A transmissão do Vidbir 2026 ainda não terminou mas já está envolta em polémica com Jerry Heil, representante da Ucrânia em Malmö e concorrente na edição deste ano, a ter emitido um comunicado no Telegram a manifestar a sua indignação com o trabalho da produção do evento onde defende "CATHARTICUS".
Segundo Jerry Heil, o conceito cénico incluía dispositivos eletrónicos especialmente desenhados para a atuação, que deveriam produzir faíscas em momentos-chave da música, criando um efeito visual de colapso e catarse. No entanto, estes elementos não foram mostrados na versão final da transmissão televisiva.
"Na televisão, não verão o meu número completo — tal como foi criado pelos diretores. A minha primeira pergunta ao sair do palco foi: ‘Mostraram os dispositivos nos ecrãs?’ Estes aparelhos elétricos foram desenhados especialmente para a atuação e faiscavam em certos momentos, criando um efeito de colapso. A Valeria, codiretora do número, disse que não. Não mostraram", afirmou a cantora.
Jerry Heil revelou ainda que, durante os ensaios, a equipa da seleção nacional prometeu várias vezes criar um storyboard detalhado para a realização televisiva, mas que isso nunca chegou a acontecer. "Sempre nos diziam: ‘Agora não temos tempo, fazemos isso mais tarde’. Mas esse ‘mais tarde’ nunca chegou", acrescentou.
A cantora sublinhou que, sem estes elementos visuais, a atuação perde uma parte essencial do seu significado artístico, fazendo com que o público televisivo assista, na prática, a uma performance diferente daquela que foi idealizada. Como resposta, Jerry Heil anunciou que planeia lançar um vídeo com a versão completa da atuação, tal como foi pensada pelos diretores, com o objetivo de mostrar ao público a diferença entre a visão artística original e aquilo que foi transmitido na televisão.

Sem comentários
Enviar um comentário