Ola Melzig, chefe de produção do Festival Eurovisão 2017, falou recentemente sobre os preparativos do concurso em Kiev, revelando as más recordações de Moscovo: "Eu nem sei se posso falar disso... mas a edição na Rússia foi horrível".

O chefe da produção do Festival Eurovisão 2017, Ola Melzig, falou recentemente sobre os preparativos do Festival Eurovisão 2017. Envolvido na produção do concurso desde 2000, Melzig é considerado por muitos como o responsável pelo sucesso do evento nos últimos anos.

Sobre o Festival Eurovisão 2017, Melzig afirmou que "o trabalho está intenso e há necessidade de fazer muitas coisas ao mesmo tempo.", realçando uma das principais dificuldades dos trabalhos: "trabalhar com uma grande equipa de ucranianos e estrangeiros faz com que haja documentos à espera de tradução... mas no final tudo vai correr bem: este é o espírito da competição. Há um calendário apertado, mas tudo é possível e não há qualquer perigo".

A residir em Kiev desde janeiro para acompanhar os trabalhos, Melzig confessa que a produção está atrasada em seis meses: "Vamos trabalhar muito rapidamente. O facto é que na Eurovisão precisamos de trabalhar estrategicamente. Já existe um esquema e cronograma desenvolvido há muito tempo e testado ao longo dos anos. (...) Na Suécia acontece isso: temos tudo planeado numa folha de Excel! Na segunda isto, na terça aquilo... em agosto aquilo... Os suecos gostam muito de planear e calcular cada passo com bastante antecedência. São incrivelmente democráticos (...) Além disso, quando se planeia a longo prazo, não se apressam em decisões.".

Esta é a 13.ª edição do Festival Eurovisão em que Ola Melzig está envolvido e recorda a edição de 2005: "As coisas não mudaram em termos de pessoas e comportamentos, mas a Ucrânia aproximou-se do Ocidente nos 12 anos seguintes a terem organizado o evento".

Contudo, quando questionado sobre a pior edição em que já trabalhou, a resposta foi imediata: "A da Rússia! É muito difícil trabalhar com os russos... Eu sem sei se posso falar sobre isso... mas na Rússia foi realmente horrível. Não há respeito pelas outras pessoas. Fomos fazer um concurso e eles trataram-nos com m*rda. Nós já pensávamos dizer: «Rapazes, estamos a tentar salvar o vosso país e fazer um bom programa. Podem ao menos alimentar-nos e dar-nos água?».  Para resolver problemas era um martírio: os altos cargos comportavam-se arrogantemente... Alguns amigos meus estavam a trabalhar nos Jogos Olímpicos em Sochi e disseram exatamente as mesmas coisas sobre os russos."


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Fonte: Oikotimes/ Imagem/Vídeo: eurovision.tv

2 comentário(s):

  1. Anónimo13:03

    Nada que não soubéssemos dos russos...mas esta edição está a esforçar se imenso para ser ainda pior...

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  2. Anónimo14:06

    Palavras de ânimo e confiança para o evento deste ano. Também acredito no sucesso do ESC deste ano. Quanto à pior edição, "só não me sai o Euromilhões" :))

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