[AO VIVO] Tributo a quem deu – e continua a dar – muito à música portuguesa


No dia da abertura oficial do Festival Eurovisão da Canção, em Lisboa, a Praça do Comércio encheu-se para homenagear três marcos do festival da canção e da música portuguesa: Simone de Oliveira, Carlos Paião e as Doce. O ESCPORTUGAL esteve lá e traz-lhe as impressões dos concertos. 

Um dia em cheio na Praça do Comércio, em Lisboa, agora vestida de Eurovision Village. Enquanto, no MAAT decorria ontem o desfile da Blue Carpet, na praça mais icónica da capital homenageava-se Carlos Paião. O tributo ao mestre das canções, prematuramente desaparecido em 1988 com apenas 30 anos de idade, foi protagonizado por João Pedro Coimbra e Nuno Figueiredo que deram uma nova roupagem às canções de sempre, aqui coadjuvados por Jorge Benvinda, Marlon, Via, Bruno Vasconcelos, Bernardo Fesch e Jorge Costa. O concerto foi mais extenso que a atuação que vimos no interval act do Festival da Canção 2018, com uma viagem por um conjunto de canções inesquecíveis de Carlos Paião, como “Pó de arroz”, “Cinderela”, “A Canção do Beijinho”, “Marcha do Pião das Nicas”, “Vinho do Porto, Vinho de Portugal”, “Cegonha” ou o eurovisivo “Playback”. 



Pode ver o vídeo da Câmara Municipal de Lisboa, que transmitiu o concerto em direto através da sua página de facebook. 


A noite começou com outro tributo, às Doce. Um remix da autoria de Moullinex, um nome que seguramente iremos ver no próximo Festival da Canção como compositor convidado, dizemos nós. As quatro novas mosqueteiras de seu nome Ana Bacalhau, Marta Ren, Catarina Salinas e Selma Uamusse, recriaram as canções que fizeram sucesso nos anos 80, com uma nova roupagem, mas mesmo assim muito coladas aos originais. O alinhamento incluiu “Alibaba”, “Ok, ko”, “Rock no Divã”, “É demais”, “Quente quente quente”, “Café com sal”, “Jingle tónico”, “Doce”, “Amanhã de manhã”, terminando com o eurovisivo “Bem bom”. 



A Câmara Municipal de Lisboa também transmitiu em direto o concerto através do facebook. Partilhamos o vídeo de seguida: 


A encerrar a noite, o Tributo a Simone de Oliveira, sob a batuta do maestro Nuno Feist, que dirigiu a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Muita música, e da boa, para um dia só. Teria sido muito mais proveitoso que os três concertos tivessem sido agendados para dias diferentes.  Simone de Oliveira fez uma viagem por alguns dos êxitos da sua longa e intemporal carreira, em canções que fazem parte da história das nossas vidas. “Tango Ribeirinho”, “De degrau em degrau” e “Sete letras” foram as canções que abriram a noite. Se estes temas foram interpretadas a solo, Simone trouxe ao palco do Eurovision Village algumas “amigas” e com as quais já cantou em dueto os temas que apresentou na noite passada: “Rosa sangue” e “No teu poema” com Marisa Liz, e “Fala da mulher sozinha” em dueto com Áurea. Mas não foi só: Áurea ofereceu ao público – grande parte estrangeira – uma nova versão de “Sol de Inverno” e Marisa Liz “Apenas o meu povo”. 



O final da noite não podia ter corrido melhor: “Desfolhada” foi interpretada a três vozes para gáudio do público que acompanhou em coro. 


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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL / Vídeo: FACEBOOK 

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