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FC2026: Final do 'Festival da Canção 2026' acompanhada por 409 mil espectadores

A Final do Festival da Canção 2026 foi acompanhada por uma média de 409 mil espectadores, com o pico da transmissão a acontecer durante a revelação da votação do público.


A RTP1 transmitiu, ontem, a Grande Final do Festival da Canção 2026, programa que culminou com a vitória dos Bandidos do Cante com "Rosa". A transmissão apresentada por Filomena Cautela e Vasco Palmeirim contou com uma média de 409 mil espectadores, alcançando um rating de 4,1 e um share de 10,4%. O pico de share - 16,1% - foi alcançado às 00h28, aquando da votação.

Comparativamente à gala do ano passado, a Final do Festival da Canção perdeu cerca de 41 mil espectadores, 0,5 de rating e 1,1% de share, sendo a final menos vista dos últimos anos. Contudo, tal como aconteceu no ano passado, a Final foi menos vista que a segunda semifinal, transmitida no passado sábado, que contou com 412 mil espectadores em média. No panorama geral, a Final do Festival da Canção 2026 foi o 14.º programa mais visto do dia em Portugal.

Audiências da Final do Festival da Canção
2025 - 450 mil espectadores
2024 - 486 mil espectadores
2023 - 560 mil espectadores
2022 - 638 mil espectadores
2021 - 652 mil espectadores
2020 - 800 mil espectadores
2019 - 610 mil espectadores
2018 - 912 mil espectadores
2017 - 684 mil espectadores
2015 - 750 mil espectadores

Resultados da Final do Festival da Canção 2026
(Júri + Televoto)

1.º Bandidos do Cante - "Rosa" - 22 pontos (10+12)
2.º Dinis Mota - "Jurei" - 16 pontos (6+10)
3.º Nunca Mates o Mandarim - "Fumo" - 16 pontos (8+8)
4.º João Ribeiro - "Canção do Querer" - 14 pontos (12+2)
5.º Sandrino - "Disposto a Tudo" - 13 pontos (7+6)
6.º Silvana Peres - "Não Tem Fim" - 9 pontos (5+4)
7.º André Amaro - "Dá-me A Tua Mão" - 8 pontos (1+7)
8.º Marquise - "Chuva" - 8 pontos (3+5)
9.º Gonçalo Gomes - "Doce Ilusão" - 7 pontos (4+3)
10.º EVAYA - "Sprint" - 3 pontos (2+1)

Estreante em 1964, Portugal conta com 56 participações no Festival Eurovisão, tendo 47 presenças na Grande Final e a vitória de 2017 como melhor resultado. Em Basileia, os NAPA representaram o país com "Deslocado": depois do 9.º lugar na semifinal, onde alcançaram o inédito quinto apuramento consecutivo para Portugal, a banda madeirense alcançou o 21.º lugar na Grande Final com 50 pontos, fruto do 21.º lugar no televoto (13) e o 19.º no júri (37).


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Fonte: Zapping/ Imagem: PedroPina|RTP/ Vídeo: Eurovision.tv
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  1. Anónimo15:04

    Abaixo das audiências da 2.ª semifinal! Perde 41 000 espectadores! A final menos vista dos últimos anos! Números sísmicos. Erosão. O modelo está esgotado. Se a RTP não ler este sinal, arrisca-se a perder não apenas um programa, mas um dos seus últimos rituais culturais de grande visibilidade.

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  2. Anónimo21:36

    A RTP parece não querer saber de quaisquer números ou até das opiniões dos espectadores.

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  3. Anónimo01:32

    A RTP devia ter vergonha. Um programa de televisão que perde 50% da sua audiência em 5 anos é um fracasso total. A RTP é uma empresa pública. Pagamos por este programa e pelos salários das pessoas que o produzem e organizam. Estão a falhar connosco, o público, e com o dinheiro que lhes damos. Se a minha empresa perdesse 50% dos clientes ou do lucro em 5 anos, eu iria à falência. Os responsáveis ​​precisam de admitir que estão a falhar e sair do caminho para deixar que outra pessoa faça o trabalho que não estão a fazer. A qualificação para a final do Festival Eurovisão, graças aos júris e à diáspora portuguesa em alguns países, já não é suficiente para justificar esta produção da forma como está organizada.

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    Respostas
    1. Anónimo01:34

      Subscrevo. A RTP não modificou a estratégia, após as polémicas de 2025 (enviesamento dos júris; falta de representatividade do voto popular; desalinhamento entre público e painel profissional). Quando uma televisão pública não ajusta regras, após controvérsias visíveis, indica que: 1. A prioridade não é maximizar consenso popular (a RTP parece entender o festival como curadoria musical com validação profissional, não como simples competição popular); 2. Os júris regionais continuam a ser vistos como instrumento de equilíbrio contra o voto puramente popular; 3. Há receio de que retirar peso aos júris leve a escolhas baseadas apenas em mobilização de fãs ou viralidade. Este receio não é uma fatalidade, não é um argumento. O receio de que um maior peso do público conduza a escolhas “populistas” é mais um argumento institucional frequente do que uma consequência inevitável. Muitos sistemas conseguiram equilibrar voto popular e qualidade artística sem sacrificar competitividade. Alguns formatos usam duas fases. Primeira fase: júri + público reduzem a lista. Superfinal: decisão apenas pelo público. Este sistema mantém um filtro profissional inicial, mas garante que a escolha final reflete claramente a preferência popular. Outro método é substituir ou complementar júris nacionais com júris estrangeiros (reduz redes de proximidade dentro do país, aproxima o gosto do público europeu, aumenta a perceção de neutralidade). Alguns países evitam o 50/50 rígido e usam proporções como: 60% público / 40% júri ou 70% público / 30% júri. Estas ponderações mantêm a avaliação técnica, mas reduzem a possibilidade de anular completamente o televoto, como aconteceu no caso da canção de Henka. Outro fator crítico é a perceção de justiça. Publicar votações detalhadas, revelar os critérios de avaliação das canções, limitar ligações profissionais entre jurados e participantes. Sem transparência, qualquer discrepância entre júri e público gera suspeitas. Falta um modelo híbrido robusto que garanta simultaneamente legitimidade popular, avaliação profissional e perceção de imparcialidade. O risco de “populismo musical” não é inevitável. Falta engenharia eurovisiva. Muitas canções do Festival da Canção são musicalmente interessantes, mas não são pensadas desde o início como produto televisivo competitivo. Resultado: bons resultados ocasionais, mas pouca consistência ao longo do tempo. Programas competitivos mantêm público quando criam a perceção de que vale a pena acompanhar e de que há possibilidade real de sucesso. A ausência de consistência competitiva tende a gerar desmobilização. É um mecanismo típico de economia da atenção televisiva que explica essa desmobilização. Sem narrativa competitiva, expectativa de vitória ou emoção coletiva, o FC corre o risco de se tornar mais um showcase musical (já o é, na verdade) do que um evento nacional mobilizador.

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  4. Anónimo01:48

    Para o ano, sugiro um corridinho do Algarve, um vira do Minho, um verde-gaio ou (porque não?) os pauliteiros de Miranda.

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