O partido CHEGA vai avançar com uma proposta no Parlamento, em setembro, para a privatização da RTP, situação que, a concretizar-se, obrigaria a rever o seu estatuto na EBU/UER e, por sua vez, tornar incerta a participação no Festival Eurovisão.
O partido CHEGA, o segundo maior no parlamento português, anunciou que, em setembro, irá avançar com uma proposta para a privatização da emissora portuguesa RTP, avançou o SOL. Segundo avança a publicação, o partido liderado por André Ventura já terá entrado em conversações com o Governo sobre a possível alineação ou reestruturação da televisão pública.
A publicação escreve ainda que o partido considera que os custos com o canal público "têm sido incomportáveis para os contribuintes e isso não se tem refletido em mais-valia para os cidadãos", argumentando ainda que "a RTP tornou-se um poço sem fundo de dinheiro público, e que, ainda por cima, se tornou o refúgio de pessoas que já não representam a sociedade portuguesa e só lá estão por razões políticas".
A mesma fonte partidária frisou ainda que o facto do serviço público de televisão cobrar uma taxa audiovisual a todos os contribuintes é uma situação "injusta e desproporcional", sendo esse um tema recorrente no partido: em março, a deputada Cristina Rodrigues apelou à possibilidade de avançar com uma auditoria no Parlamento à RTP, apontando para os prejuízos financeiros estimados de "quatro milhões de euros apesar da taxa audiovisual paga pelos contribuintes".
De realçar que, caso a RTP venha a ser privatizada, o estatuto de Membro Ativo da União Europeia de Radiodifusão (EBU/UER) terá de ser revisto, o que poderá tornar incerta a participação de Portugal no Festival Eurovisão, bem como nos outros eventos organizados pela entidade.

O Chega tem a sua razão.
ResponderEliminarSegundo o relatório e contas divulgado em 2026, a RTP registou um prejuízo de 3,9 milhões de euros em 2025, após cerca de 15 anos consecutivos de lucros modestos.
A empresa também reduziu gradualmente a sua dívida bancária nos últimos anos. Em 2023, a dívida diminuiu mais de 15%, para cerca de 71,7 milhões de euros.
Mas prejuízos são prejuízos. E não se esqueçam do apelo ao boicote de Israel de muitos trabalhadores da RTP. E a falta de profissionalismo e isenção de muitos outros trabalhadores.
A isenção faz parte do código deontológico dos jornalistas. Como nem todos os funcionários da RTP são jornalistas... Penso que os operadores de câmara, técnicos e outros podem não ser isentos e ter opinião. Dito isto, também não concordei com a posição dos trabalhadores da RTP que apelaram ao boicote.
EliminarQuanto ao prejuízo da RTP: os pequenos lucros sucessivos são modestos, mas existiram. O resultado de um ano não deve servir de mote para uma privatização. Se pode e deve haver melhor gestão? Pode! A RTP não tem que pagar salários "milionários" a estrelas que apresentam um programa por ano; a RTP não tem de ter 1001 canais para, na maioria do tempo, estarem em simultâneo uns com os outros; a RTP não tem de gastar milhões a adquirir grandes formatos internacionais, por exemplo...
Se o Chega e outros partidos têm problemas com a despesa da RTP, eu, por exemplo, tenho alguns problemas com as dívidas dos partidos políticos ao Estado, com os subsídios que estes mesmos partidos recebem cada vez que vamos para eleições (um bom incentivo para eleições antecipadas a cada oportunidade). Mas este dinheiro parece intocável!...
Depois, temos de perceber uma coisa: o Estado tem de ter contas certas, mas tem de estar disponível para gastar algum dinheiro e até mesmo ter algumas perdas. Não achamos que o SNS dá lucro ao Estado, pois não!? Pronto!... É que pela lógica de partidos como o Chega e a IL: se é despesa, é para privatizar. Começa com a RTP, depois a CGD, mais tarde, quem sabe, lá vai o SNS e a Segurança Social.
Uma coisa é certa: se algum dia a RTP for privatizada, não é só a participação portuguesa na Eurovisão que fica em causa: esqueçam a existência de uma RTP 2, esqueçam a transmissão de modalidades que não sejam futebol, esqueçam documentários, esqueçam programas de música que não seja pimba ou comercial, esqueçam teatro, desenhos animados e um conjunto de conteúdos que não têm lugar em nenhum outro lado que não num serviço público de televisão e rádio. A RTP tornar-se-á mais uma à caça de publicidade e investimento privado, num mercado que já mal chega para a SIC e TVI.
Podem ter a certeza que se o chega chegar ao governo, portugal sai da eurovisao E tao certo como estar a ler este comentario
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