O ministro da cultura ucraniano e o diretor geral da NTU têm-se desdobrado em entrevistas explicando as razões porque Kiev foi escolhida para receber o Eurovision Song Contest 2017.


Kiev receberá, pela segunda vez, o Festival Eurovisão da Canção. 12 anos depois, a capital ucraniana abraçará, de novo, o maior evento musical da Europa, mas o processo de escolha da cidade anfitriã foi tudo menos pacífico. Entre adiamentos e conferências canceladas, o ESC2017 tinha 7 cidades que o queriam receber. A NTU e a União Europeia de Radiodifusão reduziram para 3 o número de finalistas e, antes da decisão final, apenas duas continuavam na corrida.

Nos últimos dias, após o anúncio da escolha de Kiev, o ministro da cultura ucraniano e o diretor geral da NTU têm dado várias entrevistas a jornais ucranianos. Nessas entrevistas, têm explicado as razões porque Kiev foi a cidade escolhida, em detrimento de Odessa e de Dnipro.

Uma das grandes preocupações da organização da Eurovisão 2017 é a segurança. Neste campo, Odessa e Dnipro perdem bastantes pontos pois encontram-se numa zona de segurança amarela, a segunda mais perigosa numa escala tricolor. Os meios de transporte foram também uma preocupação nas duas cidades, visto que Odessa teria de remodelar o seu aeroporto internacional e apontava o mês de março como o de conclusão das obras. Para a NTU e a UER, este prazo causou alguma preocupação visto que o ESC2017 ocorre dois meses depois. Já Dnipro tem poucas ligações internacionais.

As arenas que as duas cidades propunham também levantaram muitas questões. O Meteor, complexo proposto por Dnipro, encontra-se, segundo o diretor geral da NTU, em muito mau estado. As obras de requalificação do recinto seriam muito dispendiosas. Em Odessa, o Estádio Chernomorets encontra-se em boas condições mas necessitava da construção de uma cobertura. Apesar de várias empresas internacionais terem apresentado propostas para realizar essa obra, as autoridades ucranianas não ficaram satisfeitas com o preço e os prazos apresentados.

Em Kiev não há problemas com os meios de transportes, pois o aeroporto possui ligações a várias capitais europeias. Já a arena escolhida, o Centro de Exposições Internacional, necessita de poucas obras de reabilitação. O maior problema desta arena prende-se com a altura dos tetos. A realização da Eurovisão 2017 necessitará de ocupar 3 dos pavilhões do Centro de Exposições e, todos esses pavilhões, têm alturas diferentes. 

O ministro ucraniano confirmou ainda que a equipa sueca por detrás da Eurovisão 2016 ajudará na realização do evento no próximo ano.

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Fonte: eurovision-spain / Imagem: iec-expo.com

3 comentário(s):

  1. Anónimo17:09

    Equipa sueca ? Esqueçam este festival agora é sueco ... Santa paciência

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    1. Se nao estou em erro, tudo começou em 2002,quando foi a vez da Estonia organizar o ESC. Os suecos apresentaram um pacote,que foi aceite(em 2002 a Estonia nao tinha recursos tecnicos nem know-how).A partir dai a hegemonia sueca no ESC nao parou.Infelizmente.

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  2. Rui Ramos14:06

    Tudo tem sido feito por suecos ha anos. Só o terreno e a arena vazia é do pais que recebe o ESC. Tudo o resto é sueco.

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