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ESC2026: Delegação de Israel preocupada com a possível vitória da Finlândia

 Numa longa entrevista ao Ynet, Yoav Tzafir, chefe de delegação de Israel, manifestou a sua preocupação com uma possível vitória da Finlândia em Viena e realçou que o objetivo é vencer a competição: "Faremos tudo para sediar a Eurovisão de 2027 em Israel".


Yoav Tzafir, chefe de delegação de Israel, falou com o jornal israelita Ynet sobre a participação de Noam Bettan e "Michelle" no Festival Eurovisão 2026, edição que ficará marcada pelo boicote de cinco países - Espanha, Irlanda, Islândia, Países Baixos e Eslovénia - devido à presença do país no concurso internacional.

Contudo, a polémica em torno da participação de Israel tem aumentado nos últimos anos, situação que aumentou nas últimas semanas devido à guerra no Médio Oriente, algo que isolou (ainda mais) a delegação israelita. "Antes da Eurovisão, houve muitas festas com participantes de vários países. Mas Israel não participou devido a questões de segurança, então nenhum vínculo foi formado com outros participantes" frisou Yoav, ainda que tenha revelado os contactos de Noam Bettan com Monroe (França) e Essyla (Bélgica).

No entanto, as restrições fizeram com que Israel não estivesse também representado na reunião de chefes de delegação, com Yoav a revelar que "Há algumas delegações que fazem barulho de fundo, como as da Suécia e da Finlândia. Isto acontece todos os anos, mas temos contacto com a maioria das delegações". E a possibilidade da Finlândia vencer em Viena, é um facto de preocupação para a delegação de Israel: "Se o concorrente finlandês vencer, será um grande desafio para nós. É verdade que passamos por Malmö, mas o nível de ódio contra nós continua a aumentar, e precisaremos discutir essas questões com muita seriedade se isto acontecer". 

Crítico das mudanças nas regras da EBU/UER para o Festival Eurovisão 2026, salientando que teve como objetivo enfraquecer o poder do público em casa que, nos últimos anos, colocou Israel entre os mais votados, Yoav Tzafir garante que a situação apenas aumentará o apoio a Israel: "Sei que as comunidades judaicas nos apoiam muito. Não seria correto dizer que organizamos esse apoio. Mantemos um bom contacto com elas e, na verdade, não importa se estamos ou não em contacto. O apoio das comunidades em toda a Europa tornou-se orgânico".

Deste modo, o chefe de delegação garante que o objetivo de Noam Bettan é claro: vencer. "O nosso objetivo é o primeiro lugar. Observarmos o que está a acontecer nos outros países e sabemos que o Noam é capaz. A vitória é definitivamente o lugar que queremos alcançar", com uma fonte da delegação a garantir que, caso aconteça, Israel quer organizar a Eurovisão em 2027, "Faremos tudo para sediar a Eurovisão em Israel. Se vencermos, agiremos em pleno diálogo com a EBU/UER. Não proporemos, em hipótese alguma, a mudança da Eurovisão de Israel".



Estreante em 1973, Israel conta com 47 participações no Festival Eurovisão, tendo vencido as edições de 1978, 1979, 1998 e 2018.  Representado por "New Day Will Rise" e Yuval Raphael, o país ficou em 2.º lugar na Grande Final do Festival Eurovisão 2025, fruto do 15.º lugar no júri (60) e do 1.º lugar no televoto (297). No total, a candidatura israelita venceu o televoto de 13 países (Alemanha, Austrália, Azerbaijão, Bélgica, Espanha, França, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, Resto do Mundo, Suécia e Suíça).

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Fonte: YNET/ Imagem e Vídeo: Eurovisiontv
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