[ZONA DE DISCOS #111] Anna Vissi - "Ηλιοτρόπια" / "Iliotrópia"

Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. 
Esta semana, a análise recai no mais recente disco de Anna Vissi.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.

Lançamento: 03 de junho de 2019
Nota: 4/10
Recentemente, a propósito do 50º aniversário de PJ Harvey, Isilda Sanches escreveu para o “Observador” um belíssimo texto no qual dá conta de um novo e inspirador movimento caracterizado por mulheres que conseguem manter-se relevantes na indústria da música depois de terem cumprido 50 primaveras. Jennifer Lopez, Madonna, Björk, Kim Gordon e Patti Smith foram alguns dos nomes citados. Se redigíssemos um texto a partir do mesmo pressuposto, mas adaptado à realidade eurovisiva, o nome Anna Vissi teria necessariamente de constar de tal ode.
Anna Vissi, aos 61 anos, lança o seu 26º álbum de estúdio, “Iliotrópia”, e uma vez mais consegue fazer mossa na tabela de vendas, registando neste preciso momento o #3 na lista de álbuns mais vendidos no seu pais, contabilizando já 13 semanas na tabela com um pico no #1. É um feito notável numa carreira que não se limita a colecionar lançamentos, mas sim que consegue transmitir um sinal de contemporaneidade sem parecer forçado ou até mesmo burlesco. Aliás, essa parece ser a grande incumbência de Anna Vissi ao longo de toda a sua carreira. O seu trabalho nunca denotou um carácter de rasgada criatividade ou o estabelecimento de novos parâmetros musicais. O desafio de Anna Vissi tem sido manter-se ao corrente das últimas exigências pop mainstream e com este “Iliotrópia” não há mudança de estratégia. Esta intenção está bem visível no tema-título e atual single. Pop dance do século XXI e com um vídeo feita a pensar em visualizações.
O álbum é assumidamente pop e, como um bom álbum pop, bebe inspiração de várias influências sonoras de modo a conferir-lhe heterogeneidade suficiente de modo a captar o máximo de público possível, indo, por isso, do dance ao raggae; de uma ligeira influência country à “tradicional” balada pop. “Iliotrópia” é pop, mas, de um modo geral, bastante orgânico, quase como se estivéssemos ouvindo um disco ao vivo, destacando-se nessa vertente “Η Συντέλεια Του Κόσμου” / “I Syntéleia Tou Kósmou” ou “Τα Χειρότερα” / “Ta Cheirótera”.
Se as características acima expressas parecem advento para um álbum empolgante, no seu todo, porém, funciona com um certo desencanto. Os temas parecem-nos excessivamente longos sem haver necessidade para tal. Para além disso, na sua maioria, as melodias não suficientemente cativantes, parecendo o típico prolongamento de temas em concertos ao vivo. Se num concerto funciona bem, numa gravação de estúdio pop não nos parece eficaz, nem convidativo a uma segunda escuta.
No campo das recomendações, a balada “Δηλαδή” / “Diladí” sobressai e o dueto com Giota Gianna também, “Όσοι Αγαπάνε Δεν Πεθαίνουνε” / “Ósoi Agapáne Den Pethaínoune”. Aliás, Giota Gianna também tinha direito a entrar no artigo de Isilda Sanches para o “Observador”. Oiçam, vejam, e entendam por quê.

Temas promocionais
" Ηλιοτρόπια” / “Iliotrópia”

Όσοι Αγαπάνε Δεν Πεθαίνουνε” / “Ósoi Agapáne Den Pethaínoune” ft. Giota Gianna


Μέσα Μου” (acoustic version) / “Mésa Mou” (Acoustic Version)

Temas destacados por Carlos Carvalho

“Ελεύθερη Πτώση” / “Eléftheri Ptósi” e “Δηλαδή” /” Diladí”

Alinhamento
Ηλιοτρόπια / Iliotrópia
Μετά Από Σένα Εσύ / Metá Apó Séna Esý
Φλεγόμενος Τροχός / Flegómenos Trochós
Μοναξιά / Monaxiá
Ελεύθερη Πτώση / Eléftheri Ptósi
Η Συντέλεια Του Κόσμου / I Syntéleia Tou Kósmou
Πες Μου Ναι / Pes Mou Nai
Τα Λεφτά / Ta Leftá
Τα Χειρότερα / Ta Cheirótera
Όσοι Αγαπάνε Δεν Πεθαίνουνε / Ósoi Agapáne Den Pethaínoune ft. Giota Gianna
Δηλαδή / Diladí
Μέσα Μου (Dance Version) / Mésa Mou (Dance version)
Θα 'Θελα Κάποιος Να Μ' Ερωτευτεί / Tha 'Thela Kápoios Na M' Erotefteí
Μαύρη Βροχή / Mávri Vrochí
Μέσα Μου (Acoustic Version) / Mésa Mou (Acoustic Version)

 

A ver

Anna Vissi talks to Christiana Aristotelous, Alpha Cyprus (04/09/2018) [fannatics.gr]

Pode ouvir o disco AQUI.

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Fonte: OPINIÃO CARLOS CARVALHO / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE

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