[Rumo a Roterdão] Juliette Moraine: "Quero que a minha canção ajude as pessoas que se sentem sozinhas"


A cantora Juliette Moraine faz, este ano, a sua estreia na corrida para representar a França no Festival Eurovisão. A cantora esteve à conversa com o ESCPORTUGAL na rubrica Rumo a Roterdão.


Depois da seleção interna de 2020, França regressa, este ano, às finais nacionais para a seleção dos seus representantes para o Festival Eurovisão 2021 com o Eurovision France, C'Est Vous Qui Décidez. O evento, agendado para 30 de janeiro, contará com 12 candidatos na corrida para representar o país em Roterdão. Depois do duo Pony X, o ESCPORTUGAL esteve à conversa com Juliette Moraine na rubrica Rumo a Roterdão, onde falou da sua experiência na corrida eurovisiva.

Com a música a marcar presença desde cedo na sua vida, a primeira grande experiência musical de Juliette Moraine aconteceu no teatro musical: "Após três anos de teatro musical e de conservatório em canto lírico, participei no meu primeiro musical em Paris, denominado «The Full Monty" recordou, destacando também a sua experiência no The Voice, "Depois chegou a terceira temporada da versão francesa do The Voice.. Arrisquei e cheguei aos quartos-de-final. Foi uma das melhores experiências da minha vida. Depois disso, entrei no elenco do musical de «Romeu e Julieta», onde interpreto o papel de enfermeira. Estávamos em digressão pela Ásia e pela Rússia quando chegou a pandemia... Espero regressar em breve".

Com a primeira memória eurovisiva a remontar a 2001, "Lembro-me de Natasha St-Pier a cantar "Je N'Ai Que Mon Âme"... tinha apenas 11 anos", Juliette Moraine garante que o destino encarregou-se da participação na final nacional: "Bem, para ser honesta, foi mesmo o destino. Estava a ver, aleatoriamente, a minha página no Facebook e, em junho, apareceu o anúncio do concurso e resolvi inscrever-me. Foi basicamente o que aconteceu. Mas estou tão feliz por ter arriscado! Nada acontece sem motivo".

No próximo sábado, a artista defenderá "Pourvu qu'on m'aime", composta por si em colaboração com Rémi Portat, descrevendo a canção como "uma canção de coração aberto": "Estou a mostrar, através desta canção, quem eu sou de forma honesta e completa. Sem filtros, sem nada a esconder. Olhei-me profundamente ao espelho e surgiu “Pourvu Qu’On M’Aime”. É uma canção que tem como objetivo sarar as minhas feridas. E, espero eu, que também sare as feridas de quem a ouve. Que ajude as pessoas a perceberem que não estão sozinhas nesse sentimento, nessa necessidade de se ser amado. No fim, é uma questão bastante universal.".

Questionada sobre os planos para a atuação, Juliette revela que apostará na simplicidade: "Será tudo muito simples, mas com um grande jogo de luzes que vai trazer o sentimento de esperança à canção. Quero que seja como uma luz no final de uma viagem solitária. Vai ser uma atuação algo calorosa e acolhedora" frisou, garantindo que não pensou em eventuais mudanças para o Festival Eurovisão, "Bem... Como sempre digo: um passo de cada vez. Por agora, estou focada neste espetáculo. Tenho a certeza que eu e a minha equipa, depois, vamos querer fazer alguns ajustes se participarmos no Festival Eurovisão. E caramba, vai ser o Festival Eurovisão da Canção. Por isso,  de certeza que vamos dar tudo.".

A cantora, que faz a sua estreia nas lides eurovisivas, também elogiou a decisão da France2 em realizar uma final nacional: "Acho que é muito inteligente fazer com que o público francês seja parte integrante do processo, com certeza. Isso ajudará a criar interesse para o concurso oficial. Também penso que as pessoas gostam de dar a sua opinião (especialmente o público francês) e, por isso, é uma boa ideia, sim!". Por sua vez, quando questionada sobre a possibilidade do concurso ser realizado sem público e/ou com atuações pré-gravadas, Juliette garante que tudo será uma questão de adaptação à nova realidade, "Penso que se nos conseguimos adaptar a tudo o que esta pandemia nos trouxe até agora, então também vamos conseguir adaptar-nos a isso! Sem problema! Com certeza não será a mesma coisa, mas o que podemos fazer, não é?".

Com França afastada dos grandes resultados no Festival Eurovisão há vários anos, Juliette Moraine frisou que a razão poderá estar relacionada com "o facto de subestimarmos o poder de uma canção simples e bonita... Reparem na canção do vosso vencedor: o Salvador Sobral. Simples e linda! Só poderia sair vencedora", recordando a vitória de Portugal no Festival Eurovisão, "“Amar Pelos Dois” parou o meu coração na primeira vez que ouvi a canção. Eu nem sei o que ele está a dizer, mas caramba… Tão bom! Se o conhecerem, por favor, agradeçam-lhe por mim!".

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Fonte: ESCPORTUGAL /Imagem: Google / Vídeo: Youtube

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