Estará a ser bem assessorado ?

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  6. Anónimo12:57

    Vamos lá publicar os volumes das vendas deste livro. Será que alguém já o comprou?

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    1. Ricardo Alves13:03

      Eu comprei ontem. Um grande armario promocional no Continente. Já comecei a ler, ate agora tudo relatos de noticias e histórias já conhecidas por nós fãs

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    2. Anónimo17:13

      Ó Ricardo, qdo tiveres outra vez dinheiro para desperdiçar, diz-me lol

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