Em nome da EBU/UER, Martin Green, diretor do Festival Eurovisão, reagiu à proposta do presidente da RTVE para o boicote ao concurso de 2027: "Ficaríamos desapontados se a Espanha não se juntasse a nós na Bulgária".
O diretor do Festival Eurovisão, Martin Green, reagiu, em representação da União Europeia de Radiodifusão (EBU/UER), às declarações de José Pablo López, presidente da RTVE, onde revelou que iria apresentar uma proposta ao Conselho de Administração para a manutenção do boicote de Espanha ao Festival Eurovisão.
"Vimos os comentários de hoje do presidente da RTVE, recomendando que a Espanha não retorne ao Festival Eurovisão da Canção em 2027. Respeitamos o processo da RTVE e aguardaremos a decisão final de seu Conselho.
Ao longo do último ano, ouvimos atentamente as preocupações levantadas pelos nossos membros. Como resultado, o Grupo de Referência, órgão regulador do Festival, implementou mudanças significativas no Festival Eurovisão da Canção. Estas incluem salvaguardas mais rigorosas contra influências e promoções externas indevidas, limites de votação mais restritivos, o regresso de júris profissionais às semifinais, júris mais abrangentes e diversificados, medidas de votação aprimoradas e outras alterações para garantir que o Festival possa sempre ser realizado num ambiente seguro.
Lamentamos informar que, apesar dessas mudanças, será feita uma recomendação para que a RTVE não participe do concurso no próximo ano.
A RTVE faz parte do Festival Eurovisão da Canção desde 1961 e valorizamos a sua longa contribuição para o concurso. Ficaríamos desapontados se a Espanha não se juntasse a nós na Bulgária e esperamos ver a RTVE de volta ao concurso no futuro."

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