[Rumo a Roterdão] Atle Pettersen: "Até agora não tinha encontrado a coragem necessária para participar"

Depois da experiência do MGPJ em 2003, Atle Pettersen faz, este ano, a sua estreia na corrida para representar a Noruega no Melodi Grand Prix 2021. ESCPORTUGAL esteve à conversa com o finalista automático da competição norueguesa na rubrica Rumo a Roterdão.

Após cinco semifinais e uma gala de repescagem, a Noruega prepara-se para escolher os seus representantes para o Festival Eurovisão 2021 com a realização da Grande Final do Melodi Grand Prix 2021. Atle Pettersen é um dos doze finalistas da competição, tendo sido escolhido como finalista automático pela NRK, e esteve à conversa com o ESCPORTUGAL na rubrica Rumo a Roterdão.

Participante no Melodi Grand Prix Junior em 2003, formato usado para a escolha dos representantes da Noruega no Festival Eurovisão Júnior de 2003, Atle Pettersen garante que esta experiência foi o início da sua carreira: "Foi onde tudo começou. Cada dia que passa neste percurso atual, lembro-me do tão divertido que foi aquela competição. De pé, sozinho, naquele enorme palco. Percebi que queria aproveitar tudo o que mais amava no mundo que é cantar".

"Comecei a trabalhar enquanto músico em criança, aos 12 anos de idade. O meu primeiro emprego foi, na realidade, a tocar órgão na igreja local. Por isso, a minha vida esteve, sempre, relacionada com a música." contou-nos, realçando que esteve dividido entre a música e o futebol, "A minha vida poderia ter-se encaminhado para a música ou para o futebol profissional… Como não era muito bom no futebol, resolvi, então, escolher a música. Comecei a minha carreira profissional numa banda do género metal progressivo, chamada Above Symmetry. Aos 18 anos de idade, lançámos um álbum e fizemos uma digressão pela Europa. A banda Above Symmetry transformou-se na banda The Scheen, uma banda do género rock, com um estilo mais direto. Participámos no festival Emergenza (a maior competição mundial de bandas independentes), festival esse em que vencemos a final internacional, derrotando mais de 34 mil bandas.".

No entanto, uma das maiores experiências da sua carreira musical aconteceria em 2010 com o X Factor, "Na Noruega, consegui a minha oportunidade, ao participar, em 2010, na versão nacional do X-Factor, onde fiquei na 2.ª posição. Depois disso, participei em muitos outros espetáculos e concertos. Lancei dois álbuns enquanto artista a solo e fui o apresentador de um dos maiores programas de televisão da Noruega, Beat For Beat.".

No Melodi Grand Prix 2021, Atle defenderá "World on Fire": "Desde há muito tempo que queria fazer parte do Melodi Grand Prix. Contudo, anteriormente e até agora, não tinha encontrado a coragem necessária para participar. Na minha opinião, é a maior coisa que se pode fazer enquanto artista. Por isso, senti que teria de esperar até que tivesse a canção certa e estivesse confiante na minha atuação." confessou, falando-nos da canção que defenderá no concurso, "É uma canção animada, com boas vibrações e com um refrão para se cantar em conjunto, todos juntos. É uma canção que trata de encontrar relações que façam as pessoas sentirem-se seguras e que faça as pessoas sentirem-se como se pudessem fazer qualquer coisa!".

Sobre a possibilidade de representar a Noruega no Festival Eurovisão 2021, Atle admite que, caso aconteça, poderia mudar muito na sua atuação: "De facto, depende do palco do Festival Eurovisão, em termos visuais, e das possibilidades. Neste momento, a atuação está preparada para o palco que existe na Noruega. Por isso, provavelmente, haverão algumas alterações para que a atuação se adapte ao palco do Festival Eurovisão.". Além disso, o cantor espera que o concurso internacional decorra o "mais normal possível": "Realmente, espero que o Festival Eurovisão se possa realizar em Roterdão, com todos os artistas no mesmo palco, criando aqueles momentos únicos a que o Festival Eurovisão nos tem habituado!".

Admitindo acompanhar o Festival Eurovisão arduamente desde sempre, Atle Pettersen garante que "a minha primeira memória que me marcou foi a vitória dos Olsen Brothers com «Fly On The Wings of Love». Foi uma canção que me marcou imenso", falando também dos bons resultados alcançados pela Noruega nos últimos anos, "Preocupamo-nos muito com o Festival Eurovisão. Na Noruega, todas as pessoas adoram o espetáculo. Por isso, penso que o fator-chave seja o facto de querermos dar o nosso melhor todos os anos. Temos grandes eventos e muitos artistas a participar para que possamos encontrar a melhor atuação para competir no Festival Eurovisão.".

Sobre Portugal, o cantor recordou a viagem ao nosso país há alguns anos, "Já estive em Portugal uma vez. Fiz uma viagem por vários pontos do país e tive a oportunidade de praticar surf. Foi fantástico e espero repetir em breve", falando também da vitória de Salvador Sobral em 2017, "Claro que me recordo da vitória de Salvador Sobral, em 2017! Foi uma atuação ótima e tão sincera! Também penso que foi, de facto, muito fixe não ter cantado em inglês e ter vencido! ".

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Fonte: ESCPORTUGAL /Imagem: Google / Vídeo: Youtube

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