A decisão da emissora pública flamenga de participar no concurso gerou críticas de sindicatos e partidos políticos. A ministra flamenga dos Media defende que a VRT continue a pressionar a União Europeia de Radiodifusão por mudanças.
Os sindicatos ACV VRT e ACOD-VRT apresentaram pré-avisos de greve para 11, 13 e 15 de maio de 2027, os dias das duas semifinais e da final do Festival Eurovisão 2027, em Burgas, na Bulgária. A iniciativa surge depois de a VRT ter confirmado a participação da Bélgica no concurso.
Numa declaração conjunta, os representantes dos sindicatos explicaram:
"Com isso, os dois sindicatos querem proteger todos os funcionários que tenham objeções morais em contribuir, de perto ou de longe, para os programas e transmissões do Festival Eurovisão da Canção.
A ACV VRT espera, em primeiro lugar, que a direção reverta a sua decisão de participar no Festival Eurovisão da Canção.
Se a direção ainda insistir em manter-se firme e permanecer do lado errado da história, queremos proteger todos os funcionários com este aviso de greve e oferecer-lhes a oportunidade de se distanciarem desta escolha equivocada. Se isso resultar na não transmissão das semifinais e da final, a ACV VRT não se arrependerá de forma alguma.”
A apresentação dos pré-avisos não significa, por si só, que a greve venha a realizar-se ou que a transmissão esteja cancelada. A oposição sindical já se tinha manifestado após o anúncio da VRT. A ACOD-VRT afirmou que a sua "linha vermelha foi definitivamente cruzada" e defendeu que a não transmissão do concurso seria uma forma de pressionar a União Europeia de Radiodifusão (EBU/UER). Políticos do PVDA, Vooruit e Groen também criticaram a decisão da emissora.
Frederik Delaplace, diretor-geral da VRT, justificou a participação com um "compromisso claro" da liderança da EBU de que haverá mudanças. Segundo o responsável, a organização passou a levar a sério as preocupações dos seus membros. A VRT apontou alterações às regras de participação, votação e júri, bem como o fim do patrocínio principal da Moroccanoil.
Já Cieltje Van Achter, ministra flamenga dos Media, apoiou a decisão. A governante considera que a participação permite à VRT continuar a exigir respostas e mudanças junto da EBU/UER, sublinhando que o processo ainda não está concluído.
Estreante em 1956, a Bélgica com 67 participações no Festival Eurovisão, tendo vencido o concurso de 1986. Depois de alcançar o 10.º lugar na semifinal, ESSYLA e "Dancing on the Ice" alcançaram o 21.º lugar na Grande Final com 36 pontos, fruto do 20.º lugar no júri (36) e o 24.º (último) lugar no público (0).

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