[ESPECIAL] Caso Israel desista, onde poderá ser realizado o Festival Eurovisão 2019?


A emissora de Israel ameaçou desistir da organização do Festival Eurovisão 2019. Caso concretize a ameaça, onde será realizado o concurso? O ESCPORTUGAL mostra-lhe algumas (das muitas) possibilidades para receber o evento.


Face às recentes notícias sobre uma possível desistência da emissora KAN em organizar o Festival Eurovisão 2019, como pode recordar AQUI, os alarmes sobre uma possível mudança do país anfitrião da edição do próximo ano voltaram a tocar. A última vez que o país vencedor não organizou no ano seguinte foi em 1980, Israel declinou a organização do evento devido às dificuldades financeiras da emissora em organizar o evento em dois anos seguidos. Na altura, a EBU/UER ofereceu a organização a Espanha (2.ª classificado em 1979) que declinou a oferta, bem como o Reino Unido, sendo que o organismo chegou a acordo com a Holanda para que organizasse o evento em Haia, mas numa "versão em menor escala".

Deste modo, caso Israel desista da organização do Festival Eurovisão 2019, a EBU/UER, entidade máxima do evento, poderá atribuir a organização a um dos países que se seguiram na tabela classificativa da Grande Final realizada em Lisboa. O ESCPORTUGAL pôs "mãos à obra" e mostra-lhe a possibilidade (ou não) dos países classificados no top10 na última edição receberem o Festival Eurovisão 2019:

Chipre

Apontado por muitos eurofãs como o favorito a receber a Eurovisão em caso de Israel desistir da organização, Chipre, segundo classificado em Lisboa, teria sérias (!!!) dificuldades em albergar a competição... O Eleftheria Indoor Hall (à esquerda), em Nicósia, é o maior recinto fechado do país, tendo uma capacidade máxima para 6800 pessoas, número insuficiente para albergar o certame. Por outro lado, o Spyros Kyprianou Athletic Center (à direita), em Limassol, sede do Festival Eurovisão Júnior de 2008, alberga 6255 pessoas, estando também fora dos requisitos da EBU/UER para a competição. Assim, o Festival Eurovisão em Chipre só seria possível com a construção de uma nova arena ou a cobertura de um estádio, algo bastante dispendioso para a "frágil" economia cipriota.

Áustria


A par de Chipre, Áustria é apontada como uma das favoritas à organização do Festival Eurovisão 2019 em caso de desistência de Israel, devido ao terceiro lugar de César Sampson em Lisboa. Contudo, ao contrário de Chipre, o país apresenta diversos locais aptos para a competição. Com capacidade para cerca de 16 mil pessoas, o Wiener Stadthalle (à esquerda), em Viena, é o favorito à organização, depois de ter recebido o Festival Eurovisão de 2015. Também o Olympiahalle (à direita), em Innsbruck, e o Stadthalle Graz, em Graz, com capacidades a rondar os 11 mil espectadores, poderão estar na corrida, depois de terem falhado a organização em 2015.


Alemanha


Depois de ter organizado o Festival Eurovisão 2011 no Dusseldorf Arena, arena vencedora do concurso público lançado pela ARD em que triunfou sobre duas candidaturas em centros de congressos e a candidatura de Berlim que tencionava organizar o evento numa tenda num dos aeroportos da cidades, a emissora alemã realizou as finais nacionais do país em arenas aptas para receber a competição internacional. A TUI Arena (à esquerda), em Hannover, tem capacidade para 14 mil pessoas, enquanto que a Lanxess Arena (à direita), em Colónia, poderá albergar cerca de 20 mil espectadores.


Itália

Sem vitórias desde 1990 e com os locais que albergaram o evento em 1965 e 1991 desadequados para o evento, Itália tem, fora da capital, as duas favoritas a receber o Festival Eurovisão. Construído em 2005 para albergar eventos dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006, o Pala Alpitour (à esquerda), em Turim, tem capacidade para mais de 13 mil espectadores em concertos, sendo seguido pelo Mediolanum Forum (à direita), em Milão, que tem capacidade para 12 700 pessoas. Contudo, Roma poderá albergar a competição no PalaLottomatica, local que, em 1960, recebeu o torneio de basquetebol dos Jogos Olímpicos de Verão e que conta com uma capacidade atual de 11 mil espectadores.


República Checa

Com capacidade para 18 mil pessoas em concertos, a O2 Arena em Praga (à esquerda), a segunda maior arena de hóquei do gelo da Europa, é a principal favorita a albergar o Festival Eurovisão caso o evento venha a ser organizado na República Checa. Contudo, não é a única que cumpre os requisitos mínimos do evento: construída em 1986 e remodelada em 2003, a Ostravar Aréna (à direita), em Ostrava, tem capacidade para mais de 10 mil pessoas em concertos. Também a Tipsport Arena, localizada nos subúrbios de Praga e com capacidade para 13 mil espectadores em jogos de hóquei do gelo, poderá estar na corrida caso o concurso seja realizado no país.


Suécia

Com dezenas de arenas cobertas a cumprir os requisitos mínimos da EBU/UER, a Suécia é um dos países com "menos problemas" em selecionar o local para o Festival Eurovisão. Com capacidade para 65 mil espectadores, o Friends Arena (à esquerda), em Estocolmo, continua a ser o local de sonho para todos os eurofãs suecos, sendo que, devido ao custo de aluguer do recinto, a emissora sueca SVT descartou a sua utilização para o evento. Também a Tele2 Arena (à direita) nunca foi utilizada para o Festival Eurovisão: contudo, em 2016, o local com capacidade para 45 mil pessoas foi a primeira escolha da SVT, tendo a organização passado para a Ericsson Globe, a escassos metros de distância, devido ao impacto que o concurso teria no Campeonato sueco de Futebol.


Estónia

Sede do Festival Eurovisão de 2002, o Saku Suurhall, em Talinn, continua a ser o único recinto na Estónia que cumpre os requisitos mínimos para albergar a competição internacional. Com capacidade máxima para 10 500 pessoas em concertos, o local tem sido escolhido para receber a Grande Final do Eesti Laul, final nacional do país, nos últimos anos.


Dinamarca

Após ter organizado o Festival Eurovisão 2014 num antigo estaleiro (e com um complexo de tendas e uma antiga prisão na corrida pela organização), a Dinamarca não terá problemas em selecionar um local para receber a competição num futuro próximo. Inaugurada em fevereiro de 2017, a Royal Arena (à esquerda), em Copenhaga, tem capacidade para 16 mil pessoas, sendo a principal favorita a acolher a competição. Contudo, o país poderá também organizar o concurso fora da capital. A Jyske Bank Boxen (à direita), em Herning, tem capacidade para 15 mil pessoas, enquanto que o Gigantium, em Aalborg, poderá receber 8500 espectadores: no entanto, as duas arenas falharam a conquista da organização em 2014.


Moldávia
Considerado o país mais pobre da Europa, a organização do Festival Eurovisão na Moldávia seria (quase) uma missão impossível. Com os concertos no país a decorrerem em pequenos teatros ou em espaços ao ar livre e as finais nacionais realizadas nos estúdios da TRM, o país não tem nenhum recinto que albergue as 8 mil pessoas exigidas pela EBU/UER. Uma solução poderia ser a cobertura de um dos estádios do país... algo bastante dispendioso para a economia do país.

Em 2008, após a declaração unilateral da independência do Kosovo, os distúrbios na cidade de Belgrado fizeram com que a EBU/UER reuniu-se, de emergência, de modo a discutir a possibilidade de transferir o Festival Eurovisão para outro país. A Ucrânia, segunda classificada em 2007, foi uma das possibilidades, bem como a Finlândia, anfitriã do ano anterior, e a Grécia, anfitriã em 2006. Depois de assegurada a segurança para todos os visitantes e comitivas, a EBU/UER concordou em realizar o evento em Belgrado. Mais recentemente, em 2017, devido aos atrasos na organização do evento, a imprensa europeia avançou que a EBU/UER havia contactado a emissora alemã para receber a competição, algo que nunca foi confirmado pela entidade máxima do concurso.

Deste modo, há a possibilidade de, em caso de retirada da organização a Israel, que a EBU/UER contacte algum dos últimos países organizadores e/ou países dos BIG5 para receber a competição do próximo ano, em vez de abrir um concurso aberto a todos os membros ativos. Deste modo, descubra quais países poderão estar na calha para receber o concurso:

Espanha

Apesar dos fracos resultados dos últimos anos, Espanha poderá ser um dos países a ser contactado pela EBU/UER para albergar a competição em 2019, sendo o BIG5 que há mais tempo não organiza o certame. Localizada no Parque Olímpico de Barcelona, a Palau Sant Jordi (à esquerda) é a maior arena indoor de Espanha, tendo capacidade para mais de 17 mil espectadores. Também o Palacio Vistalegre (à direita), em Madrid, poderia estar na corrida pela organização, com capacidade para cerca de 14 mil espectadores.



França

Apontado como um dos favoritos à vitória em Lisboa, o chefe de delegação de França afirmou, antes da competição, que o país estava preparado para receber o Festival Eurovisão numa de três cidades francesas - Lille, Lyon e Paris - algo que poderá influenciar a EBU/UER a apresentar um convite ao país. Com capacidade para cerca de 20 mil pessoas em concertos, a AccorHotels Arena (à esquerda), em Paris, é a favorita a organizar a competição que também poderá rumar à Paris La Défense Arena (à direita), inaugurada em 2017, que tem capacidade para 40 mil pessoas.



Portugal

Anfitrião do Festival Eurovisão 2018, Portugal poderá ser contactado pela EBU/UER para organizar novamente o certame internacional. O Altice Arena (à esquerda), em Lisboa, com capacidade máxima para 20 mil pessoas poderia albergar novamente a competição, tendo como maior opositor o Parque de Exposições de Braga (à direita), local que, após as remodelações, tem uma capacidade para cerca de 15 mil espectadores.


Reino Unido

Como membro dos BIG5, o Reino Unido também poderá ser uma das opções para receber o Festival Eurovisão 2019, caso Israel decline a organização. O The O2 Arena (à esquerda), em Londres, é uma das favoritas à organização, tendo uma capacidade a rondar os 20 mil espectadores em concertos. Também a cidade de Manchester poderá receber o concurso com a Manchester Arena (à direita), a maior arena indoor do país, podendo receber 21 mil pessoas.


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Fonte: ESCPORTUGAL / Imagem: ESCPORTUGAL / Vídeo: Youtube

23 comentários:

  1. Anónimo20:42

    Acho que são possibilidades a mais... Se o Chipre tivesse dificuldades, seria em Portugal. Porque não seria justo se Espanha ou o Reino Unido tivessem o evento quando ficaram nos últimos lugares do concurso.

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    1. Anónimo23:55

      Ai quac quac! Quem é que ficou em ultimo da silva em Lisboa? Quem?

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  2. Anónimo21:12

    Há grandes possibilidades de vir a ser Portugal o organizador, visto que a EBU reconheceu a RTP como a melhor organizadora do festival dos últimos 10 anos.

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    1. Anónimo22:11

      Não foi a EBU que reconheceu, foi a própria RTP. A EBU nunca emitiu nenhum comunicado nem qualquer noticia em que fizesse essa afirmação.

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    2. Mentira, a EBU Reconheceu sim, foi uma carta enviada a RTP.

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  3. Anónimo21:25

    Portugal foi colocado nessa lista muito à pressao. E a altice arena nao da para 20.000!!! Viu se no esc2018 nem chegou aos 12.000

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    1. Anónimo21:27

      "O Altice Arena (à esquerda), em Lisboa, com capacidade máxima para 20 mil pessoas " Capacidade máxima

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    2. Anónimo23:58

      Pois se é macima, quem tibessem metido os binte mil em vez da palhaçada que foi o blue ticket

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    3. Anónimo11:16

      Mas isso sao todas as arenas apresentadas quase... O Meo Arena é o 3º maior pavilhao da Europa em capacidade (tirando aqueles estadios cobertos que se fala atrás) e portanto, são rapidos a dizer que o Meo Arena nao levaria os 20 mil, como não levou este ano, mas também as outras arenas com capacidade para menos ainda levariam bem menos que este ano... Haja bom senso.

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    4. Rui Ramos11:55

      Capacidade maxima de 20000, so se nao tiver palco. lol

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    5. Anónimo22:55

      Nao sei se sabem mas a Eurovisao ao contrario do resto dos concertos exige uma green room e um palco muito maior que diminui logo drasticamente a capacidade da arena...

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  4. Anónimo22:15

    Muito bom trabalho de pesquisa. Pessoalmente creio que será na Alemanha que recairá a escolha. A Áustria tem, sem dúvida, uma boa situação económica, mas a ORF tem vindo a cortar na produção nacional devido aos enormes custos da realização do ESC em 2015 (ainda atualmente se notam certas dificuldades financeiras na produção de programas próprios). Por outro lado, será realmente indispensável que o ESC se organize num espaço que "albergue" tanta gente? Em termos de espetáculo televisivo (e é isso que primordialmente o ESC é) que vantagens advêm de haver 8000 em vez de 4000 espetadores a assistir "in loco"? A EBU devia analisar esta questão, porque pode ganhar uma canção proveniente de um país cuja situação económica até permita a produção do espetáculo, mas onde não haja uma sala que comporte tantos espetadores ou, havendo, implique enormes alterações (Chipre, Malta, Eslovénia, por exemplo).

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    1. Anónimo11:16

      Porque raio na Almanha?? já agora.. o tempo do Hitler e do dominio euripeu ja passou.

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    2. Anónimo13:42

      Anónimo das 11:16 - Porque a Alemanha é financeiramente mais estável que a Aústria e porque fica no centro da Europa, logo, acaba por proporcionar um equilíbrio em termos de horário e despesas de transporte para todos os países que participam na ESC.
      Relativamente à tua referência sobre o Hitler informo, se não o souberes, que o Hitler nasceu na Aústria e quem têm um governo neo-nazi/facista (em coligação) no governo é também a Aústria.

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  5. Ricardo Alves22:31

    A altice nao da para 20.000. Onde foram buscar essa ideia?

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    1. Anónimo11:20

      Voces têm de saber ler um bocado melhor as coisas... O Altice Arena tem capacidade sim em concertos para 20 mil pessoas, entre bancada e na plateia em pé... Já os levou em vários concertos... É o 4º maior pavilhão da europa em capacidade... Agora se diminuem em certos eventos, como acontece na Eurovisão 2018, isso já é outra coisa.

      https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_indoor_arenas_in_Europe

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  6. Luis Andre Santos23:12

    adorei "visitar" estas arenas todas (aliás, acho que estou a ficar viciado em arenas, a sério!)

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    1. Anónimo11:30

      Já somos dois.

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  7. Eu Cá no fundo gostava (caso Israel desista) ESC 2019 que fosse eim portugal mas tenho noção as possibilidades isto acontecer são muitos baixas, por isto seja onde for, desejo o melhor para a eurovisão e verei o festival na mesma.

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  8. Anónimo07:38

    Não passa de uma ameaça... A Eurovisão 2019 vai ser realizada em Israel. Alguma vez eles iam perder esta oportunidade para se fazerem de bons da fita e dos palestinianos os maus...

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    1. Anónimo13:46

      Alguns Israelitas têm coemntado que esta posição do Governo Israelita é por causa das eleições que vão decorrer em 2019.
      O governo de Nettayahu é conservador de direita e a Eurovisão é vista como um concurso "gay" e que não respeitará o Sabbatt, havendo ensaios e shows nesse dia. Dois elementos que vão os princípios do partido e contra a moral de quem vota nele.
      O único que beneficiaria o governo de Netayahu era a Eurovisão ser realizada em Jerusalém, mas há uma grande pressão internacional para que isso não aconteça

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  9. Anónimo13:50

    Acho que a EBU já deu uma pista na passada sexta feira que o próximo candiato a organizar a Eurovisão é a Áustria.
    Aquele post com o discurso da Conchita talvez não fosse referente aos comentários da TRT mas sim sobre o futuro da Eurovisão 2019

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  10. Anónimo22:59

    "Chipre preferido dos eurofãs" vesse mesmo que nao tem noção de que é um pais super pequeno, com enormes dificuldades financeiras e que nem arena tem.
    A Suecia nao tem dificuldades porque tem muitas arenas porque la neva e muito e por iaso para os jogos de futebol foram necessarias coberturas nos estadios.

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