Bielorrússia: Ivan Eismont acusa a EBU/UER de ter sido influenciada por ativistas antigovernamentais

Depois da expulsão da Bielorrússia do lote de participantes do Festival Eurovisão 2021, Ivan Eismont, presidente da BTRC, acusou a EBU/UER de ter sido influenciada por ativistas antigovernamentais.


Após semanas de especulação depois do veto à primeira canção submetida pelo país, a União Europeia de Radiodifusão (EBU/UER) anunciou, na passada sexta-feira, que a Bielorrússia não fará parte do Festival Eurovisão 2021, depois de ter submetida uma nova canção com conotações políticas, algo que viola o regulamento do certame internacional.

"A decisão da nossa desclassificação tem motivações políticas, visto que a União Europeia não gosta de nós. Estamos na EBU/UER e sabemos. Os políticos e quem nos odeia fizeram pressão sobre a União Europeia de Radiodifusão." frisou Ivan Eismont, presidente da BTRC, tecendo duras críticas ao organismo internacional que, segundo ele, cedeu perante influência de ativistas antigovernamentais, políticos e campanha online, "Quem fez isso? Os revoltados bielorrussos e os estrangeiros até prepararam modelos de comentários para as redes sociais das organizações internacionais.". Por fim, Ivan Eismont garante que o país fez história nesta edição: "O grupo Galasy ZMesta ficou para a história e, na minha opinião, a Bielorrússia ganhou esta Eurovisão".

Estreante em 2004, a Bielorrússia contabiliza 16 participações no certame europeu, tendo apenas seis participações na grande final do concurso. O melhor resultado remonta a 2007 quando Dmitry Koldun e o tema Work Your Magic alcançaram o 6.º posto em Helsínquia. Em Telavive, Zena representou o país com "Like It", terminando em 24.º lugar na Grande Final com 31 pontos, nenhum deles oriundo de Portugal. Vencedores do Eurofest 2020, os VAL representariam a Bielorrússia no Festival Eurovisão 2020 com "Da Vidna", canção interpretada na íntegra em bielorrusso.



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Fonte: BTRC / Imagem e Vídeo: Eurovision.tv

2 comentários:

  1. Anónimo19:08

    E se foram? Acho até muito bem!

    Um país que não quer fazer parte de uma corrente de princípios não merece cantar lado a lado connosco. E a Hungria é outra que tal.

    Larguemos as mãos de países com ideologias políticas que não respeitam a igualdade e que não defendem os melhores princípios humanos.

    Rua!

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    1. Anónimo23:42

      Eu discordo pois nesse países há pessoas a sofrer e por exemplo na Hungria, contribui ainda mais para que nao haja nada a tentar quebrar aquela mentalidade preconceituosa que está a ser incrementada no país! Não podemos simplesmente virar as costas quando lá existem pessoas com os seus direitos a ser violados!

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