Conchita Wurst, vencedora do Festival Eurovisão 2014, cancelou a sua participação no Festival Internacional de Edimburgo depois de integrantes da banda Basalt terem sido proibidos de entrar no país.

De 4 a 28 de agosto, a cidade escocesa de Edimburgo recebe o conhecido Festival Internacional de Edimburgo no qual se incorpora o New European Songbook, duplo concerto que recebe colaborações entre músicos europeus conhecidos e artistas recentemente chegados ao continente. O concerto contou com a primeira parte ontem, 11 de agosto, mas contou com uma desistência de peso: Conchita Wurst.

A vencedora do Festival Eurovisão 2014 subiria ao palco do certame com a banda Basalt, contudo alguns dos integrantes do conjunto não receberam o visto para entrar no Reino Unido: "Como os meus amigos Amjad Noor e Almonther, da banda Basalt, infelizmente não conseguiram o visto para o Reino Unido, eu não irei participar no Festival Internacional de Edimburgo esta noite" escreveu nas redes sociais.


"Estamos muito desiludidos porque fomos convidados a participar" acrescentou o cantor austríaco, realçando que o grupo Basalt foi criado na Áustria há mais de dois anos por músicos que fugiram da guerra civil da Síria.  Fergus Linehan, diretor do Festival de Edimburgo, lamentou profundamente o veto aos músicos sírios: "Doi-nos especialmente por causa da natureza simbólica deste concerto. Mas iremos convidá-los na edição de 2018 e não haverá entraves".

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Fonte: LeFigaro / Imagem: BBC / Vídeo: Youtube

13 comentário(s):

  1. Rui Ramos19:07

    Grande Conchita. Um exemplo

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    1. Anónimo19:18

      "Grande Conchita. Um exemplo" Infelizmente não é o caso deste site...

      Porquê dizer "acrescentou o cantor austríaco" quando na verdade se trata da Conchita? Se ele assume uma identidade feminina enquanto artista, porquê renegá-la? Se fosse um concerto do Thomas Neuwirth, era outro caso, mas como se trata dum concerto da Conchita...

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    2. Ricardo Alves20:42

      La esta: há quem use o anonimato só para dizer mal. Cobardes! O texto começa logo com "vencedora "

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    3. Thomas Neuwirth usa efetivamente pronomes femininos para falar de Conchita e pronomes masculinos para falar dele próprio (já que ele se identifica como um homem gay).

      Sinceramente não sei bem quem está certo nesta questão linguística,em inglês diziam apenas "singer" e não havia problemas, mas nas línguas latinas não há género neutro...

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    4. Anónimo08:54

      20:42 - Não acha "cobardes" uma palavra muito forte e despropositada perante o que o anónimo das 19:18 (bem ou mal) escreveu? Ele/a referiu-se ao termo "cantor", que, de facto, aparece no masculino. Tanto compreendo quem escreveu o texto (a decisão de não participar foi tomada por quem veste a pele de Conchita) como o reparo do anónimo das 19.18; a sua agressividade ao escrever "cobardes" já me é mais difícil de entender. Na comunicação social austríaca e alemã (o alemão, tal como o português, diferencia entre masculino e feminino, tendo ainda o género neutro) Conchita surge sempre no feminino ("Gewinnerin", vencedora; "Sängerin", cantora) - espero que chamar a atenção para isso não seja visto como um ato de "cobardia"...

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    5. Ricardo Alves09:11

      08.54. Cobardes é dirigido a pessoas que usam o anonimato apenas para dizer mal dos outros. Acontece muito por aqui e não só. Disse e repito.

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    6. Anónimo09:41

      09:11 - Criticar não significa "dizer mal dos outros". Pode "dizer e repetir" - é obviamente um direito que lhe assiste -, mas fazer um reparo não é ser "cobarde". Se o texto diz "vencedora" e depois "cantor", chamar a atenção para isso não é ser "cobarde".

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    7. Anónimo15:46

      Sou o anónimo das 19:18

      A mim custa-me a entender o porquê da confusão de géneros. Senão vejamos: Thomas Neuwirth identifica-se como homem gay. Mas isso é na sua vida privada, o que não nos interessa para nada. Enquanto artista, numa primeira fase, actuou enquanto Thomas e nessa primeira fase assumia essa mesma identidade masculina. A dada altura decidiu assumir uma identidade feminina, passou a ser uma cantora com barba e foi a partir daí que começou a ter sucesso. Para mim há uma separação clara entre o Thomas e a Conchita, e entre a primeira fase da sua carreira e a segunda. E o que nos interessa é a "persona", a figura pública, a cantora, não é? Enquanto ela vestir vestidos e se apresentar como rapariga (ainda que com barba), sinceramente não percebo como é que se pode depois dizer "o cantor Conchita". Uma coisa é Thomas Neuwirth enquanto pessoa, outra coisa é a Conchita enquanto "persona". Se daqui a algum tempo o Thomas deixar de ser a Conchita e passar a assumir-se como Thomas, a gente passa a identificá-lo enquanto cantor.

      No fundo é como passarmos a dizer "o Maximiana" só porque no fundo no fundo a Maximiana é o Herman José.

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    8. Anónimo16:05

      Sou novamente o anónimo das 19:18

      A razão porque deixei o primeiro comentário é muito simples: não percebo o porquê da contradição vencedora/cantor no artigo.

      Será que é por (estes anos todos depois da vitória da Conchita) ainda não se ter percebido que, se quiser, um homem pode ser uma mulher, e vice-versa? Ou será que, ao falar-se do cantor, se está a mostrar desprezo por um homem que também gosta de ser mulher? Foi isto que eu não percebi e foi por isto que eu deixei o primeiro comentário.

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    9. Anónimo17:24

      Ricardo Alves, o facto de eu saber o seu nome (ninguém pode comprovar que esse é o seu nome real) não faz de si menos "anónimo" do que todos os outros anónimos (a não ser que queira fornecer o seu nº de identificação eheh )... valia a pena pensar nisto. Vivemos num país em que nos é concedida a liberdade de exprimir a nossa opinião sobre os temas, e criticar ( desde que a possamos expressar com respeito e educação ) faz parte também dos direitos e liberdades de qualquer cidadão. Não sou nenhum dos anónimos anteriores. "Honesty is better than sugar coated bullshit!!"

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  2. A Conchita Wurst é UMA personagem interpretada por UM cantor austríaco. Acho que resume tudo...

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  3. Anónimo16:43

    Mas quem ganhou a Eurovisão foi a personagem, não o cantor austríaco. E a personagem ganhou vida própria, suplantou e apagou por completo o mentor.

    Eu percebo que o Thomas possa sentir-se refém da personagem que criou e se diga, mas esperem lá, a Conchita sou eu, eu é que devia estar a colher os louros... Mas está enganado, ela ultrapassou-o. A Conchita tem star quality, o Thomas terá ou não, não sabemos...

    Vamos supor que o Thomas deixava de ser a Conchita e passava a assumir a sua identidade masculina enquanto artista. E era suficientemente multifacetado para continuar a interessar os fãs que tem agora enquanto Conchita. A gente batia palmas e dava-lhe os parabéns. Mas na minha opinião, se eu fizesse isso era a melhor maneira de cair no esquecimento e na indiferença.

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  4. Anónimo19:29

    *correção: na minha opinião, se ele fizesse isso era...

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