[AO VIVO] Envolto em mantas, Filipe Sambado deu música no Crato


Numa gélida noite alentejana de verão, Filipe Sambado subiu ao palco na vila do Crato. Entre furos e mantas, o cantor recordou alguns dos inúmeros temas da sua carreira e nem o frio fez o público arredar o pé. O ESCPortugal marcou presença e mostra-lhe tudo (ou quase tudo)!




Sede de concelho com cerca de 4 mil habitantes, o Crato é, no final de agosto, o centro de todas as atenções com a realização do Festival do Crato, um dos maiores eventos realizados no Alentejo. Em plena pandemia de Covid-19 e na impossibilidade de realizar um dos ex-libris da região, o Município apostou no Cartaz Cultura, uma série de atividades culturais nas diversas freguesias. E depois de concertos de Toy e Teresa Salgueiro, eis chegado a vez de Filipe Sambado subir ao palco colocado no Campo 1.º de Maio, bem no centro da vila alentejana.


Com entradas gratuitas mas com necessidade de pré-reserva, seguindo as regras da DGS para os eventos ao ar livre, todos os presentes contavam com um bom serão... mas não com uma noite digna de inverno em pleno verão. Sozinho em palco, Filipe Sambado começou o concerto com alguns dos temas que marcaram o seu início de carreira: "Assim Assim" a "Gosto tanto de te ver", passando pelo "Tabaco", um tema que fala da luta contra o vício do tabaco, conforme o próprio confirmou, e continuando com "Mentol".


O frio fazia-se sentir no Crato e o cantor, que continuava sozinho em palco (os colegas haviam tido um furo no caminho para o concerto), não se inibiu e recorreu a uma manta para se proteger das baixas temperaturas que teimavam em aliar-se a um gélido vento. Mas nem os furos nem o frio fizeram o cantor parar de cantar.


Com a chegada de Violeta (flauta) e Primeira Dama (backing tracks), o concerto entrou numa outra fase com "Jóia da Rotina", um dos últimos sucessos do artista, seguindo "Vida Salgada" e "Só beijinhos". Com um passado ligado ao Alentejo e com a confiança ganha do público resisten, Filipe Sambado falou das suas ligações a Aldeia da Mata, uma das freguesias do Crato, e a Nisa, brincando que "mesmo assim, o Alentejo não me deu a vitória no Festival".

E falando em Festival, "Gerbera Amarela do Sul" não podia faltar no alinhamento. A canção, que foi a grande surpresa da edição de 2020, foi o ponto alto do concerto no Crato, ganhando novo fôlego ao ser tocada e interpretada ao vivo, bem como despida da atuação que vimos na competição... e que tanta tinta fez correr nas redes sociais.
 
Aceda AQUI a "Gerbera Amarela do Sul".
 
"Mais uma" e "Tusa Mole", uma verdadeira ode aos tempos de confinamento que todos vivemos, seguiram-se, enquanto "Dono da bola" a levar todos os presentes aos áureos tempos de brincar na rua, algo tão usual nas terras alentejanas. "Dá jeitinho" (dá jeitinho, dá jeitinho a ver se cabe...) foi acompanhado por aplausos pelo público, que o artista descreveu como "um dos melhores" que teve, enaltecendo a resistência do mesmo ao frio e frisando que, nos tempos que correm e com as medidas exigidas, "nenhum público conseguirá ser o melhor".

 
Entrando na reta final do concerto (e continuando embrulhado na manta que apenas deixaria no fim das interpretações), Filipe Sambado voltou a brincar com o público, com a naturalidade que todos conhecemos no Festival, antevendo o que seria a sua noite no quarto de hotel onde dormiria com a sua colega... e onde a casa de banho era transparente. Entre gargalhadas, "No leite" entoou no Crato, com o concerto a terminar com "Deixem Lá" e "É tão bom". As dezenas de pessoas resistentes à noite fria de verão pediram e Filipe Sambado não desiludiu. Novamente em palco, desta vez sozinho, o artista interpretou "Aprender e Ensinar" e "Ass Ambado" para todos. 


Filipe Sambado não é (nem nunca será, porque nenhum o é) um artista consensual junto do público, mas é muito mais que um terceiro lugar no Festival da Canção com uma atuação que fez furor nas redes sociais. Com um alinhamento que cruza o pop-rock até ao folclore, Filipe Sambado passa também pela chamada música de intervenção... mesmo falando de situações normais do quotidiano e da infância. Filipe Sambado é muito mais que "Gerbera Amarela do Sul" e certamente será um artista que continuaremos a ouvir falar nos próximos anos.


O ESCPORTUGAL agradece também à Câmara Municipal do Crato por toda a disponibilidade!

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Fonte, Imagem e Vídeo: ESCPortugal

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