Portugal: Intérpretes do Festival da Canção 2018 anunciados a 18 de janeiro

Os intérpretes do Festival da Canção 2018 serão anunciados a 18 de janeiro, um mês antes da realização da primeira semifinal do concurso.


Será a 18 de janeiro que ficaremos a conhecer os cantores que participarão no Festival da Canção de 2018. A novidade foi avançada pela RTP em entrevista ao Diário de Notícias publicada há pouco. O anúncio irá  acontecer um mês antes da realização da primeira semifinal da final nacional portuguesa.

Este ano, à semelhança de 2017, a curadoria musical foi entregue a Nuno Galopim, crítico musical, e ao locutor de rádio Henrique Amaro. Foram estes que endereçaram convites a 22 músicos para comporem um tema para o Festival da Canção. Três outros compositores foram encontrados a partir de um concurso que decorreu na Antena 1. O 26.º convite ficou nas mãos do próprio Salvador Sobral, intérprete vencedor da edição passada.

A mudança no modo de funcionamento, e eleição da canção que representa o país na Eurovisão, tem chamado a atenção de outros países, nota Gonçalo Madail, diretor da RTP. Nuno Galopim explica a ideia: "É importante que a canção que representa Portugal seja um reflexo da boa música que se está a fazer entre nós e não uma canção fabricada com o objetivo de ir à Eurovisão, porque aí estamos automaticamente a pensar numa receita e não na música com que lidamos todos os dias." Em resumo, se há fórmula é não ter fórmula. "Se levarmos à Eurovisão os discos e os cantores que ouvimos na rádio e vemos nos palcos, estamos a mostrar o melhor de nós e se mostrarmos o melhor de nós estamos a fazer um favor à música portuguesa", defende.

A pedrada no charco que foi "Amar Pelos Dois" tem, afinal, explicação e Nuno Galopim condensa-a nesta frase: "Ir à Eurovisão não é o objetivo, é a consequência disto." Por outras palavras, é também objetivo do Festival da Canção mostrar o melhor da música portuguesa de hoje. Em 2016, foi preciso introduzir estes dados no concurso. "As pessoas ficaram muito chateadas há um ano quando dissemos que não queríamos uma canção fabricada para a Eurovisão. Não existe a canção fabricada para a Eurovisão, isso é um mito." A tese de Nuno Galopim confirma-se na história no certame. "Tanto ganharam a Eurovisão, os Lordi que é hard rock, como ganhou Amar pelos Dois que é uma balada de sabor vintage, retro, uma coisa bonita. Não há um paradigma da canção da Eurovisão. A que souber fazer a diferença destaca-se."

Nuno Galopim lembra um dos pressupostos das mudanças de há um ano: levar algo que represente Portugal para uma das maiores montras mundiais da música. "Isto tem que ver com a música que se faz entre nós. Há várias formas que estão a nascer na música contemporânea portuguesa. Entre os espaços mais borbulhantes de criatividade está o dos cantautores e o do jazz. Esta canção une os dois. Temos aqui uma grande cantautora e o Salvador é um dos melhores do jazz. Levamos duas das melhores famílias da música portuguesa, unidas numa só canção, ainda por cima numa só família", diz, referindo-se aos irmãos Sobral.

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Fonte: DN / Imagem: RTP

17 comentários:

  1. Anónimo01:08

    Já eu rezo para que no meio de tanta música tenha uma boa música ...

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  2. Anónimo01:13

    Estão à espera que caia um Salvador Sobral 2 outra vez... só ganharam porque tiveram a sorte dos Sobral aparecerem!! Esse discurso vai fazer com que nem passemos à final durante LARGOS anos... vamos voltar ao tédio

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    1. Anónimo02:38

      Já estava a estranhar o desaparecimento dos futurologistas... LOL

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    2. Anónimo11:21

      “LOL” já não se usa meu caro

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    3. Tinha de aparecer um velho do Restelo ali com o anónimo das 01:13. Quando usámos o método Eurovisivo nem sequer passámos à final, e quando usamos um método mais coerente e ganhamos, os velhos do restelo querem é voltar ao método Eurovisivo. que confusão de ideias por aí anda!!

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    4. Anónimo15:31

      Velho do Restelo é a sua cara

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    5. Rui F00:37

      Tem razão Nuno Sá. Creio que o Anónimo da 01:13 é o típico pessimista-eurovisivo-botabaixista. Perfil muito comum.

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    6. Anónimo22:03

      Sim é verdade, o grandes sobrais.... A Luisa Sobral foi a grande pensante que viveu o sonho e amou por todos... Ela sim pensou na eurovision na emoção, na escrita na mensagem da cançao. Tem sim um grande formula: Carisma/performance, letra/mensagem e por fim cançao de qualidade ou impacto.

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  3. Pode ser que daqui em diante se termine (ou amenize, vá) com um dos comentários mais irritantes na escolha da canção: ah e tal, isto não é festivaleiro. Um dos maiores mitos que se criou neste país em torno da Eurovisão.

    Salvador e Luísa não há ao pontapé. Mas que se siga no bom caminho. Há boa música. Há música mediana. Há música muito má. Há pérolas como a que levámos. Música festivaleira não existe.

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  4. DON'T WALK AWAY è que devia ter representado portugal (ironia)

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  5. Anónimo02:34

    quero tanto que diogo piçarra cante a sua propria cançao!!

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  6. Anónimo03:28

    Estou com as expectativas na Mallu Magalhães, Júlio Resende, Isaura e Bruno Cardoso (AKA Xinobi).
    Espero que o Bruno Cardoso traga a voz do "Far Away Place" por acaso a cantora esteve no FC 2017 assim só para o SURPRISE

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    1. Rui Ramos17:39

      Quem 'e?

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    2. Anónimo19:03

      Margarida Falcão das Golden Slumbers e também tem outro projecto Vaarwell.

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  7. Anónimo08:12

    Yeeeeehhh =)) vamos a isso! Vai haver muita qualidade nas escolhas de cada país. A maioria estão focados no melhor que teem para mostrar. E quanto aos nossos cantores ,boa sorte e bom trabalho

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  8. Rui Ramos17:06

    Espero que o FC2018 suplante o FC2010 que foi o melhor deste seculo

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  9. Anónimo17:37

    Expectativa muito grande na Mallu, ela é tão fresca e inovadora, suas composições são ótimas e nada antiquadas, ela deixa claro que boa musica e modernidade andam juntas sim.

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