Depois de semanas de construção do palco (e de meses de espera pelos eurofãs), os ensaios individuais do Festival Eurovisão 2026 arrancam hoje, 2 de maio, na Wiener Stadhalle. Tal como acontece há vários anos, o primeiro ensaio individual de cada comitiva terá a duração de 30 minutos, com o palco a receber hoje os primeiros sete países concorrentes da semifinal 1. Como aconteceu em Basileia, a organização apenas revelará uma breve descrição do ensaio, que transcrevemos em baixo, sendo que as imagens apenas serão reveladas amanhã.
Saluti. A tutti.O primeiro espetáculo ao vivo de Viena 2026 nesta terça-feira, 12 de maio, já tem quem lance a festa, puxe pelo público e ponha toda a gente de pé — tudo na mesma atuação. É um início perfeito para a semifinal por parte da Moldávia: “Viva, Moldova!”, de Satoshi.
Se viste a atuação da Selecția Națională que venceu na Moldova, já conheces a ENORME energia que Satoshi transmite ao saltar pelo palco sem parar. Aqui, na Wiener Stadthalle, tem ainda mais espaço para se movimentar, e nota-se que está completamente à vontade a aproveitar cada canto. Está tão feliz por estar em Viena como nós por o termos — e à Moldávia — aqui connosco. Logo no início da atuação, vemos a bandeira da Moldova a brilhar em grande no ecrã. E fica lindíssimo!
Chamem-nos Athena Manoukian em 2020, porque neste momento só conseguimos pensar numa coisa: CHAINS ON YOU! Satoshi surge com várias correntes nos ombros, por cima de uma camisola desportiva azul-real cheia de brilho. Azul-real — perfeito para o nosso rei moldavo 👑 E a escolha dos acessórios não ficou por aqui… as correntes estendem-se à banda e aos restantes performers (olááá, Aliona Moon, há quanto tempo!), com todos os figurinos a incluírem detalhes metálicos brilhantes. E nem o peso parece travar ninguém… é só energia! Sempre a saltar!
Se tens acompanhado o percurso de Satoshi desde a vitória na final nacional, já deves saber que ele tem um grande apreço pela cultura japonesa. E isso está bem presente aqui, com um cenário colorido e cheio de graça que o público em casa vai achar irresistível. Porque é mesmo irresistível. E, claro, com ainda mais saltos.
"Pessoal, estamos a tremer. A sério, mesmo a tremer. Não é só por estarmos na presença da icónica FELICIA (embora isso também conte), mas porque aqueles sintetizadores potentes perto do fim da música — sabem perfeitamente de que parte estamos a falar — fazem o chão da arena vibrar. É como se uma onda intensa de eletrónica estivesse a passar por baixo de nós. E, diga-se, até é uma sensação bastante agradável.FELICIA está vestida de preto e vermelho brilhante, as cores de uma viúva-negra — que, por acaso, é também o nome do seu single de estreia, caso queiram explorar mais músicas dela. Não é o mesmo visual que vimos no Melodifestivalen; houve um upgrade!A atuação começa com FELICIA sob o efeito de uma máquina de vento, a dissipar uma nuvem de fumo e a revelar a cantora sueca em palco. Bem, dentro do possível, tendo em conta a máscara. E sim, quem estiver a ver na terça-feira vai poder assistir àquela troca de máscaras emocionante perto do final da música — acompanhada por uma FELICIA GIGANTE a sair dos ecrãs e a “invadir” o público. Continua a ser um momento impactante, não importa quantas vezes se veja.Tal como na atuação vencedora do Melodifestivalen, em março, FELICIA está rodeada de lasers durante toda a performance. Muitos mesmo. Mas em Viena há novidades: interação! Durante o segundo verso, vemos a “FIGHTER FELICIA” a lutar literalmente contra os lasers com as próprias mãos, antes de os dominar. Pouco depois, esses lasers passam a enquadrar as suas poses, tornando-a ainda mais deslumbrante para quem está a ver em casa. Esta diva sabe perfeitamente jogar com a luz."
"Em posição pela CroáciaHá qualquer coisa em estar na presença das LELEK a cantar em uníssono. Muda-nos. Podemos nunca mais voltar a ser os mesmos 🥵Logo no início da atuação de “Andromeda”, há um plano incrível que aproveita ao máximo a passerelle que liga a Green Room ao palco (e é a primeira vez que o público vai conseguir perceber bem este elemento). Funciona como uma apresentação dramática do grupo croata, dando à sua entrada no palco da Eurovisão a grandiosidade que merece.Quem já acompanha as LELEK desde a vitória no Dora sabe que elas ADORAM visuais com túnicas. Esse estilo marcante regressa em Viena, mas desta vez com um tom vermelho-sangue intenso incorporado. O efeito é arrebatador — e uma escolha estética perfeita para uma música com tanta carga dramática.Mas não são só elas a brilhar. O ecrã atrás também tem um papel importante na forma como a história é contada. Leva-nos de uma gruta mística a uma floresta encantada, terminando a atuação com uma espécie de viagem por um “buraco de minhoca” a alta velocidade, como se fosse um salto no tempo do qual não conseguimos escapar. Já agora… será que esse salto nos pode levar 30 minutos atrás? Queremos ver aqueles três ensaios outra vez!"
"Isto é a vida real? Acabámos de entrar dentro de um videojogo. E estamos mesmo a ganhar 🎮 🕹️ 👾Akylas leva o Festival Eurovisão da Canção das arcadas para os videojogos! Esta atuação cria várias ilusões para o público e, dentro desse “jogo”, Akylas quer apresentar-nos algumas novas personagens. Mas deixamos que seja ele a contar mais na terça-feira, 12 de maio…O nosso herói grego, Akylas, transforma-se num tigre naquele palco da Wiener Stadthalle — até porque surge vestido com uma combinação de laranja e preto. As botas felpudas estão em destaque, tal como o adorável gorro de gatinho com orelhinhas. Nenhuma festa temática da Eurovisão fica completa sem um destes. E “Ferto” tem tudo para se tornar um clássico das pistas de dança dessas festas… durante pelo menos mais 70 anos.E quando o público começa a achar que já percebeu quem é Akylas, tudo muda. Ele pára, tira os óculos extravagantes, sai da personagem e dirige-se à mãe num momento carregado de emoção. As mães vão adorar. E os pais também."
"A encenação de Portugal começa com um plano contínuo que percorre a formação dos Bandidos do Cante a cantar para o público. É como uma verdadeira “parede de canções” — se o tema de videojogo da atuação anterior tivesse continuado aqui, este momento seria digno de um verdadeiro “boss final”!Tal como uma equipa de futebol a cantar o hino antes de um jogo decisivo, percebe-se bem o orgulho dos Bandidos do Cante em mostrar o seu querido Cante Alentejano ao mundo. Em “Rosa”, não se limitam a interpretar o género — também o dão a conhecer a quem ouve.Se viste a atuação deles no Festival da Canção, deves lembrar-te de que, por momentos, se juntava um sexto elemento! O violinista está de volta e traz um toque mágico à atuação, reforçando ainda mais o ambiente calmo e envolvente criado pelo grupo. Os Bandidos do Cante oferecem uma mudança de ritmo na primeira metade da primeira semifinal — algo que muitos espectadores vão certamente agradecer.A atuação termina com os visuais no ecrã atrás da banda a ganharem vida. É aí que “Rosa” floresce, literalmente e em sentido figurado. E não há um único espinho à vista."

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