Estreou em novembro de 2014 e, desde então, o monólogo “Ana Bola sem filtro” tem percorrido o país. A última representação aconteceu na Gafanha da Nazaré e o ESCPORTUGAL esteve lá.


Esta foi a digressão mais longa que Ana Bola fez em mais de 40 anos de carreira. E tratando-se de um monólogo, o sabor ainda é mais doce. A estreia ocorreu em 2014 no auditório Mário Viegas, em Lisboa, e, depois de percorrer o país, a última representação aconteceu esta segunda-feira, na Gafanha da Nazaré, concelho de Ílhavo. Foi mais de uma hora de pura diversão, apesar da temática da peça não ser propriamente a mais feliz: Aqui, Ana Bola encarna a personagem chamada… Ana Bola! É atriz de teatro, televisão, autora de séries de sucesso, apresentadora e até cantora. Depois de entrar na casa dos 60 anos de idade, Ana Bola confronta-se com a falta de trabalho, apesar de continuar ativamente em busca dele. E é sobre isso que fala aqui, em monólogo bem-disposto e… sem filtro!


É com autenticidade e verdade que Ana Bola fala da sua própria experiência de vida, mas sobretudo sai em defesa de muitos artistas que, depois de uma carreira, ficaram esquecidos e também para os outros que, para viver e sobreviver, têm de se sujeitar em trabalhar em áreas que não os realizam pessoal e profissionalmente. Esta dura realidade é retratada, por Ana Bola, com humor sarcástico que lhe é característico, numa empatia com o público que o faz entrar por este mundo, vivendo as histórias retratadas como se fossem suas.

A base da peça é a ida a um casting, onde teve de enfrentar diversas provas que um produtor (voz off de Manuel Marques), ditava. Os castings passam por diversos programas, como o "Achas que sabes dançar", com Ana Bola a dançar com um boneco insuflável, os reality shows como “A Quinta” ou as séries de humor como “Estado de Graça”. 

Também aqui há espaço para o Festival da Canção: Ana Bola recordou as suas duas passagens pela Eurovisão, em 1977 com Os Amigos e em 1981 com Carlos Paião. “Encarei esta participação como uma brincadeira”, disse numa das várias vezes que se deslocou para o meio do auditório.

Esta última representação de “Ana Bola sem filtro” teve duas coincidências muito especiais: trata-se da terra de origem da família paterna de Ana, facto que fez questão de referir; e o Centro Cultural da Gafanha da Nazaré assinalava nesta ocasião o 6.º aniversário da sua abertura depois de profundas obras de reabilitação.

Terminou “Ana Bola sem filtro”. Mas a atriz, vamos continuar a vê-la por aí… e a rir muito também. 



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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL

5 comentário(s):

  1. Nelson,excelente trabalho,excelente texto! Parabens e OBRIGADO!

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  2. Em 77 na representaçao portuguesa no ESC,acho que Ana Bola foi a figura que prendia e captava a atençao do telespectador.Ela tinha garra e atitude,apesar de nao ser solista.Inesquecivel.

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  3. Rui Ramos00:09

    Ana Bola é das melhores atrizes portuguesas

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  4. Pedro Carvalho08:30

    Ha muito menos mulheres que homens na comédia em portugal. E a Ana Bola é uma referência para todos. Adoro.

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  5. Anónimo12:11

    Muito bom

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