A alteração do sistema de votação foi uma das grandes novidades da última temporada eurovisiva! Contudo, o que teria mudado no Festival da Eurovisão 2016 se essa alteração não tivesse sido imposta? 

Apontada como a maior mudança no sistema nos últimos quarenta anos, o novo modelo de votação do Festival da Eurovisão, implementado este ano pela EBU/UER e pela SVT, teve como principal objetivo aumentar o suspense na hora da revelação dos resultados (algo que foi verdadeiramente cumprido). Contudo, quais teriam sido os resultados do concurso se o sistema não tivesse sido implementado? Quais seriam os mais beneficiados? E os mais prejudicados? Saiba tudo de seguida:

Semifinal 1
Apesar do lote de finalistas não se alterar, a classificação dos dezoito países a concurso na primeira semifinal do Festival da Eurovisão iria sofrer algumas alterações com o anterior sistema de votação. A Rússia continuaria na liderança da semifinal, sendo seguida da Arménia. Contudo, Malta iria perder o terceiro lugar para a Holanda, descendo para o quinto lugar da geral, enquanto que a candidatura holandesa iria conquistar o último lugar do pódio. Ainda no campo dos apurados, Chipre e República Checa, 8.º e 9.º classificados no atual sistema, respetivamente, iriam trocar de posições com o antigo sistema de votação.

No entanto, as grandes mudanças aconteceriam entre os país não qualificados: a Bósnia-Herzegovina continuaria a ser o país mais próximo do apuramento, enquanto que São Marino e Montenegro, 12.º e 13.º classificados, respetivamente, desceriam vertiginosamente na tabela classificativa. Serhat perderia três posições, passando a ocupar a 15.ª posição, enquanto que o grupo Highway passaria a ocupar a última posição da eliminatória, descendo cinco posições. A Grécia, por sua vez, iria ser o país mais beneficiado com a mudança, subindo quatro posições até ao 12.º lugar, enquanto que a Islândia, Finlândia, Moldávia e Estónia iriam subir uma posição.




Semifinal 2
Tal como na primeira semifinal, a alteração do sistema de votação não iria mudar o lote de finalistas da semifinal 2 do Festival da Eurovisão 2016. De entre o lote de apurados, Lituânia, Polónia e Israel, 4.º, 6.º e 7.º classificados, respetivamente, iriam perder uma posição com a mudança no sistema, enquanto que a Bulgária ascenderia ao 4.º lugar e a Letónia seria a maior beneficiária da alteração, subindo 2 posições na tabela classificativa. 

De entre os não finalistas, a única alteração seria com a Irlanda e a Albânia: os dois países continuariam separados por um ponto, mas, com a mudança do sistema, o país balcânico teria vantagem sobre o recordista do Festival da Eurovisão.



Grande Final
Ao contrário do que aconteceu nas semifinais, a mudança no sistema de votação alterou o rumo da história do Festival da Eurovisão! A Austrália, segunda classificada no atual sistema, teria sido a vencedor do concurso, com uma diferença de 41 pontos da real vencedora, a Ucrânia. Rússia e Bulgária manteriam as suas posições, enquanto que o top5 seria encerrado pela França que roubaria o lugar à Suécia.

Contudo, os grandes beneficiários desta mudança foram Polónia e Malta, 8.º e 12.º classificados, respetivamente. No anterior sistema de votação, a candidatura polaca desceria 11 posições, terminando no 19.ª lugar, enquanto que Ira Losco deteria a maior descida da análise - 12 lugares - terminando na 24.ª posição da tabela classificativa, com apenas 18 pontos. Também Israel, décimo-quarto classificado, iria seria prejudicado com o anterior sistema, descendo sete posições, enquanto que a República Checa seria ultrapassada pela Alemanha e terminaria na última posição.

Por outro lado, a Hungria foi a maior prejudicada pela mudança, visto que no anterior sistema obteria o 14.º posto, mais cinco posições do que foi alcançado em Estocolmo, algo que também aconteceu à Letónia, com quatro lugares, e a Itália, Sérvia, Geórgia e Chipre, que iriam subir três posições. A Holanda iria entrar no top10 da edição, subindo uma classificação, algo comum também à Lituânia, Bélgica, Áustria e Azerbaijão.



Lembre-se que, em fevereiro passado, analisámos qual seria o efeito do novo sistema de votação nas últimas participações portuguesas no concurso, como pode aceder AQUI.

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Fonte/Imagem: ESCPORTUGAL

5 comentário(s):

  1. Anónimo18:59

    Muito bom trabalho: profissional e... paciente. Um aspeto curioso (e, para mim, algo chocante) é que, segundo o "site" eurovision.tv houve (e realmente houve) televoto em S. Marino, depois anulado (na semifinal e na final), e que os votos do júri foram ajustados aos dos outros júris (o inglês é algo "macarrónico"...). Muito obrigado pelo interessante artigo.

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  2. Anónimo19:36

    Portugal só tem a ganhar com este novo sistema , rtp está na hora de acordares para a virar apostares em grande

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  3. Anónimo21:29

    Tinha a expectativa que o ESC Portugal fizesse isto, mas nunca pensei que fizessem mesmo. Obrigado.

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  4. Anónimo22:42

    então eu tenho razão quando digo que este sistema é uma grande treta , pois se fosse o antigo ganhava a melhor !!!! Austrália ..... isto vai começar a ser uma palhaçada .....

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  5. EXCELENTE trabalho. Muito interessante constatar as mudanças que ocorreram (para mim, algumas positivas - caso da Polónia e Israel - e outras negativas - caso de Malta, Letónia e Hungria, p.ex.).

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