Portugal: Conheça as Marchas de Lisboa uma a uma [Parte 2]

No dia 12 de junho vamos poder acompanhar as Marchas de Lisboa, que oferecem à Avenida da Liberdade um colorido sem igual, sem esquecer a bela sardinha assada e o manjerico. Conheça o tema de cada uma das 26 marchas.

As Marchas Populares de Lisboa remontam a 1932, sendo uma das mais antigas e crescentes tradições da cidade de Lisboa. Porém, reza a história, que já se realizavam marchas desde o século XVIII. No passado dia 30, apresentámos em primeira mão a lista de madrinhas e padrinhos, onde se inclui uma série de caras conhecidas. Em dois artigos especiais, o primeiro dos quais publicado AQUI, convidamos os leitores a conhecer um pouco melhor o tema de cada uma das marchas, um guia para acompanhar a noite das marchas, ao vivo em Lisboa ou através da televisão.


MARCHA DE BENFICA 
TEMA: Parque Silva Porto 

Este ano a Marcha de Benfica homenageia o Parque Silva Porto, mais conhecido por “Mata de Benfica”, plantado em 1880, séc. XIX, por ordem de João Carlos Ulrich, de modo a embelezar a Quinta da Feiteira. A história do Parque, que é hoje um espaço público com diversos equipamentos para usufruto da população, onde o contacto com a natureza e o meio envolvente é privilegiado, começa com Ulrich e continua com César Augusto de Figueiredo, que adquire a propriedade pouco depois da sua florestação e manda que sejam colocados portões de ferro e construído um murete encimado por grades de ferro forjado, de forma a delimitar o bosque. Por influência do vereador municipal, Alberto Marques, em 1911, César Augusto cede à Câmara Municipal de Lisboa a “Mata da Feiteira” com a condição de criar um espaço acessível a todos os cidadãos. Nascia, assim, uma importante área de lazer para a população. Ali se fizeram festejos, luminárias, bailes e concertos. Mais tarde, o parque é batizado pelo nome Silva Porto, de forma a homenagear o pintor António de Carvalho Silva Porto, pintor naturalista do séc. XIX.
MADRINHA: Carla Janeiro 
PADRINHO: Gonçalo Salgueiro


MARCHA DA BICA 

TEMA: Por Ti Marcho e Sou Feliz, Minha Bica, Meu Fado 


Aqui na Bica, grita-se Fado. Aqui, a cultura tem lugar. Bairro de gente fadista, a nossa Bica é a alegria que se sobrepõe à tristeza fadista, porque nesta festa não tem lugar senão quem alegre vem para ela. E assim, alegres, criámos o nosso tema, que nos invade o coração com o orgulho bicaense, evocando as memórias que por direito nos ligam ao Fado. E quem melhor para isso, do que o nosso Fernando Farinha “O Miúdo da Bica”, como era por todos conhecido. Homenageamos este ícone lisboeta, retratando Fernando Farinha desde os tempos da sua infância, passando pelas histórias mais conhecidas: a vida boémia colocou-lhe no caminho a “espanhola”, famoso namorico que serve de inspiração ao figurino. Mas não nos esquecemos do famoso “Elevador da Bica”, que inspira a nossa cenografia. Vamos lá ouvir a guitarra a trinar, xailes a abanar e as vozes afinadas, trazendo a Lisboa o mais típico que ela tem, para que todos se sintam em casa nesta noite de folia popular. E será em cada peito que se sentirá este bairrismo e juntos gritaremos… Por ti marcho e sou feliz, minha Bica, meu Fado.
MADRINHA: Soraia Tavares 
PADRINHO: Tiago Torres da Silva 


MARCHA DE CAMPO DE OURIQUE 
TEMA: Campo de Ourique, És do Tempo da Pinguinha 

Campo de Ourique é um bairro pitoresco que remonta ao séc. XVI como subúrbio de Lisboa, bairro rural onde proliferavam hortas e várias quintas com vinhas espalhadas por toda a encosta. A qualidade das vinhas e do vinho era tão boa que, durante séculos, Lisboa só bebeu o seu próprio vinho. Era, como chamamos hoje, um vinho de marca. Estas propriedades eram exploradas, na sua maioria, por gentes originárias do norte do país e abasteciam os mercados ambulantes espalhados pelo bairro, pela vizinhança e, mais tarde, por toda a capital. Ao antigo mercado da Praça da Ribeira, a mercadoria chegava transportada por carroças e sabe-se, que em tempos, na Rua Silva de Carvalho, existiu uma estalagem de recolha de carroceiros. Por tudo isto, a Marcha de Campo de Ourique tem o tema “És do Tempo da Pinguinha”, onde os homens irão representar os carroceiros e as mulheres surgirão com fantasias estilizadas, inspiradas nas uvas e vinhas.
MADRINHA: Rita Ribeiro 
PADRINHO: Fernando Pereira 


MARCHA DE CARNIDE 
TEMA: A Canção de Carnide a Cores 

A Marcha de Carnide dá cor a Vasco Santo, Beatriz Costa e ao filme “A Canção de Lisboa”. Partindo do tema proposto para a Grande Marcha 2018, inspirados pelo sem fim de padrões, texturas e elementos de vestuário do filme de Cottinelli Telmo, imaginámos o filme a cores e utilizámos todos estes elementos para o figurino e cenografia.
MADRINHA: Sylvie Dias 
PADRINHO: Rui Neto 


MARCHA DE CASTELO 
TEMA: Lisboa Antiga, Lisboa Moderna – Traz de Volta o Meu Bairro 

Lisboa passou nos últimos anos por um processo de transformação, estando hoje mais virada para os seus visitantes do que para os seus (ex) residentes. Os bairros históricos estão a ver partir as suas gentes bairristas, sendo trocadas por turistas que fazem speed dating com a nossa cidade. As gentes são quem mantêm as tradições dos bairros, mas com o seu êxodo para longe, deixando o bairro ocupado pelos negócios de ocasião, levam consigo as tradições e os costumes do dia-a-dia. A imagem típica das vizinhas a conversar à janela vai desaparecendo pouco a pouco, pois a vizinha já não está lá e, em vez disso, temos a Lisboa das selfies e publicações nas redes sociais. As Marchas Populares de Lisboa são dos últimos bastiões das tradições e do bairrismo da nossa cidade. As suas gentes ainda se juntam para defender a sua marcha e o seu bairro! Mesmo que tenham ido para longe, voltam para mostrar que o seu bairro “ainda está vivo”! Estando as marchas a homenagear um dos grandes atores do teatro e da revista, Vasco Santana e sendo o Parque Mayer e a revista marcos relevantes na história das Marchas de Lisboa, queremos, ao recuperar uma das rábulas mais marcantes da história da revista “Eu sou a Lisboa Antiga, Eu sou a Lisboa Moderna!”, falar e caricaturar, à boa maneira da revista à portuguesa, esta transformação nas dinâmicas urbanas da nossa cidade. Com os grandes protagonistas da “Canção de Lisboa” como representantes da Lisboa Antiga, iremos descobrir no que se transformou a típica Lisboa do arquinho e balão. Queremos com este tema, de forma bem-disposta, chamar a atenção para as alterações que estão, a pouco a pouco, a destruir os bairros típicos da nossa Lisboa. Este ano, a Marcha do Castelo desfilará com um pedido ao Santo António, #TrazDeVoltaOMeuBairro
MADRINHA: Carolina 
PADRINHO: Rui Vaz 


MARCHA DA GRAÇA 
TEMA: A Graça Vai ao Arraial, Pintada num Vitral! 

A tradição das Festas de Lisboa mistura-se com a história da própria cidade. Quem vive num dos bairros típicos dirá, com toda a certeza, que desde sempre se lembra de ver, no mês de junho, os Arraiais a invadirem as ruas estreitas da capital. E não estará muito errado. Na Graça não é diferente! Estas festas, dedicadas aos Santos Populares, existem há vários séculos e sempre seguiram, mais ou menos, os mesmos moldes. Arraiais que se prolongam pela noite fora, música e dança. Foi sempre assim que, em Lisboa, se celebraram os Santos Populares. Por outro lado, temos o vitral: composição decorativa feita com pedaços de vidro de diversas cores. Em Portugal, a utilização do vitral está associada à construção de mosteiros e sés. A cor era um elemento essencial para os vitrais que, através da luz que vinha de fora, despertavam a curiosidade das pessoas em relação às histórias contadas em forma de ilustração. Nos finais do séc. XVI, a Arte do Vitral entrou num período de acentuada decadência, tanto em Portugal como no resto da Europa. O seu tempo terminara e o gosto dos homens levou à marginalização de uma das formas mais eloquentes das artes decorativas. A ideia da Marcha da Graça, este ano, é a de juntar estes dois fenómenos que, apesar de afastados no tempo, muito têm em comum. Juntar o popular, o gótico e o contemporâneo, mantendo a traça comum dos dois temas: A cor e a luz. O objetivo é, também, criar uma ligação entre o Vitral e o povo e as vivências do bairro da Graça e da cidade de Lisboa. Tal como os vitrais, que são compostos por peças de tamanhos e cores diferentes, também os bairros são compostos, cada vez mais, por pessoas de extratos sociais, religiões, etnias e nacionalidades diferentes. Mas, tal como os vitrais, todas estas pessoas, apesar de diferentes, estão ligadas e unidas na formação de um todo. Este é o propósito da Marcha da Graça 2018. Muita cor, luz e alegria, aliando tradição e inovação. Esperamos que seja do agrado de todos!
MADRINHA: Carla Andrino 
PADRINHO: Mário Rui 


MARCHA DO LUMIAR 
TEMA: Lumiar em Azulejo – Peça do Mosaico que É Lisboa 

Desde a antiguidade, o azulejo tem sido, para além de funcional, um elemento ímpar de expressão artística. Herança da cultura árabe (az-zulaich), o azulejo, especialmente a partir do séc. XVI, desempenha um papel de relevo na arquitetura portuguesa, com particular incidência na nossa cidade de Lisboa. Apesar de, no início, estar mais presente na arquitetura religiosa, bem como nas quintas e palacetes, paulatinamente começou a aparecer nos mais diversos espaços, sejam eles públicos ou privados, sumptuosos ou modestos. Sendo um território no qual, desde tempos remotos, conviveram a nobreza (nas suas quintas e palácios de veraneio), o clero (nas diversas igrejas, conventos e ermidas ali instalados), e o povo (que nas suas habitações, por modestas que fossem, não dispensava um painel representando uma divindade que oferecesse proteção àquele lar), o Lumiar é titular de um riquíssimo património azulejar, que apesar das inúmeras vicissitudes urbanísticas foi sendo possível conservar e registar. Evidencia-se, nesta matéria, a conceção estética da Quinta dos Azulejos, no Paço do Lumiar e, no domínio religioso, as igrejas de S. João Baptista, de N.ª Sr.ª do Carmo e a Ermida de S. Sebastião. Mais recentemente, o Mercado Municipal e as 4 estações de metropolitano no Lumiar representam novas apostas na utilização deste elemento decorativo, que continua a marcar a arquitetura contemporânea e assim a vivência daqueles que interagem com o território. A Marcha do Lumiar 2018 irá retratar esse elemento, numa fantasia alegre, dinâmica e plena de cor, para dar a conhecer aquilo que de melhor esta zona da cidade tem para oferecer.
MADRINHA: Alexandra 
PADRINHO: Paulo Matos 


MARCHA DA MADRAGOA 
TEMA: Quando o Sol Beija a Lua, Madragoa Sai à Rua 

Desde a origem dos tempos, o Homem desenvolveu um enorme fascínio pelo eclipse. Em todas a culturas conhecidas existem lendas e mitos relacionados a este acontecimento. A partir deste tema, a Marcha da Madragoa apresenta, em 2018, uma alegoria sobre o eclipse, traçando um paralelo entre o "encontro" de dois astros, o Sol e a Lua, com o encontro de duas pessoas que se amam, a Varina e o Pescador. A Varina, enamorada do Pescador, apregoa o seu peixe durante o dia e, na ausência do seu amado, tem como único conforto o Sol, que lhe aquece a pele e lhe ilumina a tristeza. O Pescador, que sai para a faina durante a noite, encontra na Lua a luz que lhe lembra a sua amada e que o ajuda a enfrentar as adversidades da sua labuta. Parece, assim, que os dois "vivem afastados e destinados a não se cruzar (…)". Mas tudo muda, de tempos a tempos, com encontros esporádicos, em que este amor é fortalecido em dias de festa. Não existe acontecimento mais mágico que o encontro de duas almas que se amam e é na noite de Santo António que poderemos presenciar este eclipse e ver o amor evoluir. No decorrer da Marcha da Madragoa 2018, seja em coreografia ou cenografia, está indicado o crescimento deste amor. Com elementos cenográficos, figurinos e letras, todos pensados ao pormenor, carregados de simbologia e quase mágicos. "E finalmente, feliz contente, a nossa gente, sai à rua (…) ".
MADRINHA: Teresa Guilherme 
PADRINHO: Pedro Barroso 


MARCHA DE MARVILA 
TEMA: Perfume de Santo António 

Marvila, bairro tão antigo quanto a própria nacionalidade e que hoje vive momentos de profunda renovação, rumo a uma modernidade que quer ver preservados o cuidado e o carinho pelo passado, quis este ano na sua Marcha homenagear os perfumes seculares tão nossos e tão presentes nas Festas de Lisboa. Santo António não foi com certeza perfumista, mas é certamente o inspirador destes cheiros, destes aromas, que tornam a nossa cidade tão diferente de todas as outras e que lhe dão este encanto único no mundo. É o tempo dos cravos e manjericos que alimentam namoros e casamentos de Santo António. É o tempo da gastronomia com cheirinho a salsa e a hortelã ou do rosmaninho nos adros das igrejas. É também o tempo dos arraiais, com o cheiro das sardinhas e dos pimentos assados, do vinho aroma de canela que nos alegram as noites durante o mês dee djuan hsoa.n Ngoria n ocsosmo arraial, no pavilhão ou na avenida.
MADRINHA: Carla Matadinho 
PADRINHO: Chakall 


MARCHA DA MOURARIA 
TEMA: Mouraria, a Tourada É o Teu Fado 

Numa altura em que as nossas mais profundas tradições estão cada vez mais ameaçadas por ideias puritanas vindas do exterior e que começam a ter algum eco cá dentro, veio ao pensamento abordar este ano, uma faceta da nossa raiz cultural que é a ligação íntima que existe, desde longa data, entre o Fado e a Festa de Touros. No séc. XIX, por exemplo, o fado era cantado fora de portas, em tabernas de frequência duvidosa, depois das Esperas de Touros, e o povo confundia-se com a fidalguia, numa manifestação de convivência democrática. Exemplo perfeito desta simbiose, foi a ligação de D. Francisco de Paula de Portugal e Castro, 13.° Conde de Vimioso e exímio guitarrista a Maria Severa Onofriana, a célebre cantadeira, ainda hoje símbolo imortal do fado dessa época, (ambos filhos da Mouraria). Ao Conde de Vimioso poderemos atribuir a autoria moral do fado ter transposto as portas das tabernas e ter entrado nos salões aristocráticos, algo que, sem dúvida, o valorizou substancialmente, dando-lhe um estatuto social mais importante. Muitas eram as letras de fados que faziam alusão a festas de touros, desde os tempos do Rei D. Miguel, grande aficionado e igualmente amante da boémia, que ao tempo lhe estava associada. Por tudo isto, este ano a grande Marcha da Mouraria levará a Tourada É o Teu Fado". As mulheres vestidas de sever aos ,t ecmoma:p "lMetoaumraerniate, em estilo livre e eles de toureiros. O arco teve como fonte de inspiração elementos do fado e da tourada, sendo o corpo central marcado por folhas e flores, envolvendo um touro, não esquecendo os candeeiros da cidade, que tão bem representam o fado. Numa Mouraria que prima por tradições, não esquecendo a modernidade, numa noite cheia de raça e gajé.
MADRINHA: Adriana Lua 
PADRINHO: Ricardo Velho 


MARCHA DOS OLIVAIS 
TEMA: Do Arraial à Sardinha, É um Orgulho Ser Alfacinha 

A Marcha dos Olivais vem, neste ano de 2018, exaltar o orgulho de ser alfacinha. Lisboa é hoje uma cidade visitada por turistas de todo o mundo que por ela se apaixonam. Quem tem a sorte de nos visitar no mês de junho, encontra uma cidade em festa, com arraiais, perfume de manjerico, sardinhas e marchas populares. Por tudo isto no figurino, os nossos elementos masculinos apresentam-se vestidos de Sr. Arraial sendo os elementos femininos a rainha das festas populares, “a bela sardinha”. Nos arcos damos destaque à riqueza arquitetónica da cidade, usando os monumentos para escrever a palavra LISBOA - Torre de Belém (L), Elevador de Santa Justa (I), o (S) usando a Calçada Portuguesa, o Padrão dos Descobrimentos (B), a Rosa dos Ventos (O) e o majestoso Arco Triunfal da Rua Augusta (A). Nas letras afirmamos o orgulho de pertencer a esta cidade única. Somos alfacinhas, sim, com muito orgulho!!!
MADRINHA: Isabel Angelino 
PADRINHO: Paulo Battista 


MARCHA DA PENHA DE FRANÇA 
TEMA: Penha de França Apregoa “Lisboa Está na Moda” 

Apregoar a Penha de França a Lisboa, com os seus pregões populares, numa cidade mais cosmopolita e virada para o mundo, transporta-nos para o futuro da nossa cidade. É a Lisboa turística, dos pregões digitais e dos likes. É a Lisboa cosmopolita e está na moda. É a Lisboa alfacinha, que é a de todos nós! Esta é a nossa "Canção de Lisboa" e nós gostamos disso. "Ó Evaristo? Anda cá ver isto?” Dá um like ao Santo António!  Partimos assim numa viagem ao imaginário de mostrar Lisboa ao mundo e do orgulho de viver numa cidade cada vez mais visitada e reconhecida.
MADRINHA: Salomé Caldeira 
PADRINHO: Rui Andrade 


MARCHA DE SANTA ENGRÁCIA 
TEMA: Santa Engrácia Homenageia Lisboa 

“Santa Engrácia Homenageia Lisboa” é um tema que, em 2018, vai dignificar a freguesia de São Vicente e a turística cidade de Lisboa, num ano em que o tema principal de Lisboa tem a ver com o filme “A Canção de Lisboa” e com grande atores como Vasco Santana, Beatriz Costa, António Silva, entre muitos outros. São estas figuras de Lisboa que vamos tentar recordar este ano na Marcha de Santa Engrácia, com um guarda-roupa, bem a condizer, e tentando inovar nos arcos, nunca esquecendo que Lisboa é, e será sempre, passado, presente e futuro. Santa Engrácia vai demonstrar que é um dos pólos de atração desta cidade, já que é um dos locais a que mais chegam os turistas que entram em Lisboa vindos do mar, como se voltássemos às descobertas e à era dos marinheiros.  MADRINHA: Maria João Gama 
PADRINHO: Pedro Silva 


MARCHA DE SÃO DOMINGOS DE BENFICA 
TEMA: O Amor Vai à Fonte 

A Marcha de São Domingos de Benfica tem como tema central as fontes de São Domingos, onde em tempos distantes as moças vinham à água e aproveitavam para trocar dois dedos de conversas com os rapazes que por lá estavam e assim tentarem a sua sorte. Muitos amores nasceram, muitos namoros se fizeram nestas fontes e assim faz todo o sentido dizer-se que “O Amor Vai à Fonte”. O nosso elemento-surpresa será a recriação de uma fonte para podermos recriar estas idas à fonte, onde as mulheres levavam a sua bilha para encher de água. Nos recantos da nossa freguesia, encontramos uma das nossas maiores riquezas, os azulejos portugueses. Foi sobre os azulejos que nos baseámos para criar o figurino da nossa marcha. A riqueza dos nossos azulejos foge das cores tradicionais (branco e azul), misturando cores tão tradicionais da nossa freguesia: o azul, vermelho, amarelo e branco.
MADRINHA: Sofia Nicholson 
PADRINHO: Rui Luís Brás 


MARCHA DE SÃO VICENTE 
TEMA: Alcachofra e Manjerico, São Vicente num Namorico 

Lisboa, cidade moderna e cosmopolita, não perdeu as memórias e tradições do passado. Histórias de um povo à época em que partilhava os costumes populares mais tradicionais. Junho é o mês das festas e tradições e por isso esta é a época do ano em que as festas dos santos populares trazem uma nova alma a esta cidade alfacinha, com vivências do passado recente e das suas memórias. Lisboa, apesar de moderna e cosmopolita, não perdeu as memórias e tradições do passado. Dentro das tradições mais antigas, encontramos o emblemático manjerico, planta aromática que servia para enlaçar os pares de namorados ou simplesmente criar novas amizades. Um versinho no topo, em bandeirola de papel, servia para adornar a oferta dos namorados sedentos e sempre na esperança dum milagre dos santos. A alcachofra, fruto de cardo manso, era, para as donzelas que desejavam noivar, a planta preferida para o ritual mágico da queima. No dia seguinte, se a planta renascesse das cinzas, era certo e sabido (segundo reza a tradição), que o noivado se realizava. E foi assim que surgiu o tema de 2018, onde o manjerico e a alcachofra, representando os géneros masculino e feminino, enleados num namorico atrevido, são o tema da Marcha de São Vicente.
MADRINHA: Melânia Gomes 
PADRINHO: Jorge Mourato



[PARTE 1 AQUI]
[LISTA DE MADRINHAS E PADRINHOS AQUI



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Fonte: CM LISBOA, EGEAC, ESCPORTUGAL / Imagem: Google 

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