O partido CHEGA vai avançar com uma proposta no Parlamento, em setembro, para a privatização da RTP, situação que, a concretizar-se, obrigaria a rever o seu estatuto na EBU/UER e, por sua vez, tornar incerta a participação no Festival Eurovisão.
O partido CHEGA, o segundo maior no parlamento português, anunciou que, em setembro, irá avançar com uma proposta para a privatização da emissora portuguesa RTP, avançou o SOL. Segundo avança a publicação, o partido liderado por André Ventura já terá entrado em conversações com o Governo sobre a possível alineação ou reestruturação da televisão pública.
A publicação escreve ainda que o partido considera que os custos com o canal público "têm sido incomportáveis para os contribuintes e isso não se tem refletido em mais-valia para os cidadãos", argumentando ainda que "a RTP tornou-se um poço sem fundo de dinheiro público, e que, ainda por cima, se tornou o refúgio de pessoas que já não representam a sociedade portuguesa e só lá estão por razões políticas".
A mesma fonte partidária frisou ainda que o facto do serviço público de televisão cobrar uma taxa audiovisual a todos os contribuintes é uma situação "injusta e desproporcional", sendo esse um tema recorrente no partido: em março, a deputada Cristina Rodrigues apelou à possibilidade de avançar com uma auditoria no Parlamento à RTP, apontando para os prejuízos financeiros estimados de "quatro milhões de euros apesar da taxa audiovisual paga pelos contribuintes".
De realçar que, caso a RTP venha a ser privatizada, o estatuto de Membro Ativo da União Europeia de Radiodifusão (EBU/UER) terá de ser revisto, o que poderá tornar incerta a participação de Portugal no Festival Eurovisão, bem como nos outros eventos organizados pela entidade.

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