Tal como anunciámos AQUI, apresentamos nestes primeiros dias do ano uma série de artigos especiais como balanço do ano de 2016. Hoje, damos destaque à música portuguesa, com os 10 discos que merecem o nosso destaque. 


ANA MOURA – DESFADO 

O álbum “Desfado” foi lançado em 2012 mas já está há 215 semanas no top. Atingiu 6ª platina - a platina ganha-se às 15 mil unidades, o ouro às 7500. Já ninguém vende assim! Terminou o ano de 2016 em 18.º lugar e faz concorrência com outro álbum de Ana Moura – “Moura” – há 57 semanas no top e esta semana em 2.º lugar. “Moura” já amealhou três discos de platina. 



MARIZA – BEST OF 

O Best of da fadista Mariza está há 139 semanas no top. É um disco “de coleção”, que inclui alguns dos melhores fados cantados por Mariza. Alcançou já a dupla platina. Tanto Mariza como Ana Moura cantam temas de compositores e autores bem nossos conhecidos, como Ary dos Santos, Rosa Lobato de Faria, Tiago Machado, Miguel Gameiro, Jorge Fernando, Paulo de Carvalho e Rui Veloso. Extra disco, em 2016 Mariza lançou um dueto com o eurovisivo espanhol, Sérgio Dalma. 



AGIR – LEVA-ME A SÉRIO 

É, sem dúvida, o artista que passou pelo Festival da Canção que mais sucesso alcançou em 2016 nos tops nacionais de vendas. “Leva-me a sério” chegou às bancas em março de 2015, mas continua no top há 91 semanas e com uma platina no curriculum. Em 2016 editou novos temas e novos vídeos. O álbum conta com as participações especiais de Ivan Lins, Amor Electro, Regula, Blaya, Diana Matos e Pité. Contém 19 faixas que mostram o talento de um dos cantores da nova música portuguesa de expressão urbana, todas escritas e produzidas por Agir. O sucesso nos palcos, em concertos em todo o país, acompanha o sucesso nos discos. 



DEOLINDA – OUTRAS HISTÓRIAS 

Lançado em fevereiro de 2016, “Outras Histórias” marca o regresso dos Deolinda às canções originais, três anos depois do seu trabalho anterior. Um folk de braço dado com pop, sem esquecer a tradição e as origens, que tem chamado a atenção e agradado ao público: o disco está há 40 semanas no top e já recebeu um disco de ouro. Para além da carismática Ana Bacalhau, faz parte dos Deolinda o músico Pedro da Silva Martins, compositor do FC2017. Depois de “Mundo Pequenino”, de 2013, os Deolinda regressaram com um universo maior, repleto de temas que contam ainda com a participação da Orquestra Sinfonietta de Lisboa, conduzida pelo Maestro Vasco Pearce de Azevedo. 



DAVID CARREIRA – 3 

Lançado no final de 2015, 3 passou todo o ano no top nacional de vendas, atingindo o disco de ouro. David tem uma legião de fãs no ESCPORTUGAL, ganhou o concurso de Melhor Canção do Ano 2015 e o “A Escolha é sua III”, como o artista ideal para representar Portugal na Eurovisão. Uma edição especial foi lançada em junho de 2016 com 15 faixas, bem como um DVD ao vivo. Neste ”3 Project” David Carreira fala de duas relações amorosas, passando estas por fases muito distintas. Apesar de conter episódios já vividos pelo artista, este não é um projeto autobiográfico; é um misto entre ficção e realidade, deixando assim uma porta aberta para a interpretação de cada um. Há aqui muito trabalho de produção e arranjos, com equipas transnacionais e autores nacionais, como Paulo Martins.

  


LUISA SOBRAL – LUISA 

Gravado em Los Angeles, ‘Luísa’ é o 4.º álbum de Luísa Sobral, o primeiro de produção independente da cantora. 2016 foi mesmo um ano inesquecível para Luísa Sobral: para além de ter lançado o seu novo álbum em nome próprio, foi mãe. Aliás, o disco foi todo gravado durante a gravidez. Será que 2017 também será memorável graças à sua participação no Festival da Canção? Facto é que todas as letras são de autoria da própria interprete, exceto uma versão de uma canção do Billy Joel e duas outras com letra de João Monge. De janeiro a outubro de 2017, são quase 20 os concertos já agendados em diversos teatros e salas do país de apresentação ao vivo destes temas. Três semanas de maio estão, para já, livres. Estarão reservadas para Kiev? 



LEONOR ANDRADE – SETEMBRO 

Leonor Andrade lançou em maio o seu primeiro álbum, intitulado Setembro. Com 10 temas, entre os quais ‘Strong For Too Long’ e ‘Já Conheci’, lançados anteriormente como singles, foi produzido pela Viagens a Marte, de Fernando Martins. Entre os temas podemos encontrar um dueto com Marisa Liz, ‘Deixa-me o Chão’. Com todos os temas de sua autoria, Leonor mostra-se mais madura e com uma sonoridade mais dark.

   


SOFIA VITÓRIA – ECHOES 

Fernando Pessoa partiu há 80 anos e as últimas palavras que nos deixou foram escritas em inglês: “I know not what tomorrow will bring”. Este foi o ponto de partida para “Echoes”, o álbum da cantora Sofia Vitória lançado em 2016. Depois de “Palavra de Mulher” – editado em 2012, ao lado do pianista Luís Figueiredo e baseado em canções de Chico Buarque, Sofia Vitória lança aquele que é o primeiro disco inteiramente dedicado à poesia e prosa em inglês de Fernando Pessoa. Pode-se transformar, dizemos nós, também num instrumento pedagógico. Assim esperamos. 



DARKO – OVEREXPRESSION 

Darko regressou em 2016 com o aguardado sucessor de ‘Borderline Personality Disorder’. O novo álbum chama-se Overexpression e conta com 11 temas, onde se contam as participações de Mafalda Arnauth, Iolanda Costa, Leah Andreone e Filipa Azevedo. A canção” September Issue”, cantada em dueto com a representante de Portugal na Eurovisão de 2010, foi um grande sucesso, não só entre os fãs do concurso europeu.

  


NÉ LADEIRAS – OUTRAS VIDAS 

O lançamento decorreu em Coimbra e em Lisboa. Né Ladeiras esteve demasiado tempo sem gravar, mas esse jejum teve o seu fim com o lançamento do seu novo CD intitulado "Outras vidas", dedicado a várias mulheres que marcaram a sua vivência e a sua carreira como Avita, Greta Garbo, Frida Khalo, Madre Teresa, Isabelle Eberhardt ou Violeta Parra. A intérprete é também a compositora de todas as faixas, sendo que as letras têm assinatura de Tiago Torres da Silva e produção de Amadeu Magalhães, que também toca quase todos os instrumentos que ouvimos no disco. 



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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL / Vídeo: YOUTUBE

4 comentário(s):

  1. Anónimo21:44

    Excelente artigo, Boa selecção, muita informação e alguma crítica. Gostei

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  2. Anónimo21:46

    Darko (f)

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  3. Rui Ramos22:08

    Foi um ano com pouca produçao discografica. Tambem é obvio que se vende cada vez menos discos

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  4. Anónimo09:03

    Gosto muito da voz da Luísa Sobral, das canções nem por isso.

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