[ESPECIAL] No Dia da Suécia, recorde connosco a história do país no Festival Eurovisão

 Com 60 participações no Festival Eurovisão desde 1958, a Suécia conta com 6 vitórias e um curriculum de resultados que a torna numa das grandes potências eurovisivas. No Dia Nacional da Suécia, recorde connosco algumas das participações do país no Festival Eurovisão.


O Sveriges Nationaldag (em português, Dia da Suécia) comemora-se anualmente a 6 de junho, sendo celebrado em memória da eleição de Gustavo Vasa como rei da Suécia pelo Parlamento em 1523, bem como da promulgação da Constituição de 1809. Até 1982, o dia era designado de Dia da Bandeira Sueca (Svenska flaggans dag). Neste dia festivo para todos os suecos, o ESCPORTUGAL convida-o a recordar algumas das participações (e não só) do país no Festival Eurovisão.

1958: Alice Babs foi a primeira representante e a única que não foi escolhida pelo Melodifestivalen
"Lilla Stjärna", interpretada por Alice Babs, foi a canção escolhida para a primeira participação da Suécia no Festival Eurovisão de 1958, sendo a primeira canção em sueco no concurso e a primeira (e única) vez que a canção foi escolhida internamente para o certame. O título da canção foi alvo de discórdia entre a cantora e o compositor, o que resultou que a única gravação áudio de "Lilla Stjärna" seja no palco do concurso internacional. A cantora subiu ao palco do Festival Eurovisão com o traje da região de Leksand, tendo alcançado o 4.º lugar entre 10 países, com 10 pontos.

1963: O primeiro (e único) nul points da Suécia aconteceu com Monica Zetterlund
Naquela que foi a sexta participação sueca no Festival Eurovisão e com o melhor resultado a remontar à estreia, a Suécia foi representada pela cantora de jazz Monica Zetterlund e o tema "En gang i Stockholm" (em português, Era Uma Vez Em Estocolmo), que haviam ganho o Melodifestivalen de 1963. No entanto, em Londres, a candidatura sueca não recebeu qualquer ponto, tendo terminado em último lugar, algo que apenas voltaria a acontecer em 1977, com os Forbes a receberem 2 pontos.

1966: A única vez que a Suécia ficou em 2.º lugar na Final foi em 1966
Representada por Lill Lindfors e Svante Thuresson e "Nygammal Vals", a Suécia alcançaria, em 1966, um resultado histórico no Festival Eurovisão, com a canção a ficar em 2.º lugar com 16 pontos. Além de ser a 1.ª de 13 presenças no pódio eurovisivo e de 25 no top25 do concurso, esta foi a primeira e única vez que a Suécia ficou em segundo lugar no Festival Eurovisão.

1974: ABBA vencem o Festival Eurovisão de 1974, depois do terceiro lugar no Melodifestivalen 1973
Agnetha, Anni-Frid, Björn & Benny, que posteriormente adotariam o nome ABBA, tentaram, em 1973, representar a Suécia no Festival Eurovisão com "Ring Ring", com o tema a ficar no terceiro lugar na final nacional sueco. No ano seguinte, com "Waterloo", o quarteto conquistou a vitória na Suécia e levou de Brighton a primeira vitória do país no Festival Eurovisão com 24 pontos (1 deles de Portugal), sendo o último ano antes da introdução do sistema de votação de 1 a 12 pontos. 

1983: Carola, com apenas 15 anos, defendeu "Framling" no Festival Eurovisão
Naquela que seria a sua primeira participação eurovisiva, Carola defendeu "Framling" no Festival Eurovisão de 1983, depois da vitória no Melodifestivalen. Com apenas 15 anos, a cantora alcançou o 3.º lugar no certame internacional com 126 pontos, com 4 de Portugal, e a apenas 16 pontos da segunda vitória sueca no concurso. No entanto, o tema tornou-se num dos maiores sucessos de sempre no país. Curiosamente, "Framling" foi inicialmente entregue a Kikki Danielsson que optou por defender "Varför är kärleken röd?" no certame, onde ficou em segundo lugar.

1984: A segunda vitória sueca foi alcançada pelos irmãos Herreys
Dez anos depois da primeira vitória, a Suécia voltaria aos triunfos eurovisivos, novamente pela mão de um grupo. O trio Herreys, formado pelos três irmãos Per, Richard e Louis, defendeu "Diggi-Loo Diggi-Ley" no Festival Eurovisão de 1984, conquistando o 1.º lugar com 145 pontos, apenas mais 8 que a candidatura da Irlanda. Richard e Louis Herreys tornaram-se os primeiros adolescentes do sexo marculino a vencer o concurso, tendo ainda os recordes de mais jovens vencedores com 19 anos e 260 dias e 18 anos e 184 de idade, respetivamente.

1991: Na votação mais renhida de sempre, a Suécia saiu vencedora
Oito anos depois da primeira participação e depois de ter ficado em 2.º lugar na final nacional de 1990, Carola Häggkvist representou a Suécia no Festival Eurovisão de 1991 com "Fångad av en stormvind". Depois de uma votação bastante renhida entre as propostas sueca, francesa e israelita, Carola e Amina, a representante francesa, empataram no 1.º lugar com 146 pontos: segundo as regras da época e com um empate no número de pontuações máximas, a canção sueca foi dada como vencedora depois de ter recebido 5 lotes de 10 pontos contra os apenas 2 da canção de França.

1992: Christer Björkman conquistou a pior classificação de sempre numa Grande Final

Antes de se tornar um dos homens fortes do Melodifestivalen, com vários anos na chefia do certame, Christer Björkman representou a Suécia no Festival Eurovisão de 1992 realizado em Malmö. O cantor defendeu "I morgon är en annan dag" tendo ficado em 22.º lugar (entre 23 países) com apenas 9 pontos, nenhum deles oriundo de Portugal. Contudo, seria sob a chefia de Christer Björkman que a Suécia se tornaria numa potência eurovisiva.


1998: "Kärleken Är" foi a última canção interpretada em sueco levada pela Suécia
No último ano em que foi obrigatório cantar na sua língua nativa, a Suécia fez-se representar por Jill Johnson e "Kärleken är" (em português, "O Amor É"), sendo a última vez que o país cantou em sueco no certame internacional. O tema, cuja letra foi inspirada na morte de Diana, Princesa de Gales, ficou em 10.º lugar com 53 pontos, nenhum deles de Portugal.


2006: Uma canção em português esteve na corrida para representar a Suécia
A cantora brasileira Simone Moreno fez história ao tornar-se a primeira cantora a defender um tema em português numa final nacional europeia: "Aiayeh (The Music of the Samba)" foi o primeiro tema a ser defendido na primeira semifinal do Melodifestivalen 2006. Contudo, a classificação ficou aquém das expectativas: a candidatura recolheu apenas 6688 votos, a pior marca da edição, terminando a semifinal no último lugar.

2010: Anne Bergendahl falha o apuramento para a Grande Final
Com um registo intocável de apuramentos para a Final do Festival Eurovisão, a Suécia acabaria, contra todas as expectativas, por falhar o apuramento para a Grande Final da edição de 2010. Anna Bergendahl e "This Is My Life" terminaram a semifinal 2 do concurso com 62 pontos, a cinco pontos das canções da Irlanda e Chipre e a nove da canção de Israel, com a votação a ser resultado do 9.º lugar no televoto (64 pontos) e do 11.º no júri (76 pontos). Esta foi a primeira vez que a Suécia ficou de fora da Grande Final, depois de, em 2008, Charlotte Perrelli ter alcançado o 12.º lugar no televoto mas ter sido salva pelo júri para a gala final.







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Fonte/Imagem:ESCPortugal/Vídeo: EurovisionTV 

1 comentário:

  1. Anónimo02:12

    O país que, entretanto, tornou-se no saco de boxe e todos os fãs saturados de pop genérico reciclado e polido sem expressão ou qualquer tipo de criatividade... a vitória de 2015 só veio dar um amargo de boca a muita gente e a humilhação de 2018 foi apenas a ponta do iceberg ...

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