Borislav Milanov: "80% dos compositores e autores estão chateados com a decisão"


O compositor Boris Milanov, responsável por três das canções a concurso para o Festival Eurovisão 2020, criticou a EBU/UER pela decisão de não permitir a participação das canções em 2021.


Fundador da produtora austríaca-búlgara Symphonix, o compositor e produtor Borislav Milanov criticou a decisão da EBU/UER em cancelar o Festival Eurovisão 2020 e não permitir a transição das canções para 2021, bem como de não considerar a opinião dos compositores no processo de decisão.
"Basicamente 80% dos compositores, produtores e autores estão chateados e desapontados com a decisão" escreveu nas redes sociais, defendendo que a EBU/UER deveria ter permitido a transição das canções para 2021, "Todos os países deveriam ter a opção de usar ou não a mesma canção e, em seguida, acartar com as consequências e os riscos da sua decisão".
O compositor, responsável pela canção da Alemanha e participante na composição das propostas da Bulgária e de Malta, continuou nas críticas à decisão do Grupo de Referência: "As canções foram lançadas porque concordámos em entregar os trabalhos no prazo de 9 de março (...) As mesmas regras que agora as tornam inválidas para a Eurovisão de 2021. Quase todos os compositores nunca teriam lançado as canções assim e teriam usado as mesmas de forma diferente" escreveu em comentário, defendendo que "precisamos de olhar para o nome do concurso (...) para entender que a música é central para a composição e que sem compositores e produtores, não haveria canções".
Por fim, Borislav Milanov garante que "o concurso começou como um concurso de compositores mas agora é voltado para o Grupo de Referência que atende a interesses específicos e ignora os compositores e o seu trabalho árduo", colocando dúvidas se o concurso "voltará mais forte do que nunca (...) agora que foi perdida a confiança na EBU/UER".
 





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Fonte: wiwibloggs /Imagem/Vídeo: Eurovisiontv

8 comentários:

  1. Anónimo00:08

    Este está convencido que vai vencer a eurovisão!

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    1. Anónimo02:53

      Não. Este estava convencido que graças às suas 3 composições, que figuravam entre as 10 mais populares deste ano, havia uma oportunidade de vencer. Chama-se a isto frustração e ... como um Ralf Siegel ou um Kirkorov ou mesmo Thomas G.son, o desespero em vencer a Eurovisão não só enche o bolso, mas alimenta o ego impedindo de pensar em coisas mais importantes como por exemplo o desafio de criar novas canções e tentar superar-se nessa arte. Ele usa a palavra compositor várias vezes aqui, mas fica a dúvida no ar se ele entende o que essa palavra significa verdadeiramente.

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  2. Anónimo10:47

    Para os pseudo intelectuais que estão a reclamar deste compositor, eu gostava de saber onde é que este senhor disse algo que não está correto.

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    1. Anónimo18:20

      Agora toda a gente que critica a decisão da EBU e mostra o seu descontentamento por se sentir desrespeitado por não haver a mínima consideração pelo seu trabalho é tratado assim. Porquê? Dizem que não são artistas pois os verdadeiros artistas estariam já a preparar algo para o próximo ano se superar, apenas estão a alimentar o seu ego e a vontade de vencer, etc. São motivos plausíveis? Para mim não, mas é o que muitas pessoas que de facto não passam mesmo de pseudo-intelectuais pensam. Pessoas que não vêem além do espetáculo e não conseguem perceber que os artistas para além de artistas são pessoas. E sim, os compositores também são artistas e a Eurovisão é um concurso de canções que precisam de compositores para surgir. Os compositores como este senhor que têm mais do que uma proposta por ano certamente não obrigam as emissoras e cantores a comprar as suas canções. Se lá estão é porque alguém se interessa pelo seu trabalho. E não me admiraria nada que quem os critica agora sejam os mesmos que andam a idolatrar todas as suas canções (e o farão para o ano) e afirmam coisas do género "ah, a Bulgária desde 2016 só envia boas canções", para dar um exemplo. Por mais Artistas que não se importam com as más línguas e não deixam de dar a sua opinião

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    2. Anónimo08:47

      Quando a unica coisa que aqui ninguen aponta é que o revolta a este Boris é o facto de que este ano não entrarará no seu bolso dinheiro devido à não realização da Eurovisão...
      Pois, seria importante aos pseudo-comentadores que afirmam e muito bem que os compositores e artistas são pessoas, e que estamos todos num mesmo barco a tentar não afundar mesmo que a nossa sobrevivência nos vá pesar no bolso ... e aí sim vamow perceber quão iguais e humanos somos. Eu sugeria ao senhor Boris que #stayathome #thinksboutsurvingnow #beinspiredfor2021 ... porque nuncá faltará quem lhe page por canções no próximo ano ao contrário de pessoas que não poderão pagar as contas no próximo mês ou poder fazer um funeral de respeito ao familiar ou ente querido perdido nesta calamidade. #foodforthought

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  3. O Festival da Eurovisão a imitar o que se faz no futebol internacional. Eu também gostaria de ver a Elisa a ganhar o Euro 2020, mesmo sem dar cabeçadas numa bola, mas ainda assim prefiro continuar vivinho da costa até que a voz me doa.

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    1. Anónimo21:26

      coitada da Elisa ...musica do mais fraco deste ano, interpretação pouco convincente. estou convencido que seria caso para um bottom 5 na semi-final para Portugal.

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    2. Anónimo08:33

      Antes um potencial bottom five imaginário do que todos nós aqui figurarmos entre os 167 mortos já assinalados em Portugal.

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