Depois de ter sido anunciado pela emissora finlandesa YLE que Linda Lampenius foi autorizada pela EBU/UER a tocar violino ao vivo durante a atuação no Festival Eurovisão 2026, a cantora Veronica Fusaro, representante da Suíça em Viena, revelou que o pedido para tocar guitarra ao vivo foi recusado pela entidade máxima do concurso.
O anúncio foi feito, esta manhã, durante uma entrevista, com a artista a revelar alguns detalhes: "Pelo que sei da minha delegação, o pedido foi feito. Acho um pouco confuso. Uma situação estranha. Mas, aparentemente, se estiver ligado à ficha, a organização não permite. Como se trata de um violino, não é preciso adicionar um microfone extra... Parece-me uma regra um pouco estranha" frisou, abordando a autorização dada à delegação finlandesa, "Se dizem que não é permitido quando está ligado, então isto acaba por criar uma excepção. Mas depois há também a bateria. Porque é que uma bateria ao vivo não pode ser usada? Mas eu fico muito feliz por ela [Linda Lampenius]. No caso dela, até faz sentido porque esse é o papel dela enquanto artista: na atuação da Eurovisão é violonista e não vocalista".
Contudo, apesar das declarações de Veronica Fusaro, Andrea Vogel, chefe de delegação da Suíça, esclareceu a situação, cujo tom aumentou devido à presença de um transmissor de alta frequência na guitarra da artista durante o ensaio: "A Veronica apresentará a sua canção de acordo com o regulamento da EBU/UER. Instrumentos eletrónicos, como guitarras eléctricas, não são permitidos ao vivo segundo as regras do concurso e não há excepções para instrumentos eletrónicos".
Vencedora da primeira edição do certame, a Suíça participou por 63 ocasiões no Festival da Eurovisão, contabilizando três vitórias (1956, 1988 e 2024). Em Basileia, o país foi representado por Zoe Me e "Voyage", candidatura que terminou em 10.º lugar com 214 pontos, fruto do 2.º lugar no júri (214) e o 26.º (e último) no televoto (0), tendo sido a segunda canção mais votada pelo júri português.

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