[ESPECIAL] Portugal: Conheça o percurso dos compositores e intérpretes do Festival da Canção 2018 (Parte 1)


A RTP anunciou ontem em conferência de imprensa o nome dos intérpretes que irão defender as composições a concurso na edição deste ano do Festival da Canção. Uma destas equipas irá defender o título alcançado por Salvador Sobral e Luísa Sobral em Kiev, no dia 12 de maio, no Altice Arena, em Lisboa. Fique a conhecê-los.

O ESC Portugal marcou presença na conferência de imprensa que teve lugar ontem no Hub Criativo do Beato, em Lisboa. Com o objetivo de dar a conhecer aos nossos leitores um pequeno resumo do percurso de cada um dos intervenientes do Festival da Canção deste ano, inicia-se agora uma série de 4 artigos, começando com 6 equipas que irão competir na 1.ª Semifinal, a ter lugar no Estúdio 1 da RTP no dia 18 de fevereiro.

Compositor: Júlio Resende
Intérprete: Catarina Miranda (Emmy Curl)
Canção: Para Sorrir Não Preciso de Nada

Júlio Resende é natural de Faro, onde começa a tocar piano com apenas 4 anos de idade, prosseguindo posteriormente a sua formação musical no Conservatório onde se formou em música clássica. Insatisfeito com a impossibilidade de improvisar em peças musicais, virou-se para um percurso mais ligado ao Jazz, participando em vários workshops, onde trabalhou com alguns dos melhores mestres do Hot Clube, New School for Jazz and Contemporary Music, Barklee College of Music e a Bill Evans Academy, tudo durante o tempo em que passou na Université de Saint Denis, em Paris. Atualmente é professor de Piano-Jazz na Universidade de Aveiro no âmbito do Mestrado em Música-Jazz. É parte integrante da banda que acompanha Salvador Sobral nos seus espetáculos, sendo um dos grandes impulsionadores do projeto Alexander Search, o heterónimo adotado por Salvador Sobral para este projeto musical.


Catarina Miranda, artisticamente mais conhecida pelo nome Emmy Curl, nasceu em 1990 em Trás-os-Montes. Cresceu num ambiente criativo que a permitiu desenvolver várias competências artísticas tais como a pintura, fotografia, teatro e, claro, a música. A sua sonoridade poderá ser definida como Dream Pop, uma interpretação suave suportada por vozes secundárias envolventes e melodias flutuantes. Canta habitualmente em inglês, algo que não irá acontecer no Festival da Canção 2018.




Compositor: Benjamim
Intérprete: Joana Espadinha 
Canção: Zero a Zero

Luís Nunes, ou mais conhecido no meio artístico como Benjamim, começou o seu percurso musical em 2007 com o lançamento do seu primeiro EP - The Dogs Follow The Bull -  altura em que assinava  com o seu alter-ego Walter Benjamin. Foi em Londres, onde viveu durante 4 anos, que, curiosamente, redescobriu o prazer de escrever em português, regressando a Portugal em 2013 e passando a apresentar-se como Benjamim. Fixou-se no Alentejo, em Alvito, onde vive e compõe todo o seu material. Participou na edição de 2017 do Festival da Canção enquanto parte da banda que acompanhou Lena D'Água. 



Joana Espadinha estudou na Escola de Jazz de Villas-Boas - Hot Clube de Portugal. Em 2006, após terminada a sua licenciatura em Direito pela Universidade Nova de Lisboa, parte para a Holanda, onde se licenciou em Jazz pelo Conservatório de Amesterdão. Regressa a Portugal em 2010, contando com várias participações em trabalhos de outros artistas enquanto intérprete e letrista, sendo ainda professora de canto no curso de Jazz da Universidade de Évora e na Escola de Jazz de Villas-Boas - Hot Clube de Portugal, onde tinha sido aluna. Lançou o seu primeiro álbum em 2014, de nome Avesso.





Compositora: Rita Dias
Intérprete: Rita Dias 
Canção: Com Gosto Amigo

Rita Dias é cantora, compositora e poeta. Licenciada em Gestão, nasceu em Coimbra, mas reside atualmente em Lisboa e já viveu no Rio de Janeiro, no Brasil, por ocasião de um intercâmbio realizado no último ano da sua licenciatura na Fundação Getúlio Vargas. Foi no Brasil que Rita Dias sentiu o apelo para a música. No regresso, fixa-se em Lisboa, onde, juntamente com o seu ex-professor Filipe Almeida e atual parceiro de composição, iniciou-se no mundo da música. Em 2013 lançou o seu primeiro disco, intitulado Com Os Pés Na Terra.





Compositor: Janeiro
Intérprete: Janeiro 
Canção: (Sem título)

Henrique Janeiro, ou simplesmente Janeiro, é a escolha de Salvador Sobral para este Festival da Canção. Nascido em Coimbra, estudou Musicologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Já cantou múltiplas vezes com Salvador Sobral, tendo inclusive gravado um EP em conjunto intitulado de Tereza e Tomás em 2015, curiosamente misturado por outro concorrente desta edição, Benjamim. Começou a tocar aos 13 anos de idade nas escadas da sua casa porque, dizia, "era o sítio com melhor acústica". Atualmente está a trabalhar no seu primeiro álbum, cujo lançamento está previsto para este ano.





Compositor: José Cid 
Intérprete: José Cid & Gonçalo Tavares 
Canção: O Som da Guitarra É a Alma de Um Povo

José Cid é um nome incontornável da música portuguesa e que dispensa apresentações. Colecionador de vários sucessos ao longo dos seus mais de 50 anos de carreira, é responsável por muitas das canções que marcaram uma geração de portugueses e que, ainda hoje, são replicadas por gerações mais jovens. Participou no Festival da Canção pela primeira vez em 1968, tendo, a partir daí, concorrido inúmeras vezes enquanto intérprete, autor e compositor, vencendo por duas ocasiões: em 1980, enquanto intérprete e compositor com Um Grande, Grande Amor e, em 1998, enquanto compositor e parte-integrante da banda Alma Lusa, com Se Eu Te Pudesse Abraçar. A última vez que tinha estado presente no Festival da Canção foi em 2015 enquanto compositor da canção interpretada, precisamente, por Gonçalo Tavares.



Gonçalo Tavares iniciou o seu percurso musical na Banda Tribo, que ficou em 3.º lugar no Festival da Canção 1984. Estudou na Escola de Jazz do Porto. Em 1988 volta a participar no Festival da Canção enquanto José Gonçalo com a canção Cai Neve Em Nova Iorque. Em 2010 volta a participar no Festival da Canção com a canção Rios, da sua autoria, e classifica-se em 9.º lugar na Final do Campo Pequeno. Regressa ao Festival da Canção em 2015 com o tema Tu Tens Uma Mágica, composta juntamente com o seu tio, José Cid, classificando-se em 3.º lugar.





Compositora: Mallu Magalhães
Intérprete: Beatriz Pessoa
Canção: Eu Te Amo

Maria Luiza Magalhães, conhecida artisticamente como Mallu Magalhães, é uma das representantes do espaço lusófono deste Festival da Canção, neste caso do Brasil. Nasceu em São Paulo em 1992, mas mora em Lisboa desde 2013. Começou a sua carreira artística em 2008, mas já compunha as suas canções desde os 12 anos de idade. Em 2007, com apenas 15 anos, juntou dinheiro suficiente para gravar algumas das suas canções, tendo, posteriormente, as disponibilizado na internet, na conhecida plataforma My Space, tendo assim sido catapultada para o grande público. Conta já com 4 álbuns e mais de 15 singles editados. Foi nomeada 10 vezes para os prémios da MTV Video Music Brasil e 2  vezes para o prestigiado Grammy Latino.



Beatriz Pessoa lançou-se no mundo da música de forma oficial em 2016. O lançamento do seu primeiro EP, Insects, aconteceu um ano depois. De registo jovial e intimista, apresenta no seu trabalho influências do jazz e do pop, como é o caso do seu tema You Know, que integrou a compilação de Novos Talentos FNAC 2017.


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Fonte: ESC Portugal / Imagens: ESC Portugal, Google / Vídeos: Youtube

6 comentários:

  1. Anónimo22:05

    Seria uma maravilha se "Eu Te Amo" tivesse a sonoridade do Pitanga, terceiro album de Mallu. Estou ansioso pela musica, Mallu nunca decepciona.

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  2. Anónimo23:19

    Muito promissora esta semi-final! Júlio Resende /Emmy Curl e Mallu Magalhães / Beatriz Pessoa <3

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    1. Anónimo17:55

      Essas são também as duas em que deposito maiores expectativas!

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  3. Anónimo00:11

    É obvio se a Lena D'Agua foi dada um lugar com aquela cação, o Jose Cid tambem la via estar com qualquere coisa.

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  4. Anónimo02:09

    Grande expectativa pela Catarina Miranda e Júlio Resende ^^

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  5. É incrível a quantidade de bons cantores com projectos artísticos que andam pela net, com vídeos bastante bem conseguidos... e dos quais nunca ouvimos falar! Cada vez mais adoro este novo conceito de Festival: completamente aberto a nível artístico, sem pressões de fazer pop formatado, e uma montra para novos talentos. Acho apenas que o sistema de votação deveria ser re-pensado, pode ser penoso para alguns levarem 1 ponto ou ficarem em último lugar. Por mim diziam-se apenas os 4 ou 5 primeiros e o reto ficava disponível na net para interessados.
    Mas aguardo com grande expectativa o FC, possivelmente alguns vão ser tiros ao lado, mas mesmo assim...

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