[ESPECIAL] O que mudaria nos resultados do Festival Eurovisão 2021 com o anterior sistema de votação?

Com o objetivo de aumentar o suspense na Final do concurso, a organização do Festival Eurovisão mudou, em 2016, o sistema de votação do concurso, com o júri e o público a votarem em separado. Mas o que teria mudado nos resultados do Festival Eurovisão 2021 se o sistema não tivesse sido alterado? 


Itália venceu, há precisamente duas semanas, o Festival Eurovisão 2021, com França e Suíça a seguirem-se na classificação final do concurso. No entanto, será que os Maneskin teriam vencido o concurso se o sistema de votação não tivesse sido alterado em 2016? De realçar que, em 2016, a EBU/UER anunciou a maior mudança de sempre no sistema de votação do Festival Eurovisão, com o público e o júri de cada país a apresentarem as suas votações de forma independente, de forma a aumentar o suspense na revelação dos resultados na Grande Final. Assim, em vez da votação combinada de júri e público, cada país começou a votar em duas ocasiões, atribuindo 116 pontos em vez dos tradicionais 58. 

E França seria a vencedora do Festival Eurovisão com o anterior sistema de votação. Barbara Pravi e "Voilà" conquistariam 283 pontos, com pontos dos 38 países votantes, enquanto Itália, vencedora do concurso, ficaria na segunda posição... com 282 pontos, não sendo pontuada pela Dinamarca, Moldávia e Países Baixos. Também a Ucrânia e a Finlândia trocariam de posições, com o grupo finlandês a subir ao quinto lugar, com o restante top10 a não sofrer alterações.

Portugal desceria para o 13.º lugar, ao ser ultrapassado pela Suécia, país que subiria duas posições, com "Love Is On My Side" a contar com 55 pontos de 14 países distintos, com destaque para os 12 pontos de França e 8 da Suíça. No entanto, da República Checa, país onde Portugal foi o favorito do júri, não viria nenhuma pontuação. Por outro lado, a pontuação máxima portuguesa seria entregue a França, a favorita do público, seguido da Islândia, Suíça e Ucrânia.

Ainda sobre a classificação geral, Albânia e São Marino também subiriam uma posição, passando a ocupar o 20.º e 21.º lugares, respetivamente, enquanto Chipre subiria duas posições, ocupando o 14.º lugar. Por sua vez, o Azerbaijão subiria três posições, ocupando o 17.º lugar, as mesmas que o Reino Unido, que manteria o null points. Em sentido inverso, Sérvia perderia uma posição, Moldávia e Israel desceriam duas posições, enquanto Bélgica e Países Baixos desceriam três posições. Com quatro países sem qualquer pontuação (Reino Unido, Alemanha, Espanha e Países Baixos), a classificação seria ordenada consoante a ordem de atuação, com o país anfitrião a ocupar a última posição.


No entanto, as mudanças não ficariam reservadas para a Grande Final do Festival Eurovisão 2021. No que diz respeito à primeira semifinal, a grande mudança seria o apuramento da Croácia em vez da Noruega, com TIX a ficar a 6 pontos do apuramento de Albina. A Rússia também subiria para o 2.º lugar, anteriormente ocupado pela Ucrânia, com trocas de posições do Azerbaijão e Suécia e da Macedónia do Norte e Austrália.


Apesar de não contar com mudanças no lote de apurados, a segunda semifinal do Festival Eurovisão 2021 contaria com maior número de mudanças na classificação. A Islândia teria sido a vencedora da semifinal com 163 pontos, sendo pontuada por todos os países excepto a Bulgária, com a Suíça, pontuada por todos os países, a registar 169 pontos. Portugal subiria ao terceiro lugar com 129 pontos, com a pontuação máxima de 4 países (Islândia, França, Espanha e Suíça) e recebendo pontos de todos os países a concurso. Bulgária, Sérvia, Áustria e Geórgia (que ficaria em último lugar sem qualquer ponto) perderiam um lugar na classificação, enquanto São Marino, Estónia e Letónia subiriam uma posição. De realçar que a República Checa apenas receberia um ponto... e oriundo de Portugal.

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Fonte: ESCPortugal / Imagem: Eurovision.tv

5 comentários:

  1. Anónimo01:55

    Conclusão: os The Black Mamba passariam por uma situação quase identica ao que passou a Vanda Fernandes em 2008 ... segundo lugar na semi-final ... décime terceiro lugar na grande final ... quando apenas 20 países votam é signficativa a diferença quando 39 páises votam ...

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  2. Anónimo08:41

    Eu acerca do antigo sistema já vi modelos a variarem entre a França e a Itália. Creio que tem a haver com a mudança de classificação das canções por parte dos júris.

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  3. Atenção que foram submetidos dois comentários sobre possíveis erros na ponderação dos pontos: os comentários não foram eliminados, mas sim colocados em "espera" até que consigamos verificar os vários casos assinalados.

    Obrigado a todos pelos comentários :)

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  4. Muito sinceramente , preferia a votação antiga pk tirando o salvador , todos os anos o 2 classificado ou terceiro são os favoritos , e tinha ganho a melhor canção ,da França claro

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    1. Anónimo01:33

      Eu gosto mais do sistema atual de votação ou mais concretamente a forma como é apresentado, cria suspense até ao último minuto e com ele podemos ter até um máximo de 3 vencedores, o vecedor do televoto,do júri e o vencedor da Eurovisão, que foi o que aconteceu em 2019 e 2016

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