Manuela Maria, Eunice Muñoz, Ruy de Carvalho, João d’Ávila. Quatro incontornáveis mestres do teatro português protagonizam a peça “As árvores morrem de pé”, mais uma grande produção de Filipe La Féria. O ESCPORTUGAL esteve no Teatro Politeama, em Lisboa.


"Morta por dentro, mas de pé como as árvores" é a frase que ainda ecoa no imaginário do Teatro em Portugal, designadamente nas noites de teatro emitidas nos anos 60 do século passado pela RTP. A frase pertence ao clássico texto do dramaturgo espanhol Alejandro Casona e é dita no final da peça “As árvores morrem de pé”, protagonizada à época pela lendária atriz Palmira Bastos. Esta foi, precisamente, a última peça com que Palmira Bastos apareceu nos ecrãs de televisão, considerada uma das suas melhores atuações de sempre.


50 anos depois, a peça volta a cena por iniciativa de quem a viu e se fascinou: Filipe La Féria. O elenco é de peso: a sessão à qual assistimos foi protagonizada por Manuela Maria e Ruy de Carvalho, que alternam com Eunice Muñoz e João d’Ávila. O restante elenco é formado por Carlos Paulo, Maria João Abreu, Hugo Rendas, Ricardo Castro, Rosa Areia, João Duarte Costa, Patrícia Resende e os jovens atores João Sá Coelho, Pedro Goulão e Francisco Magalhães. De destacar também a participação destacada de Paula Fonseca, atriz e cantora que conhecemos no Festival da Canção 1985 como membro do grupo Aguarela, do qual também fazia parte Wanda Stuart e Manuel Loureiro.


Tudo começa numa organização clandestina que ajuda as pessoas a serem felizes. Um velho senhor chega um dia ao escritório dessa estranha organização com um pedido surpreendente: o seu neto tornou-se um perigoso delinquente, mas ele quer esconder a verdade à sua mulher. Ao longo de vários anos enganou-a escrevendo-lhe cartas fictícias, supostamente do neto, criando a imagem de um famoso arquiteto que vivia no estrangeiro. Um dia, o verdadeiro neto envia um telegrama anunciando a sua chegada. Porém, o navio em que viajava sofre um naufrágio e todos os passageiros morrem. O velho senhor propõe então à organização que coloque em sua casa um casal fingindo ser o neto e a sua mulher para tornar real a ilusão da avó…

A partir daí as cenas desenrolam-se. São 90 minutos onde não faltam os momentos de emoção, de surpresa, de reflexão, mas também de humor.


Como alguém do público dizia no final, “não esperava rir como ri, chorar como chorei”. Pela brilhante adaptação, pelo elenco de luxo, pela deslumbrante montagem e figurinos, aconselhamos a ver. O teatro tem de ser visto e sentido in loco. A prova de que um texto, que até podia ser um pouco datado, resiste ao tempo pelo talento dos seus intérpretes e pela oportunidade da mensagem. Uma peça que nos faz rir e refletir...

O nosso aplauso de pé.

A peça pode ser vista de quinta-feira a sábado, às 21h30. Sábado e domingo, com matiné às 17h00.











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Fonte: ESCPORTUGAL / imagemESCPORTUGAL

4 comentário(s):

  1. Rui Ramos00:25

    Filipe La Féria constroi peças e musicais de excelencia.

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  2. Anónimo08:34

    Os 4 protagonistas tem todos mais de 80 anos de idade. Incrível como ainda estão no activo e sendo uma rwfrencia como sao para todos nós.

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  3. Conceição Cardoso19:42

    Fui ver a peça e adorei. Nunca pensei rir e chorar tanto ao mesmo tempo. O Ruy de Carvalho é um SENHOR e a Manuela Maria emociona qualquer um.

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  4. Cristina Marques18:32

    Fui ver ontem a peça. Muito linda. Obrigada a todos.

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