Slider

Hungria: Péter Magyar, futuro primeiro-ministro, defende o regresso do país ao Festival Eurovisão

 


Péter Magyar, futuro primeiro-ministro húngaro, defendeu, no verão passado, o regresso da Hungria ao Festival Eurovisão: "É um erro não participar e não deveríamos ter desistido".


A Hungria elegeu ontem, 12 de abril, a composição da Assembleia Nacional, com Péter Magyar, do partido TISZA, a conquistar 136 dos 199 lugares, colocando assim um ponto final à governação de dezasseis anos de Viktor Orbán, que concorreu pelo partido Fidesz. Contudo, ao contrário do habitual, a escolha eleitoral da Hungria foi acompanhada fervorosamente pela comunidade eurovisiva, devido às declarações do futuro primeiro-ministro húngaro durante o verão.

"A Eurovisão é uma plataforma europeia que nos permite mostrar a nossa cultura e o nosso talento musical ao mundo. A Hungria precisa de estar presente nesse palco novamente e aproveitar o seu potencial artístico" defendeu Péter Magyar durante a pré-campanha no verão passado, admitindo que, caso existisse intervenção do governo num regresso ao evento, apoiaria o regresso húngaro ao Festival Eurovisão. Péter realçou ainda que a participação "melhoraria a imagem externa do país, promoveria um maior senso de unidade nacional e fortaleceria o nosso relacionamento com a União Europeia", destacando que "é um erro não participar e não deveríamos ter desistido".

Além disso, em nítido contraste com Viktor Orbán, Magyar apoiou também a decisão da União Europeia de Radiodifusão (EBU/UER) em 2022 de afastar a Rússia e a Bielorrússia da competição após a invasão da Ucrânia: "Concordo com a exclusão da Rússia, não devemos permitir que criminosos de guerra participem".

De realçar que a retirada da Hungria do Festival Eurovisão, que participou pela última vez em 2019, nunca foi oficialmente explicada pela emissora húngara MTVA. Contudo, a imprensa avançou na época que a saída do concurso foi uma decisão do governo de Viktor Orbán, tendo sido inclusive avançado que a explicação foi que a competição era "muito gay".

Estreante em 1994, a Hungria participou em 16 edições do Festival Eurovisão, tendo como melhor resultado o 4.º lugar alcançado na sua estreia com Friderika Bayer. Depois de uma série de apuramentos consecutivos de 2011 a 2018, Joci Pápai e "Az én apám" não foram além do 12.º lugar na semifinal em Telavive com 97 pontos, tendo sido a quarta canção mais votada pelo júri português.


Este e outros artigos também no nosso FacebookTwitterInstagram e TikTok. Visite já!
Fonte: MTVA/RST / Imagem e Vídeo: Eurovision.tv
2
( Hide )
  1. Anónimo16:23

    Ótimo, seria um bom retorno. Mas se não são a favor de que criminosos de guerra participem, espero também uma posição contra a participação de israel.

    ResponderEliminar
  2. Anónimo20:15

    Criminosos de guerra? E porque não menciona também a participação de estados genocidas como o Azerbaijão e Israel? Acaso esses não contam?

    ResponderEliminar

Ideas

both, mystorymag

A NÃO PERDER...

TOP
© Todos os direitos reservados
Criado por Envato Personalizado por ESC Portugal - PG, 2022.