A RTP confirmou, em conferência de imprensa, que o Parque das Nações em Lisboa, receberá o Festival Eurovisão de 2018 e que o Terreiro do Paço estará reservado durante duas semanas.


Momentos depois do anúncio de Lisboa como sede do Festival Eurovisão 2018, a RTP, em conferência de imprensa, avançou que o Parque das Nações receberá a competição, aproveitando-se as infraestruturas existentes.

O presidente da RTP, Gonçalo Reis, avançou que a Câmara Municipal de Lisboa cedeu a Praça do Comércio, vulgarmente conhecida como Terreiro do Paço, durante as duas semanas do Festival, mais concretamente de 29 de abril a 13 de maio de 2018. Sem adiantar pormenores sobre o que irá decorrer naquele espaço, podemos concluir que pelo histórico das edições anteriores deverá ser instalada na praça a "Eurovision Village", com stands de promoção nacional e internacional, bem como organizada a cerimónia de abertura e o "red carpet".


O responsável máximo da RTP afirmou que a escolha de Lisboa para acolher a Eurovisão 2018 "foi feita com toda a responsabilidade e validada pela UER/EBU". Lisboa "oferece toda uma série de valências", recordou, fazendo questão de explicar que "iremos aproveitar as estruturas já existentes". Falando de orçamento, Gonçalo Reis informou que este será dividido pela Câmara de Lisboa e Turismo de Portugal. O orçamento dos espectáculos, em si, será da responsabilidade da RTP "que estará concluído no final do ano, tal como foi acertado com a UER". 

Em jeito de conclusão, o presidente da RTP afirmou que a programação das áreas culturais, de rádio e antenas internacionais da televisão pública não serão afetadas negativamente pelos investimentos na Eurovisão.  "A Eurovisão é uma grande oportunidade para Portugal, para Lisboa, para as indústrias musicais e do entretenimento", concluiu. 

Jean Philippe, representante da European Broadcast Union (EBU/UER) presente na conferência, tomou a palavra, destacando a oportunidade do Festival Eurovisão rumar a Portugal, enaltecendo o apoio que será dado à emissora anfitriã e à cidade de Lisboa.

Daniel Deusdado, por sua vez, recordou a decisão de não realizar o Festival da Canção em 2016, destacando a aposta em "canções livres de fórmulas" e recordando que a vitória de Salvador Sobral em 2017 conseguiu mudar o rumo do Festival Eurovisão. A organização do Festival Eurovisão 2018 é um "motivo de orgulho para a RTP", sendo o "maior evento tecnológico realizado na Europa e no mundo", perdendo em audiências apenas para a Liga dos Campeões e para as Finais dos Campeonatos de Futebol.


Por fim, Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, enalteceu a importância do dia de hoje para a cidade de Lisboa, congratulando a RTP pela aposta na cidade de Guimarães para o Festival da Canção de 2018. O impacto económico com a organização do certame internacional foi outra das razões para o interesse do Município, além da oportunidade de mostrar a capacidade de Lisboa e de Portugal na organização de um evento deste nível de entretenimento e indústria audiovisual. O autarca terminou a sua intervenção referindo que "Lisboa é a capital de um país aberto, tolerante e cosmopolita", mostrando-se ansioso por receber os milhares de pessoas que rumarão a Lisboa em finais de abril e inícios de maio.



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Fonte: RTP / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE

27 comentário(s):

  1. Anónimo18:33

    Amei!!!!!! Agora queremos uma cançao em ingles, bem ritmada com mistos de fado e de pregoes tradicionais!!!

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    1. Anónimo18:48

      Não concordo numa canção em inglês mas sim uma em português bonita e bem interpretada

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    2. Anónimo18:50

      Aí por amor de deus! Que piroseira

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    3. Anónimo18:53

      Uma canção em inglês e bem ritmada, com mistos de fado e pregões deve ficar uma coisa maravilhosa!!! :d É que tem tudo a ver! :d LOLOLOL

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    4. Anónimo19:52

      Isto é um troll post, certo? xD

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    5. Anónimo20:11

      Não sou o anónimo das 18:33, mas só sei que adorava que num ano qqer, seja em Portugal ou não, que experimentássemos levar algo que fosse inglês e que, simultaneamente, tivesse uns "toques de fado". Os unicos artistas que estou a ver próximos disso são os Amor Electro, só que eles não fazem música inglesa... talvez alguém na onda dos The Gift ou eles próprios era excelente ;)

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    6. Anónimo04:39

      E depois das imagens de Lisboa, do rio e da sua beleza se espalharem mais ainda após a Eurovisão, o boom do turismo vai explodir mais ainda.

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  2. Anónimo18:42

    O sítio mais esperado :) :) :) u

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  3. Fantástico!
    Não só é no melhor espaço de Portugal para o evento como vai ser no mesmo mês em que se comemoram os 20 anos da expo 98

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  4. Uma canção em inglês... sim porque parece que ainda não aprendemos que a nossa mais valia agora é a língua....

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  5. Anónimo19:25

    Não é por termos ganho em português que é crime Portugal cantar em inglês , para mim pouco importa a língua , mais importante é se a música é boa, pois se for ma não há língua que salve

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  6. Eu sempre fui apologista da ideia de levar-mos pelo menos uma vez uma canção em inglês ao ESC, mas visto que este ano ganhamos a cantar em português e a proxima edição será feita em Portugal faz todo o sentido cantar em pt no próximo ano. Em 2019 logo se vê

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    1. Anónimo19:53

      Concordo

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    2. Anónimo20:45

      @J.O.

      Não é "levar-mos" (porque ninguém "mos" leva nada a mim) mas levarmos, cujo sujeito é "nós"! Sem hífen.

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    3. Oberiguado Camões

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  7. Anónimo20:29

    Como é possível depois da vitória Ainda pessoal dizer que quer uma canção inglês etc. Amigos isto não é a MTV, é um concurso musical que "pretende" unir todos os povos e as suas culturas. É vdd que pouco países o fazem, mas se conseguimos ganhar como uma música em português, e o ESc em Portugal, faz algum sentido uma música em inglês?

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  8. Anónimo20:41

    "O Eurovisão"??? Ahahahah O visão... ahahahah Ou o casaco de vison? Mas que texto!

    O Portugal...

    O Chipre...

    O Madagáscar...

    O Cuba...

    A Malta... lá do bairro!

    O (ou a?) Israel...

    Os Marrocos...

    O São Tomé...

    Por amor da santa... lol (Helena). Só preciosidades anedóticas... que vamos anotando.

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    1. Anónimo22:20

      Sim, o Eurovisão... O Festival Eurovisão da Canção. Tornando-se a palavra "Festival" numa parte de sujeito subentendido, ficamos apenas com "O Eurovisao", continuando gramaticalmente correto. Portanto só não consigo ver mesmo a sua "piada"...

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    2. Anónimo22:26

      O [festival] Eurovisão. Não está lá escrito mas é subentendido.

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    3. Anónimo12:58

      A RTP tem de fazer um episódio do Bom Português com essa questão gramatical :))

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    4. Anónimo14:24

      Comentário muito pertinente!

      Na verdade, em bom português (de Portugal), deve referir-se à Eurovisão como "a Eurovisão". Porque se faz a concordância com visão, mas sobretudo porque durante décadas sempre se disse a Eurovisão. A Eurovisão não começou agora ou há 2, 3, 10 anos, certo? Então, porquê alterar a nossa língua ao sabor de todas as modas e tendências?

      Outro ponto: terá o falante de português de referir-se à Eurovisão como "o" Eurovisão para que se perceba que a Eurovisão é "UM" festival? Não me parece. Não há quem não saiba o que é a Eurovisão.

      De maneira que, a língua portuguesa é de todos, e cada um faz o uso que lhe apetece e que pode fazer dela. Não estando errado dizer-se "o" Eurovisão, a mim choca-me. A prática que tenho interiorizada é a de dizer a Eurovisão, por isso, não é agora que vou mudar isso. Tal como nunca hei-de dizer "o" Chipre. Chipre não é "o" Chipre. Chipre é impessoal. Pode não fazer diferença a muita gente, a mim causa-me brotoeja. E entristece-me constatar esta falta de sensibilidade à própria língua materna.

      Polícia da Língua

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    5. Anónimo18:12

      Caro Polícia da Língua - Permita-me apresentar-lhe duas questões. Por que razão se diz e se escreve: "O Vodafone Paredes de Coura é um mais antigos em Portugal", quando falamos em festivais de música? Passe a publicidade, mas Vodafone é palavra/marca feminina, não é? E à localidade Paredes de Coura nunca nos referimos no masculino, pois não? Tem também a certeza de que há uma vírgula depois de "que", quando se segue o sujeito da frase (escreveu "de maneira que, a língua portuguesa é de todos...")? Seria como se pudéssemos escrever algo como "Penso que, eu sei mais do que os outros". A vírgula estaria a mais, certo? Em bom Português (de Portugal, do Brasil, de Moçambique...) não se coloca aí nenhuma vírgula, creia.

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    6. Anónimo18:24

      "Chipre é impessoal"? Por não se usar artigo definido é impessoal?! Parabéns, Jamaica! É uma ilha independente, mas, como tem artigo, já é "pessoal"... Agora me lembro: Portugal é impessoal! Espanha, Itália, França e Inglaterra umas vezes são "pessoais", outras "impessoais"... Têm dias; depende do vento... "De Espanha nem bom vento, nem bom casamento"; "A canção da Espanha só teve cinco pontos". E assim melhoramos os nossos conhecimentos de gramática portuguesa: quando não há artigo, dizemos que a palavra é impessoal. "Fernando Pessoa usou vários heterónimos"; como não se escreve "o Fernando Pessoa", Pessoa é... "impessoal".

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    7. Anónimo06:56

      Caro anónimo das 18:12

      A propósito do caso que apresenta: diz-se o (festival) Vodafone Paredes de Coura...

      A explicação já estava no comentário que fiz acima, mas eu volto a repetir.

      A meu ver tanto está correto dizer-se "o" Eurovisão como "a" Eurovisão para se referir ao Festival da Eurovisão. No entanto, parece-me melhor dizer-se "a" Eurovisão, porque durante décadas se disse a Eurovisão e porque eu não percebo a necessidade de mudar agora. Mas depois cada um faz como lhe apetece, é à vontade do freguês.

      Penso que há aqui um conflito geracional. Diz-se o Vodafone, o Super Bock Super Rock, o Rock in Rio, e passou também a dizer-se o Eurovisão. Está bem. Mas eu sempre disse e sempre continuarei a dizer "a" Eurovisão e com isso não fica menos claro de que falo dum festival.

      Por fim: aquela vírgula está no sítio certo e "penso que, eu sei mais..." não é de maneira nenhuma equivalente a "de maneira que..."

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    8. Anónimo07:06

      Caro anónimo das 18:24

      Eu sou linguista? Não, não sou. Por isso, não faço ideia se Chipre é impessoal, neutro ou outra coisa qualquer. Porém, há duas coisas que sei:

      1- Chipre e Israel são um caso; a Jamaica, a Espanha, a Itália, a França são outro caso

      2- não se diz o Chipre. "Chipre é uma ilha muito bonita", "Chipre é o local ideal para umas férias descontraídas".

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  9. Anónimo22:44

    Ainda bem. (Óbvio e expectável.) Ainda tremo quando me lembro de Santa Maria da Feira e Gondomar e Freixo de Espada à Cinta...

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    1. Anónimo10:33

      Seria lindo uma Eurovisão no Freixo!

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