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Lançado álbum para assinalar o aniversário do desaparecimento do cantor Beto

No próximo dia 23 de maio assinala-se 5 anos sobre a morte do cantor Beto. Para marcar a data, a editora Espacial lança um álbum com grandes temas para recordar a sua carreira, marcada pelo romantismo e pela dupla que formou durante anos com Rita Guerra.


Beto tinha 42 anos de idade e mais de 30 anos de carreira quando, a 23 de maio de 2010, um acidente vascular cerebral lhe pôs termo à vida. Apesar de ter desaparecido fisicamente de forma tão prematura, o legado musical do artista perdura e continua a fazer parte da música romântica portuguesa. Em jeito de homenagem surge o álbum Memórias, uma compilação com alguns dos maiores sucessos do artista. Canções intemporais como Posso jurar, Desencontros, Brincando com o fogo, (Aquele) Porto de abrigo ou Contra tudo e todos fazem parte da compilação de 17 temas.

Natural de Peniche, Beto chegou a representar Portugal no Festival da OTI em 1998, na Costa Rica, com o tema Quem Espera (Desespera), tendo alcançado o 3.º lugar.

Recorde esse momento:



Em 2000 foi convidado a gravar um disco com a cantora Rita Guerra, que deu origem ao álbum Desencontros, apresentado por ambos em tournée por todo o país. Só lançou o seu primeiro álbum a solo em 2003 – Olhar em Frente – que chegou a disco de platina. As suas interpretações ficaram conhecidas através de músicas que gravou para algumas telenovelas, como Nunca Digas Adeus ou Tudo por Amor. Em 2005 lançou o álbum Influências, que foi disco de platina com mais de 30 mil cópias vendidas, apenas em seis meses. Em 2006, participou no relançamento do Festival da Canção com O amor é uma fonte, tema de José Marinho e José Jorge Letria e que foi relegado para o 5.º lugar.

Recorde a versão estúdio do tema:




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Fonte e Imagem: ESPACIAL / Vídeo: YOUTUBE

Festival OTI celebra hoje 40 anos

No dia 25 de novembro de 1972 acontecia, em Madrid, a 1.ª edição do Festival OTI, Grande Prémio da Canção Iberoamericana. Um festival, inspirado na Eurovisão, e que reunia países que falam castelhano e português e que conseguiu reunir grandes nomes da música. Homenageamos, neste breve artigo, um festival que marcou gerações e que teve, à época, uma comunidade de fãs muito assinalável.

O Palácio de Congressos e Exposições de Madrid recebeu o primeiro Festival OTI, Grande Prémio da Canção Iberoamericana em 1972, que pretendia homenagear a comunidade de países que falam castelhano e português. Nasceu inspirado no Festival Eurovisão, tendo tido 17 edições, uma das quais em Lisboa. 40 anos depois, o festival já não existe, apesar de algumas tentativas de o reanimar. A última edição, realizada no ano 2000, pecou por ter sido realizada em condições técnicas muito fracas, tendo como consequência uma má transmissão televisiva, baixas audiências e o desinteresse dos países participantes. A par disso, diversas catástrofes naturais assolaram os países latinos, motivando a sua interrupção definitiva.

Portugal foi representado por diversos cantores bem conhecidos da nossa praça, alguns dos quais saídos do Festival RTP da Canção. Na 1.ª edição de 1972, Portugal foi representado por Tonicha, com o tema que se segue, com autoria de José Cid. Alcançou o 6.º lugar:


Durante as dez primeiras edições, entre 1972 e 1981, a votação era por via telefónica, mediante jurados em cada país, tal como na Eurovisão. A partir de 1982, um só jurado de sala avaliava as canções, o que originou diversas polémicas. Ao longo das suas edições, alcançou o máximo de 25 países participantes.

Em 2000, precisamente no sua última edição, o festival contou pela primeira vez com um país africano, a Guiné Equatorial. O objetivo seria abrir o festival, a partir dos anos seguintes, aos países africanos de língua portuguesa.

Espanha e México foram os países com maior número de vitórias, concretamente seis cada um. Argentina ganhou quatro vezes e o Brasil três vezes. Portugal não alcançou qualquer vitória, contudo, conseguiu atingir melhores resultados do que no festival Eurovisão: Uma vez em 2.º lugar, três vezes em 3.º lugar e uma vez em 6.º lugar.

A melhor posição de Portugal foi, então, a conquista de um 2.º lugar em 1984 por Adelaide Ferreira, com o tema “Vem no meu sonho”. No ano seguinte, viria a ganhar o Festival da Canção e representar Portugal na Eurovisão:


Os terceiros lugares foram conquistados por Beto, José Cid e Anabela.

Festival OTI 1979 – Portugal 3.º lugar (vídeo da OTI não disponível):


Festival OTI 1993 – Portugal 3.º lugar:


Festival OTI 1998 – Portugal 3.º lugar:


Em 1987, Portugal foi anfitrião deste festival, realizado no Teatro São Luís, em Lisboa. Foi considerada uma das mais bem produzidas edições de sempre. Nessa edição, ganha pela Venezuela, o nosso país foi representado por Teresa Mayuco.


O "nosso" Festival OTI foi apresentado pela dupla Ana Zannati e Eládio Clímaco, outros dois nomes muito ligados às seleções nacionais para a Eurovisão.

De entre os artistas que representaram Portugal contam-se diversos representantes de Portugal na Eurovisão como Paulo de Carvalho, Simone de Oliveira, Dora e Dulce Pontes. Lena d’Água foi a última representante portuguesa no ano 2000.

Alguns dos temas portugueses acabaram por fazer sucesso entre nós. É o caso de "Abandonada", canção muito conhecida de Ágata,  representante portuguesa da OTI 1997. Veja ou reveja o vídeo.

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Fonte: ESCPORTUGAL, AEV, WIKIPEDIA / Imagem: GOOGLE

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