[ZONA DE DISCOS #34] Francesca Michielin - “2640”

Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. Esta semana o destaque vai o novo álbum de Francesca Michielin.
 O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.
Data de lançamento: 12 de janeiro de 2018
Nota: 6/10


É uma das estrelas consagradas mais jovens da indústria musical italiana e já representou o seu país no concurso Eurovisão da canção. Ao fazer parte da nova fornada pop, o seu sucesso está bem espelhado pelo número de visualizações que os singles de “2640” obtiveram até ao momento no Youtube, mais de 10 milhões cada, estando os dois primeiros lançamentos individuais, "Vulcano” e “Io Non Abito Al Mare”, certificados com platina e ouro respectivamente.

“2640” é o terceiro álbum de Francesca, e o primeiro depois do bem sucedido “di20”. Enquanto o timbre de Michielin permanece muito fiel ao de Elisa Toffoli (algo acidental, diríamos), musicalmente continua a mover-se entre as baladas e ritmos mais dançantes e atuais, longe de qualquer hipótese de traçar um distante paralelismo com o euro pop, convém frisar. Nada de novo, diríamos nós, especialmente se atendermos aos seus registos anteriores. Contudo, e atendendo a esse mesmo percurso discográfico, “2640” soa-nos mais fraco. No campo da baladas, não há nada memorável como "L'amore esiste" e, no polo mais ritmado, os sons tropicais de “Tropicale” e “Tapioca”, ou até mesmo a base ectrónica presente no primeiro single, “Vulcano”, não nos convencem. A balada “Io non abito al mare” (segundo single) e a base rítmica de “Lava” acabam por ser os pontos fortes de um disco que terá sucesso a curto prazo mas cremos que apenas numa perspetiva de microssistema, muito provavelmente restrita à sua base de fãs e que implicará, por parte de Francesca e da sua equipa, o rápido equacionamento de novo material antes de cair no esquecimento da vertiginosa indústria pop.

Na Itália, o disco teve uma estreia auspiciosa no #2 na tabela de vendas, mas permaneceu apenas 4 semanas no top 20. Ao continuar na linha de raciocínio da perspetiva sistémica, o álbum conseguiu dar o ar da sua graça numa dimensão meso, atingindo o #64 no top oficial suíço.

Alinhamento
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Bolivia
Noleggiami Ancora Un Film
Io Non Abito Al Mare
Tropicale
E Se C'era
Scusa Se Non Ho Gli Occhi Azzurri
Vulcano
Due Galassie
La Serie B
Tapioca
Lava
Alonso
Temas promocionais
   


Tema destacado por Carlos Carvalho: “E Se C'era”

Pode ouvir o disco AQUI  

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Fonte: OPINIAO CARLOS CARVALHO / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE

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