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[AGENDA] Portugal: Iolanda anuncia concerto na Casa da Música a 1 de outubro

 

 
Iolanda, representante portuguesa em Malmö, anunciou um concerto na Casa da Música no Porto a 1 de outubro.

[AGENDA] Barbara Pravi atua na Casa da Música a 26 de abril

 

Barbara Pravi, segunda classificada no Festival Eurovisão 2021, atua na Casa da Música, no Porto, a 26 de abril de 2022.

[AGENDA] Portugal: IAN apresenta 'Raivera' no Porto e em Lisboa

 

 IAN, semifinalista do Festival da Canção 2021, apresenta seu álbum "RAIVERA" ao vivo no Porto e em Lisboa a 6 e 8 de junho, respetivamente.

[AO VIVO] Concerto dos Alexander Search mostrou o outro lado de Salvador Sobral

Na noite passada no Porto, Salvador Sobral vestiu-se de Benjamin Cymbra, vocalista dos Alexander Search, banda que recolhe o nome de um heterónimo menos conhecido de Fernando Pessoa. O ESCPORTUGAL esteve na Casa da Música. 

[AO VIVO] Fernando Tordo viveu na Casa da Música momentos intemporais

A celebração 70 anos de Vida, 50 anos de Canções foi o mote para o regresso de Fernando Tordo, cantor e compositor, aos grandes palcos nacionais. O Teatro Tivoli em Lisboa e a Casa da Música no Porto receberam a festa e o ESCPORTUGAL esteve lá para se associar ao momento. 

[AO VIVO] Ana Lains viajou pelo seu “Portucalis” na Casa da Música

Os espetáculos da apresentação oficial do novo álbum de Ana Laíns tiveram lugar em Lisboa, Porto e Figueira da Foz. O ESCPORTUGAL viajou pelo “Portugalis” com Ana Laíns na Casa da Música. 

Este é o terceiro álbum de Ana Lains, depois de “Sentidos” lançado em 2006 e “Quatro caminhos” de 2010. “Estive sete anos sem lançar qualquer álbum e considero que este trabalho é o meu carimbo. É um disco muito sonhado, muito pensado, fruto de tantas viagens que me fazem sempre ter certeza da coisa mais importante da minha vida: ser portuguesa e cantar em português”, afirmou a artista numa das muitas conversas que teve com o público na noite da passada quinta-feira na Casa da Música, no Porto.

Eram 21h30 e eis que Ana surge só no palco e é logo recebida por uma enorme salva de palmas. “Estou muito feliz por estar aqui hoje”, afirmou visivelmente emocionada. Tratava-se do primeiro grande concerto da cantora na cidade invicta. E de forma inesperada e nada habitual, mas demonstrando um enorme “respeito” e “carinho” pelos “meus” músicos, chama-os um a um, os quais se juntam a si no palco, posicionando-se nos seus lugares: Paulo Loureiro, Bruno Chaveiro, Carlos Lopes, Hugo Ganhão e João Coelho. Foi com uma fusão de instrumentos, da percussão ao acordeão, passando pelo piano à guitarra portuguesa ou ao portuguesíssimo adufe, que ouvimos os temas do novo álbum da cantora, que não esqueceu alguns êxitos dos trabalhos anteriores. “Portucalis” foi o tema que abriu o concerto, precisamente aquele que dá título ao álbum. Foi assim que começámos a viagem. “Este disco é dedicado a todos que gostam de pessoas, que gostam de ser pessoas do seu país, e compreendem que a vida é uma missão”, sublinhou. 



Alheio a rótulos, regras e conotações, “Portucalis” é um disco transversal, que viaja por todo o vasto universo de cores da música, etnografia e língua portuguesas. E foi assim que ouvimos o galaico-português e o mirandês, passando pelo português atual, do fado à música de cariz tradicional das Beiras e Trás-os-Montes, passando, paralelamente, pelas influências dos diferentes géneros que foram a sua escola no seu início de carreira (jazz, bossa nova, músicas do mundo ocidental e oriental). Ana repetiu que “este disco é uma viagem entre o Passado e o Futuro”, frase que concordamos. O álbum conta com letras de Ana Laíns, Mafalda Arnauth, Sophia de Mello Breyner, Fernando Pessoa, José Afonso, Sebastião Antunes, Carlos Leitão, D. Dinis, D. António de Bragança, e alguns temas populares de recolha. Nas melodias, a cantora contou com Ivan Lins, Paulo Loureiro, Filipe Raposo, Luís Caracol, Helena Del Alfonso , José Lara Gruñeiro e Fernando Alvim (a título póstumo na Casa da Música ouviu-se a sua voz off). “Fico sempre com a voz embargada quando falo deste senhor”, referindo-se a Fernando Alvim, falecido há dois anos.

Este álbum conta ainda com as participações especiais de Ivan Lins, Luís Represas, Filipe Raposo e Mafalda Arnauth. Mafalda Arnauth que fez uma aparição surpreendente neste concerto, cantando com Lains “Charanga do tempo” e “O mar fala de ti”. Uma interpretação tocante e sentida a duas vozes. 


Com “Roseiral”, de autoria de Jorge Fernando e extraído do seu primeiro álbum, Lains pediu para que o público a acompanhasse e, com a plateia em pé, as palmas não foram negadas. Já de adufe na mão diz “eu acho que sei tocar isto“, e assim faz também o seu acompanhamento enquanto interpreta, para terminar, “Não sou nascida do fado” e “Cantiga bailada”.

Mas o público ansiava mais, aplaudia de pé, e entre vários elogios, Ana canta de novo “A verdade da mentira”, numa belíssima interpretação do tema, que preencheu a sala, e envolveu todos os presentes nesse amor, nessa dedicação, nesse orgulho em ser português.



Alinhamento:
1. Portucalis
2. O fado do tempo morto
3. A verdade da mentira
4. Mi morena
5. Ai flores do verde pino
6. As fontes
7. Fado das horas
8. Sei-te
9. Não sei que desgosta
10. Teresa Torga
11. Sou dual
12. Não sei quantas almas tenho
13. Charanga do tempo
14. Quatro caminhos
15. Roseiral
16. Não sou nascida do fado
17. Cantiga bailada


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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL / Vídeo: YOUTUBE

[AO VIVO] Salvador Sobral conquistou a Cidade Invicta

Salvador Sobral esgotou ontem a Casa da Música, no Porto. Durante cerca de duas horas, o vencedor do Eurovision Song Contest, conquistou a cidade invicta. O ESCPortugal esteve lá e conta-lhe tudo o que se passou.


Salvador Sobral esgotou a Sala Suggia, da Casa da Música no Porto, naquele que foi mais um concerto da sua tournée pós-Eurovisão. A sala, com quase 1300 lugares, rendeu-se rapidamente ao talento indomável do músico.

Change, tema do seu álbum de estreia Excuse Me, abriu o concerto e estabeleceu o ritmo jazz para o resto da noite. Salvador Sobral estava perante um público bastante heterogéneo, de todas as idades e que incluía alguns estrangeiros, e a todos mostrou o prazer que tem em estar em palco. Seguiu-se Ay Amor no alinhamento, e Salvador aproveitou para esbracejar a sua incompreensão para com a fama. "Cantar é um detalhe. Tens é de ser famoso. Quando és abordado na rua ou no restaurante tens de dar atenção aos fãs. Cantar não interessa. Quando estás no hospital e te estão a filmar da sala ao lado tens de sorrir. Viva a fama", declarou ao microfone. O público irrompeu num forte aplauso como que mostrando compreensão.


O Salvador Sobral dos concertos é o mesmo Salvador Sobral que vimos no palco da Eurovisão. É o músico que dá saltinhos, que toca air guitar e trombone, é o músico dos esgares e ademanes. É o músico que se retira para a penumbra, onde não há holofotes, para deixar a sua banda brilhar sozinha. Salvador Sobral esteva acompanhado por Júlio Resende no piano, André Rosinha no contrabaixo e Bruno Pedroso na bateria.

Seguiu-se Presságio num concerto sempre marcado por um silêncio ensurdecedor enquanto Salvador canta. Silêncio esse apenas interrompido pelos fortes aplausos e por gritos de "isto é lindo" e "há aqui gente a chorar". O cantor desdobrou-se em elogios ao público presente, gabando a sua musicalidade.


O vencedor da Eurovisão 2017 mostrou também o seu lado humorístico por diversas ocasiões. Logo no início do concerto fez saber que foi abordado por uma senhora no restaurante onde jantou que lhe disse "tu agora estás no Porto e aqui podes dizer as caralh*d*s todas que quiseres". A sala riu à gargalhada.

Há vários momentos durante o concerto que nos fazem admirar cada vez mais Salvador Sobral. À loucura tudo é permitido e Salvador não tem medo de ser um louco, pois isso é uma das suas facetas de artista. Um desses momentos é, por exemplo, quando esquece o microfone e canta para dentro do piano, aproveitando a acústica para mostrar a todos como lhe é fácil ser esse artista. Salvador Sobral distingue-se de tantos outros porque não é um cantor. É um músico.

As estreias musicais foram também uma constante. Justice, do projeto Alexander Search, foi tocada pela primeira vez ao vivo, tal como uma nova canção escrita por Luísa Sobral, e que fará parte do seu novo álbum. 

Amar Pelos Dois era a canção que viria a seguir. Já adivinhado o que ia acontecer, o público ia aplaudindo timidamente as pistas deixadas pelo cantor. "Amar Pelos Dois é um momento que pertence a todos nós agora. Deixou de ser meu", disse. Do público alguém grita "obrigado" e os aplausos multiplicam-se. Toda a sala cantou Amar Pelos Dois e toda a sala se levantou para aplaudir novamente. Salvador pediu para toda a gente se manter em pé e fez um reprise do tema com que venceu o Festival da Eurovisão. Seguiu-se mais um forte aplauso.


Depois do fim da primeira parte do concerto, era chegada a hora do já anunciado encore. Os espetadores ficaram de pé a esperar o regresso de Salvador. O encore foi um dos grande momentos do concerto e abriu com Salvador a cantar quase na escuridão total sobre alguém que estava em coma, devido a um acidente, mas que não tinha a certeza se queria acordar pois tinha morto alguém. Os gritos de raiva e revolta ecoam pela sala: "Apaguem as máquinas, arranquem os fios!". A meio da canção, Salvador Sobral abandona o palco e dá lugar a Júlio Machado Vaz que declama um poema de Sophia de Mello Breyner. No fim deste momento tão intenso, nada como uma tirada desconcertante para alegrar os presentes. "Mostrei [esta música] à minha editora e eles disseram que não dava single. Já não vou passar na RFM, lá é só grandes músicas, é o slogan deles". A sala volta a rir à gargalhada e aplaude a irreverência do jovem músico.

Houve ainda tempo para Salvador Sobral se sentar ao piano e cantar Ninguém Escreve à Alice, de Rui Veloso, e A Case of You. O concerto termina com Amar Pelos Dois, novamente cantado por toda a sala. O interesse do público português em Salvador Sobral continua em alta e o fenómeno parece não estar perto do fim.

Salvador Sobral canta e nós perdemos a conta às vezes em que nos emocionámos, perdemos a conta às vezes em que ficamos com pele de galinha, perdemos a conta às vezes em que nos admirámos com o seu talento e perdemos a conta às vezes em que o aplaudimos de pé. A cidade do Porto é invicta mas deixou-se conquistar por Salvador Sobral.


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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL 

[AO VIVO] Uma noite bestial com os Virgem Suta na Casa da Música



Com uma sonoridade única e divertida, os Virgem Suta subiram ao palco da Casa da Música para uma noite que foi tudo menos convencional! O ESCPORTUGAL esteve no Porto e traz-lhe um cheirinho deste concerto. 

A história dos Virgem Suta não é a história normal das bandas de hoje em dia. Não foram descobertos através do Myspace, não fizeram uso das autoestradas da informação para conquistar os milhares de fãs com que poderíamos abrilhantar esta nota. Valeram-se de duas guitarras, da voz e da quase 'ousadia' de uma mão cheia de canções e, sem exageros líricos, as suas autoestradas foram outras.

Os Virgem Suta regressaram ao Porto, terra-Natal de Nuno Figueiredo, compositor e um dos membros da banda. E fizeram-nos com a sala 2 lotada de gente de todas as idades e mostraram que o talento é algo que lhes é inerente e que a música lhes corre nas veias. Em palco apresentaram o seu novo formato, juntando as canções que integram os seus primeiros três discos. Em destaque estiveram também alguns dos temas de “Limbo”, o mais recente disco da banda.


Os Virgem Suta são Nuno Figueiredo e Jorge Benvinda, juntando-se em palco os músicos Bruno Vasconcelos e Hélder Morais. Jorge Benvinda foi o mestre das cerimónias, intérprete e também musico na precursão. Ao longo de todo o concerto puxava pelo público para que cantássemos, e fê-lo de forma bem festiva e de copo de vinho maduro tinto na mão. Não tardou que o público, inicialmente contido, se juntasse mais tarde ao mesmo nível de boa disposição e felicidade, acompanhando o ritmo. Do alinhamento, não faltou “Gente Bestial”, canção com o qual participou no último Festival da Canção, numa roupagem bem diferente. O ESCPORTUGAL tem um vídeo especialmente para os nossos leitores: 


Logo depois, surge “Maria Alice”, tema que Jorge Benvida dedicou a Salvador Sobral. O concerto fechou, antes do longo encore, com “Playback” de Carlos Paião. Quer ver como resultou em palco? 


Alinhamento:
1. Viva o povo
2. Vidinha
3. Ressaca
4. Não sou deste lugar
5. Se Deus quiser
6. Ela queria
7. Linhas cruzadas
8. Dança de balcão
9. Galdério
10. Regra geral
11. Exporto tristeza
12. Outubro
13. Dia sim
14. Gente Bestial
15. Maria Alice
16. Absolutamente
17. Playback
 Encore:
18. Amiga da minha mulher
19. Cantar até cair
20. Mula da agonia
21. Vovó Joaquina
22. Tomo conta desta tua casa
 

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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL e Vídeo: ESCPORTUGAL

[AO VIVO] Mónica Ferraz celebrou novo álbum na Casa da Música

Mónica Ferraz encheu a Casa da Música do Porto para apresentar o seu novo álbum "Love". Duas horas de concerto onde o público teve também oportunidade de ouvir temas do primeiro álbum a solo da artista. O ESCPORTUGAL esteve lá.


Mónica Ferraz, uma das artistas portuguesas mais bem-sucedidas no pequeno mercado musical português, esgotou na noite passada a Casa da Música, no Porto, com espetáculo muito intimista e próximo do público ao jeito “clubbing”, no qual mostrou os sons do seu mais recente álbum “Love”. E foi com muito amor que a cantora invadiu o mais emblemático equipamento cultural da cidade invicta, com um conjunto de canções bastante eclético mas onde a palavra “love” era, sem dúvida, o fio condutor.

Integralmente cantado em inglês, “Love” dá continuidade ao cardápio sonoro de fusão entre a pop com camadas jazz, rock e eletrónica, com algumas pinceladas de funk e “80’s”. O tema que serve de cartão-de-visita ao álbum é “Let me be” que aqui foi magistralmente interpretado por Mónica, que demonstrou grande poder vocal e um som verdadeiramente internacional. Foi o momento mais intimista da noite que trazemos em vídeo:


Mónica Ferraz pisava palco da terra natal. De facto, parece existir uma ligação muito forte entre Mónica e o Porto, a julgar pela robusta e entusiasta reação do público portuense à grande maioria das canções. E quando a artista interpretou alguns dos temas do seu álbum anterior – “Start stop” - o público não se fez rogado e acompanhou-a num gigante coro. E aí destacou-se o tema “Go-Go-Go” que obrigou a cantora a mudar para calçado mais confortável e, assim, dançar mais à vontade.


Uma das grandes ovações da noite para André Indiana, coautor de muitos dos sucessos de Mónica como “Like a Legend”, interpretado em dueto. Com um cenário bastante simples, que obrigava o público a focar a atenção, única e exclusivamente, nos músicos, Mónica estudou bem a lição, para não deixar o público do Porto entorpecer. Por entre brincadeiras e formas de dançar muito particulares, a cantora mostrava-se verdadeiramente feliz por estar a fazer aquilo que mais gosta e transmitia essa paixão para o público.

Em mais de uma dezena de músicos em palco, os nossos olhos focaram dois dos elementos do coro - Patrícia Antunes e Patrícia Silveira – que acompanharam Filipa Azevedo no Festival Eurovisão em 2010. A própria Mónica fez uma embrionária participação no Festival da Canção em 2000 e 2001, muito antes de se tornar a estrela que agora é.


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Fonte e Imagem: ESCPORTUGAL / Vídeo: YOUTUBE - ESCPORTUGAL

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