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[Olhares sobre o ESC2026] Moldávia, Suécia e Croácia

 
O Olhares sobre o Festival Eurovisão 2026 arranca hoje com as análises das canções da Moldávia, Suécia e Croácia no Festival Eurovisão 2026. Descobre quem começa na liderança da iniciativa do ESCPORTUGAL.


A 18.ª edição do Olhares sobre o Festival Eurovisão, que analisará as 35 canções concorrentes do Festival Eurovisão 2026, começa hoje, 19 de abril, com as análises às canções da Moldávia, Suécia e Croácia. Um painel de 15 elementos será responsável pela análise aos temas, bem como pelas pontuações atribuídas aos temas deste ano.

Moldávia - "Viva Moldova" - Satoshi


Henrique Gomes - Após a ausência em 2025, a Moldávia regressa com Satoshi e o tema "Viva Moldova", uma canção vibrante que celebra o patriotismo através de uma mistura linguística cativante. Ao abrir a primeira semifinal, a atuação funciona como o arranque perfeito para prender a audiência ao ecrã desde o primeiro segundo. Embora possua um vasto potencial para conquistar o televoto, o histórico da Eurovisão sugere que o júri terá maior dificuldade em validar este estilo mais festivo. Todavia, a energia contagiante e o carisma de Satoshi tornam a Moldávia uma forte candidata à Grande Final .

Luís Coelho - A meu ver, "Viva Moldova" tem uma letra demasiado repetitiva com demasiadas "Moldova" para o meu gosto...Ainda assim gosto do instrumental, transformando a proposta em algo interessante, com destaque para as diferenças apresentadas na canção que vai do rap ao folk moldavo.

Luísa Cunha - Apesar de reconhecer a energia e a intenção festiva de “Viva Moldova”, confesso que é uma proposta que não me conquista. A canção aposta numa repetição excessiva que rapidamente se torna cansativa e acaba por prejudicar a sua evolução ao longo dos três minutos. A fusão de estilos até tem algum interesse no papel, mas na prática sinto que falta coesão e acaba por soar um pouco confusa. Em palco, acredito que funcione melhor graças à energia e ao carisma do intérprete, mas mesmo assim não é suficiente para me envolver. Percebo que possa ter o seu público, sobretudo no televoto, mas pessoalmente é uma das propostas que menos me diz nesta edição.

Nuno Carrilho - Fico genuinamente satisfeito por ver a Moldávia de regresso ao festival, é um país que costuma trazer propostas com muita personalidade e este ano não é exceção. “Viva Moldova” tem um cariz bem étnico que me agrada bastante, aliado a uma energia contagiante que torna a canção imediatamente apelativa. É divertida, viciante e daquelas que ficam no ouvido depois de uma única escuta. Pode não ser a proposta mais sofisticada da edição, mas cumpre naquilo a que se propõe: entreter e pôr toda a gente a mexer. A abrir a semifinal, tem tudo para ser um dos momentos mais animados da noite e garantir uma forte reação do público na arena. Finalista clara!

Tomás Nabais - Depois de um ano de ausência, a Moldávia regressa em força à competição. “Viva Moldova” incorpora uma mistura interessante de géneros musicais: hip-hop; música eletrónica; pop contemporâneo e música tradicional moldava (um dos aspetos mais distintivos da canção). Essa mistura entre o moderno e o tradicional é precisamente o que lhe dá personalidade e a torna mais memorável. Finalista quase na certa, top 10 na final e vai pôr a arena toda a dançar.

Pontuações à canção da Moldávia
Adão Nogueira - 7 pontos
Alina Aleixo - 3 pontos
Gonçalo Canhoto - 6 pontos
Henrique Gomes - 6 pontos
Hugo Sepúlveda - 3 pontos
João Diogo - 5 pontos
Luís Coelho - 5 pontos
Luísa Cunha - 4 pontos
Marcelo Silva - 7 pontos
Mário Duarte - 6 pontos
Nuno Carrilho - 10 pontos
Patrícia Gargaté - 8 pontos
Pedro Dias - 8 pontos
Rita Silva - 7 pontos
Tomás Nabais - 8 pontos

TOTAL: 93 pontos

Suécia - "My System" - Felicia


Adão Nogueira Este ano a proposta sueca tem aquele brilho especial que só eles parecem dominar. O país já tem uma tradição fortíssima no festival, mas este ano conseguiram algo que, pelo menos para mim, se destaca de forma quase imediata: uma produção impecável, um refrão que fica na cabeça sem esforço e uma performance que equilibra emoção e técnica com uma precisão quase cirúrgica. O que mais me chama a atenção é como a canção consegue ser moderna sem perder aquele toque sueco característico. Desde melodias limpas, arranjos inteligentes, dá para perceber que há intenção em cada detalhe, desde a construção da música até a estética da apresentação. É daquelas entradas que não só se ouvem, mas se sentem. E, honestamente, tem tudo para marcar esta edição do festival de forma memorável.

João Diogo - A Suécia volta a fazer aquilo que sabe melhor: entregar uma proposta extremamente eficaz, pensada ao detalhe e com um apelo imediato. “My System” pode não ser a canção mais inovadora da edição, mas a verdade é que resulta — e resulta muito bem. A produção é irrepreensível, o refrão é daqueles que ficam logo à primeira escuta e toda a construção leva a um clímax bastante satisfatório. Em palco, tudo parece calculado ao milímetro, desde os visuais até à entrega da intérprete, o que acaba por elevar ainda mais o conjunto. Sinto que há aqui um equilíbrio muito forte entre comercialidade e impacto, algo que a Suécia domina como poucos. Não sei se me conquista totalmente a nível emocional, mas reconheço-lhe um enorme potencial competitivo. É, sem dúvida, uma das mais fortes candidatas desta edição.

Gonçalo Canhoto A Suécia, incontestável powerhouse do certame, brinda-nos este ano com FELICIA e "My System". Trata-se de uma canção eletrónica que, embora não reinvente o género, é suficientemente distinta de tudo o que escutaremos em Viena. A proposta atinge o auge na ponte e num refrão final verdadeiramente apoteótico, que se tornam num momento hipnotizante. Em palco, os lasers vermelhos transportam-nos para uma dimensão futurista e são uma escolha inteligente e criativa, que captam a atenção até ao último segundo. É tão bom ver o concurso ser levado a sério. Estamos perante (mais) uma proposta de excelência, que garantirá à Suécia um merecido top 10.  É, indubitavelmente, a minha vencedora do ano e é caso para dizer: MY-MY-MY WINNER!

Marcelo Silva - A Suécia volta a apostar numa produção extremamente polida e radio-friendly, com uma fórmula “Chiclete”, mas que continua eficaz. A canção destaca-se pela sua estrutura moderna e pelo refrão facilmente memorável, ainda que possa pecar por alguma previsibilidade. Falta a meu ver aquele fator surpresa que eleva uma candidatura vencedora. Ainda assim, será certamente um forte candidato ao top 10.

Rita Silva - É inegável que a Suécia traz mais uma proposta extremamente bem produzida e pensada para funcionar dentro e fora do contexto do festival. “My System” é moderna, acessível e tem um refrão que facilmente fica no ouvido, o que joga claramente a seu favor. No entanto, sinto que acaba por seguir uma fórmula já bastante familiar, o que lhe retira algum fator surpresa. A performance é sólida e visualmente apelativa, mas não me consegue envolver totalmente do ponto de vista emocional. Ainda assim, reconheço a qualidade do pacote como um todo e acredito que terá um bom resultado. Não sendo uma das minhas favoritas, é uma entrada consistente e competitiva.

Pontuações à canção da Suécia
Adão Nogueira - 12 pontos
Alina Aleixo - 4 pontos
Gonçalo Canhoto - 12 pontos
Henrique Gomes - 10 pontos
Hugo Sepúlveda - 12 pontos
João Diogo - 10 pontos
Luís Coelho - 7 pontos
Luísa Cunha - 10 pontos
Marcelo Silva - 10 pontos
Mário Duarte - 10 pontos
Nuno Carrilho - 7 pontos
Patrícia Gargaté - 10 pontos
Pedro Dias - 12 pontos
Rita Silva - 10 pontos
Tomás Nabais - 8 pontos

TOTAL: 144 pontos

Croácia - "Andromeda" - LELEK


Alina Aleixo - Admito que, a nível musical, não é uma canção que eu queira ouvir todos os dias. No entanto, reconheço que esta proposta é poderosíssima e com uma carga dramática que faz justiça ao passado doloroso que o tema aborda. A Eurovisão é sobre canções destas, com identidade cultural. As vozes das intérpretes são incríveis e o poder feminino está bem evidente aqui. Se a atuação for idêntica à da final nacional (que eu considero perfeita e não mudaria nada), acho que poderá resultar e garantir um lugar de destaque na final.

Hugo Sepúlveda - A Croácia traz-nos “Andromeda”, uma canção carregada com um cunho étnico e uma aura mística forte, quase como se de um ritual ou uma banda sonora épica se tratasse. Se a actuação for semelhante ao Dora, as Lelek vão tentar trazer essa mesma força para o palco, onde visualmente também é uma actuação impactante. Sendo um grupo onde todas cantam, as harmonias entre elas vão ser um dos  elementos-chave que pode ditar o seu destino eurovisivo: ou as leva até à final ou vai sacrifica-las no ritual de passagem que são as semifinais. Tendo em conta as suas inconsistências vocais, a sua qualificação é uma incógnita.

Mário Duarte - Há aqui uma proposta com uma identidade muito própria e uma intenção artística clara, algo que valorizo bastante dentro do contexto da Eurovisão. A componente étnica e a construção quase ritualística da canção conseguem criar uma atmosfera interessante e diferenciadora. Ainda assim, sinto que o tema não atinge totalmente o seu potencial, especialmente no impacto emocional que poderia ter. As vozes são competentes e as harmonias bem trabalhadas, mas por vezes falta consistência que segure a atuação do início ao fim. Visualmente pode resultar bastante bem e ajudar a elevar o conjunto, mas no global fico com uma sensação de “quase lá”. Vejo qualidades suficientes para lutar por um lugar na final, embora não seja uma das propostas que mais me marque.

Patrícia Gargaté - Reconheço a qualidade e potencial que esta canção tem, mas confesso que de alguma forma não me enche as medidas. O grupo tem uma excelente presença em palco, uma harmonia de vozes impecável mas o meu coração acaba por seguir sempre o lema do Salvador Sobral: "Music is Feeling" e o facto é que esta canção pouco me desperta. Pode ser que ao vivo surpreenda, mas até lá não a considero finalista.

Pedro Dias - Parece que uma grupeta de jovens harmoniosas se juntou para criar uma canção carregada de sons tradicionais e profundos, envoltos por uma mística repleta de emoção e significado. Tinha tudo para ser uma das minhas favoritas, visto que sou um enorme fã de world music, mas como dizem os antigos: “há ali qualquer coisa que não bate”. Não vou dizer que me é indiferente, mas é muito pouco mais que isso. Passam à final, mas se não passarem também não vou sentir a sua falta.


Pontuações à canção da Croácia
Adão Nogueira - 7 pontos
Alina Aleixo - 6 pontos
Gonçalo Canhoto - 7 pontos
Henrique Gomes - 6 pontos
Hugo Sepúlveda - 6 pontos
João Diogo - 6 pontos
Luís Coelho - 6 pontos
Luísa Cunha - 6 pontos
Marcelo Silva - 5 pontos
Mário Duarte - 6pontos
Nuno Carrilho - 6 pontos
Patrícia Gargaté - 6 pontos
Pedro Dias - 6 pontos
Rita Silva - 7 pontos
Tomás Nabais - 6 pontos

TOTAL: 92 pontos

Classificação Provisória (3 países)
1.º
Suécia - 144 pontos
2.º Moldávia - 93 pontos 
3.º Croácia - 92 pontos

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Fonte/Imagem: ESCPORTUGAL
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