Kaleen, diretora de palco do Festival Eurovisão 2026, revelou os motivos pelo qual a Chéquia não foi autorizada a repetir a atuação na Grande Final do concurso deste ano, ainda que tenham sido registados problemas técnicos.
Em entrevista ao EuroMix, Kaleen, diretora de palco do Festival Eurovisão 2026 e representante da Áustria no concurso de 2024, explicou, pela primeira vez, uma das situações mais marcantes da Grande Final deste ano: a recusa da EBU/UER em autorizar a repetição da atuação da Chéquia depois de vários problemas técnicos com a imagem.
Segundo Kaleen, o regulamento da EBU/UER relativamente à autorização de repetição é bastante rigoroso, com o principal critério a existência de um problema que afete diretamente a prestação do artista em palco, sobretudo a nível do som. Apesar do problema evidente na transmissão televisão, com a câmara a registar problemas durante cerca de 40 segundos, o som funcionou corretamente durante toda a prestação: assim, o júri, que votou na gala anterior, conseguiu avaliar a interpretação vocal sem problemas, tal como o público, visto que o público poderia assumir que a falha estava relacionada com o próprio sinal televisivo.
"A emissão de áudio nunca foi interrompida. Foi por isso que, no final, não houve repetição", explicou Kaleen, manifestando ainda solidariedade para com a delegação checa que apelou publicamente para a repetição. Além disso, a diretora de palco realçou que a prestação de Daniel Zizka era uma das mais exigentes a nível técnico da edição: "Foi uma das atuações que mais impressionou a equipa de produção. Tudo precisava de um timing perfeito e partiu-me o coração quando o incidente com a câmara aconteceu durante a Grande Final".
A responsável explicou também o que acontece nos bastidores quando uma repetição é aprovada. O processo é extremamente exigente e obriga a equipa de produção a agir em poucos momentos: o artista tem de regressar ao palco, os canais corretos dos monitores in-ear têm de ser novamente ligados, os adereços entretanto retirados para os bastidores precisam de ser recolocados e toda a coordenação técnica, incluindo câmaras e equipa de realização, tem de ser refeita. Para a preparação da situação, a produção testou, na primeira semifinal, uma repetição da prestação da Alemanha num dos ensaios gerais.
Estreante em 2007, a Chéquia conta com 14 participações no Festival Eurovisão, registando 6 presenças na Grande Final e o melhor resultado a ser o 6.º lugar em Lisboa. Em Viena, Daniel Zizka representou o país com "Crossroads": depois do 9.º lugar na semifinal, a candidatura ficou em 16.º lugar na Grande Final com 113 pontos, fruto do 10.º lugar no júri (104) e o 20.º lugar no televoto (9), não recebendo qualquer pontuação de Portugal.

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