A emissora norueguesa NRK pediu à EBU/UER regras mais claras para impedir campanhas de influência no voto e alertou para o impacto das tensões geopolíticas na credibilidade do Festival Eurovisão.
A emissora estatal norueguesa NRK enviou uma carta à União Europeia de Radiodifusão (EBU/UER) após a final do Festival Eurovisão da Canção 2026, realizada em Viena, manifestando preocupações relacionadas com a participação de Israel. A informação foi avançada, esta manhã, pelo jornal norueguês VG que teve acesso a partes da correspondência.
Segundo a publicação, a emissora receia que os conflitos geopolíticos se sobreponham ao propósito cultural e de entretenimento da Eurovisão. Na carta, assinada pelo editor de entretenimento Jostein Olseng e pelo chefe da delegação norueguesa Mads Tørklep, a NRK levanta ainda questões sobre a compatibilidade da participação israelita com os valores e as regras do concurso, bem como sobre as consequências para a reputação da EBU/UER.
Em declarações ao VG, Jostein Olseng defendeu regras mais claras contra campanhas pagas destinadas a influenciar o televoto, sublinhando que a credibilidade da competição depende do cumprimento das normas por todos os participantes. A NRK afirmou, contudo, que não lhe cabe defender o boicote de outra emissora membro da EBU/UER, com Olseng a reiterar que a televisão pública norueguesa deve manter a sua independência editorial e não tomar partido político na decisão de transmitir ou participar no festival.
No final de agosto, a EBU/UER anunciou novas alterações às regras da Eurovisão, incluindo uma disposição que impede países envolvidos em conflitos armados de acolher o concurso, havendo também várias especulações sobre possíveis mudanças na votação do público já na próxima edição.. A NRK recebeu positivamente o reforço do regulamento, mas não está confirmado que a sua carta tenha motivado as alterações: segundo o VG, a EBU/UER não respondeu às perguntas do jornal sobre essa possível ligação.
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Estreante em 1960, a Noruega conta com 64 participações no Festival Eurovisão, com três vitórias no curriculum (1985, 1995 e 2009). Em Viena, o país foi representado por Jonas Lovv com "Ya Ya Ya": depois do 4.º lugar na semifinal, a candidatura alcançou o 14.º lugar na Grande Final com 134 pontos, fruto do 9.º lugar no júri (133) e o 15.º no televoto (19), tendo recebido 2 pontos do júri português.

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