FC2018: Luís Jardim critica o painel de jurados do Festival da Canção 2018


O produtor musical Luís Jardim garante que o júri do Festival da Canção "não percebe nada de música, tirando uma ou duas pessoas", criticando a pontuação dada a José Cid e defendendo Diogo Piçarra.


Participante no Festival da Canção de 1983 e 2007 enquanto compositor, Luís Jardim teceu duras críticas ao painel de jurados do Festival da Canção 2018. Segundo o produtor musical, os nomes escolhidos pela RTP para integrar o júri "não percebem nada de música, tirando uma ou duas pessoas".

O 10.º lugar atribuído pelo painel a José Cid na primeira semifinal do certame, que se traduziu na atribuição de apenas 1 ponto e culminou com o afastamento do cantor, não agradou a Luís Jardim: "Um júri que dá um ponto à canção do José Cid, que sabe mais de música do que eles todos juntos, diz muito sobre o júri. Como é possível ter tido apenas um ponto? Até pelo respeito à sua carreira nunca poderia ter só um ponto".

Contudo, o produtor musical vai mais longe e particularizou o caso dos dois principais elementos do júri. "O Júlio Isidro deu muito ao espetáculo, à televisão e até à música, mas mais do lado da gestão. Não percebe nada de música" afirmou sobre o presidente do júri, sendo que as maiores críticas foram dirigidas ao vice-presidente do painel, Tozé Brito: "Conheço perfeitamente o Tozé Brito. É o pior exemplo para julgar um caso de eventual plágio. Um tipo que é diretor da Sociedade Portuguesa de Autores e protege o Tony Carreira não é confiável".
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Questionado sobre o alegado caso de plágio de "Canção do Fim", Luís Jardim, com "um curso de musicólogo nos Estados Unidos", relembra que apenas existem sete notas musicais: "Depois, há variantes, mas há sempre alguma semelhança entre canções" explicou, admitindo "o perigo de plágio em teoria", embora acredite que "o Diogo não o tenha feito".


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Fonte: NTV /Imagem/ Vídeo: RTP

14 comentários:

  1. Respostas
    1. Não se percebe realmente, o que está lá a fazer júlio Isidro - Não é músico, nunca foi dessa área. Como também não se percebe, porque razão é a votação do publico que prevalece em caso de empate, até porque nem sabemos com muito bem a legitimidade desses telefonemas, quem os fez? Quantos amiguinhos telefonaram? Salvador, não teria ganho o festival com os critérios de este ano.

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    2. Não se percebe realmente, o que está lá a fazer júlio Isidro - Não é músico, nunca foi dessa área. Como também não se percebe, porque razão é a votação do publico que prevalece em caso de empate, até porque nem sabemos com muito bem a legitimidade desses telefonemas, quem os fez? Quantos amiguinhos telefonaram? Salvador, não teria ganho o festival com os critérios de este ano.

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  2. Anónimo17:08

    Por falar em haters. Como vêem nao é caracteristica de um povinho mas de qualquer sociedade moderna. Gosta de Cid parabéns, mas não se esqueça, de que vale do ponto de vista do musicólogo considerar a música di Cid uma obra prima, se a sociedade considera a musica antiquada e intragável? De que vale uma musica excelente se não for para o publico em geral? É exactamente por isto que tem de haver um juri e o publico, no meio termo estaremos mais perto da realidade.

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    1. Qual sociedade? - Os amiguinhos e a máfia que telefona para votar nos amiguinhos?

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  3. Anónimo17:11

    Relativamente aos comentários sobre o josé Cid só tenho a perguntar:

    Num concurso de música pontua-se a carreira musical?
    Deviam ter dado mais pontos só por "respeito"? Isso faz sentido a alguém?
    O José Cid fez uma música para o festival, mas só para o festival, que não se funcionaria de forma nenhuma internacionalmente

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  4. Anónimo17:29

    Usando as palavras do próprio Diogo Piçarra: é o Festival da Canção, não é o festival da carreira. O júri fez muito bem em dar uma classificação justa à música do José Cid.

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  5. Dar pontos só pelo "respeito à carreira" de alguém também não me parece grande critério para alguém que percebe assim tanto de música...

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  6. Anónimo18:52

    Concordo em relação ao julio Isidro

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  7. Anónimo20:04

    Concordo em relação ao Julio Isidro e ao Tozé Brito e os lobbies continuam a existir e também difíceis de provar,mas que eles há...há...e o Diogo foi lixado...outros interesses falaram mais alto,porque ele provávemente ganhava...isto é tudo uma vergonha e a música Portuguesa fica desacreditada por gente que não percebe nada da pesca.#CristinaVeríssimo

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  8. Anónimo21:24

    Este não tem onde cair morto. Bem tentou vender-se a ele próprio a dizer que trabalhou com este e com aquele e que tem esses cursos da farinha ampara... triste

    Basicamente ganha o pão a tecer rasgados elogios a cantores medíocres na tua cara não me é estranha. A TVI paga-lhe para ele dizer bem e ele diz, é um desgraçado

    Musicólogo? Cof cof

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  9. Anónimo22:15

    Luís Jardim se puder convide a Björk para ir comer uns pasteis de Belém na altura da Eurovisão e ela que aproveite e pise o palco do Altice Arena e que promova o seu novo álbum "Utopia" - já que 1º nome do Altice Arena foi Pavilhão Utopia.
    Obrigado.

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  10. Anónimo23:42

    "Até pelo respeito à sua carreira nunca poderia ter só um ponto".

    A sério que ele disse isto??? Um bem haja ao nosso juri e que o Luis nunca meta la os pés...

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  11. Anónimo15:06

    A maioria dos temas apresentados no festival são plágios e isto é compreensível dado o facto do festival ser apenas mais um produto da RTP e não um festival aberto aos portugueses, em que grande parte dos intervenientes foram participantes em programas da estação, logo a isenção estar comprometida, em que mais não fazem que cantar covers! Com este facto aliado à falta de formação básica na área é natural resultados catastróficos destes. Não estou à espera de ser compreendido por uma sociedade em que tinha horror às aulas de música do secundário, pois eu também tinha, mas isso daria espaço para uma discussão muito mais alargada que não é para aqui chamada.
    Em relação ao Cid, tenhamos em atenção que o público deu 6 pontos, o tema que apresentou não envergonhou ninguém, estava bem feito, bem interpretado, longe de ser plágio, o que parece ter havido ali uma intenção clara de exclusão do homem pela maioria dos jurados.
    Tenham em atenção que o plágio não existe na legislação portuguesa, mas sim a contrafação. De qualquer maneira não é fácil provar e está na bom senso e formação de cada um avaliar isso e tendo em conta que estas duas características andam pela hora da morte na nossa sociedade...

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