O músico João Balula Cid, de 59 anos de idade, morreu na madrugada desta terça-feira num hospital em Lisboa, vítima de cancro. Foi compositor e orquestrador da canção "Saudade que eu sou", interpretada por Carlos Coincas no Festival da Canção de 1998.


Figura conhecida de prestações em programas televisivos, Balula Cid foi homenageado, em março do ano passado, pelos 40 anos de carreira na Academia Almadense, em Almada, num espetáculo em que participaram mais de 40 artistas. Faleceu esta madrugada, aos 59 anos de idade, vítima de cancro.

João Balula Cid iniciou os seus estudos musicais com Cândida Mota Pereira, no Colégio Moderno, em Lisboa, e Jaime Silva, já no Colégio Militar. Mais tarde, teve como professores a compositora e pedagoga Francine Benoît, na Academia de Amadores de Música, em 1975, e, depois, Leonor Leitão, no Conservatório Nacional. Balula Cid frequentou o Real Conservatório de Música, em Toronto, no Canadá, e em 1980 a Universidade de Montclair, em Nova Jérsia, nos Estados Unidos da América, onde fez parte da classe de Edmund Battersby. Depois de terminar o curso de piano, já como bolseiro da Mary and William Shrieve Foundation of America, foi admitido na Columbia University, em Nova Iorque, onde obteve o grau de “Master of Fine Arts in Arts Administration”.

Na sua carreira, o pianista participou nos álbuns “Tributo a José Afonso”, com Victor Almeida e Silva, e "Canções da República”, com o tenor Carlos Guilherme. Como concertista, atuou em Portugal, Canadá, EUA, México, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Itália, Suécia, Noruega, Inglaterra, Rússia, Cazaquistão, China, Timor-Leste, Austrália e Alemanha, onde, entre 1991 e 1992, foi diretor musical e pianista no Hotel Kempinski em Berlim. Em dezembro de 1997 produziu e editou o seu primeiro CD como pianista solista, “On Broadway”.Foi também  pianista e diretor musical de “A Outra Face da Lua”, na RTP 2, com apresentação de Júlio Isidro. Em 1998 participou no Festival da Canção, como compositor e orquestrador da canção Saudade que eu sou, interpretada por Carlos Évora (mais tarde Carlos Coincas), com letra de José Fanha. Classificou-se em 5.º lugar.

À família enlutada, os sentimentos da equipa do ESCPORTUGAL. 


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Fonte: TVI, ESCPORTUGAL / Imagem: GOOGLE

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