Nesta quarta-feira, dia 11, Dulce Pontes tomou conta do palco do Coliseu do Porto, apresentando-se em grande forma e obtendo estrondosas ovações ao longo de aproximadamente uma hora e meia de espetáculo. O ESCPORTUGAL esteve no Coliseu e traz-lhe as nossas impressões da noite. 

No Porto, o ambiente no Coliseu era eletrizante, quando finalmente a escuridão abriu alas à entrada da protagonista da noite. Dulce Pontes a sós entrou pelo lado esquerdo do palco e logo foi recebida por uma grande ovação. De imediato, juntou-se ao seu fiel piano, o seu ambiente natural, começando por tocar “Grito”, canção celebrizada por Amália Rodrigues presente no último álbum de Dulce com um novo e arrojado arranjo.  Seguiu-se o clássico “La Bohème” e, ainda ao piano, “Nevoeiro”. Antes de introduzir “Ondeia”, Dulce dedica o tema a um “amigo que perdeu a vida numa missão no Mali”. O silêncio encheu o Coliseu e no final mais um entusiasmante aplauso. Deixa o piano e dirige-se para o centro do palco, recebendo fervorosas palmas e retribuindo com sopros de beijos.

Os primeiros acordes de “Cantiga da roda” trazem no seu ritmo os primeiros passos de dança, entre o entusiasmo de um público que via as suas melhores expectativas confirmadas. Dulce mostra-se genuinamente descontraída. O folclore continua com “Canto do risco” e “Bailados do Minho”. Dulce Pontes entrelaça nos dedos o micro-xaile e com a sua imponente voz - ainda mais intensa ao vivo - deixa o “Alfama” entre as invectivas do público, transformando o Coliseu em gigante casa de fados. As guitarras de Marta Pereira da Costa e João Filipe foram imponentes, dando corpo a este fado que também se ouve no último álbum de Dulce. 


O clássico “Meu amor sem Aranjuez” e “La legienda del tiempo” sugerem um percurso por vários estados de alma e por outros tempos entre Portugal, Galiza e a América Latina. O mesmo ritmo sensual em “Maria de Buenos Aires”. Para além, claro, da sua capacidade de se reinventar, Dulce já com o público totalmente entregue ao espetáculo, viajou depois para o tango, onde mostra toda a sua alma e poder de interpretação com a sua voz aveludada que modela a gosto tanto no ataque às notas musicais, como no prolongamento das mesmas. Dulce brinca com o pianista Juan Carlos Cambas, ele próprio natural da Argentina. 

O encore veio com a mais que esperada “Canção do Mar”, música colada à pele de Dulce Pontes, que desfruta ao máximo o momento. A despedida sentida com a vocalista e os músicos alinhados em pé, com o público a aclamar todo o conjunto, emulando um terramoto ao bater com os pés no chão.


Dulce Pontes estará já a preparar a viagem para a Polónia onde, no próximo sábado, irá partilhar o palco de Łódź com o maestro Ennio Morricone, sua grande referência. Dois dias depois, será o público de Praga, na República Checa, que terá a mesma sorte que teve o público do Porto, ao poder ver e sobretudo ouvir ao vivo a nossa Dulce Pontes.

Alinhamento:
Grito
La Bohème
Nevoeiro
Ondeia (Água)
Cantiga da roda
Canto do risco
Bailados do Minho
Alfama
Meu amor sem Aranjuez
La legienda del tiempo
Afonsina
Martin Codax
Maria de Buenos Aires
Encore: Canção do Mar

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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL 

3 comentário(s):

  1. Anónimo00:58

    Excelente relato. Obrigada

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  2. Anónimo18:22

    Credo a dulce é unica

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  3. Anónimo09:29

    Lindo (f)

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