[ZONA DE DISCOS #103] Lena Katina - "Mono"

Todas as semanas no ESCPORTUGAL, a crítica aos álbuns editados por artistas que participaram no concurso Eurovisão da Canção e/ou seleções nacionais ao longo dos anos. 
Esta semana, a análise recai no mais recente álbum da antiga t.A.T.u., Lena Katina.
O responsável da rubrica é Carlos Carvalho.

Lançamento: 26 de julho de 2019
Nota: 8,5/10
Ao longo de mais de 60 anos de Eurovisão, apenas um nome teve coragem de pisar o palco do maior concurso de música no Mundo no real apogeu do seu sucesso internacional: t.A.T.u., duo russo que, embora  alimentado por diversas polémicas, nunca descurou a parte musical (até Sting toca num dos seus álbuns). A nível interno, deambulando entre os estatutos de amigas/inimigas, o grupo chegou ao fim sem grandes surpresas (embora já se tenha reunido por várias vezes).
Após o termo das t.A.T.u., Lena e Julia seguiram caminhos musicais diferentes, demonstrando Lena grande empenho e trabalho contínuo de modo a vingar no mercado internacional. Após um parto difícil, “This is who I am” foi lançado em 2014, arriscando em várias linguagens de produção e apresentando-se com um tema de fazer inveja a bandas como Within Temptation, “Never Forget, dedicado a ….. Julia Volkova.
Julia Volkova volta a ser tema no novo álbum – “Posle nas” (#8) , mas “Mono” é diametralmente oposto a “This is who I am”. Primeiramente, a mais imediata dissemelhança reside no idioma, “Mono” é inteiramente cantado em russo. Mas as diferenças não se ficam por aqui. A nível sonoro, o novo álbum é mais coeso, entrando em comunhão com o pop electrónico muito em voga na Rússia. É diferente do pop ocidental sueco/americano? Afirmamos que sim, destacando uma aura misteriosa, não tão descaradamente previsível na parte melódica, afastando-o por definitivo de uma classificação pop bubblegum.
“Mono” resume o trabalho que Lena Katina tem vindo paulatinamente a demonstrar, uma espécie de resumo pós “This is who I am”, mais simples na ideologia, no conceito, simbolizando um regresso à Mãe Rússia, mas não liberto de infinitos pormenores que tornam este álbum particularmente apetecível, possibilitando a escavação de algumas camadas emocionais, não constituindo o idioma qualquer tipo de barreira.
Composto por um pequeno conjunto de canções, torna-se fácil destacar possíveis momentos altos, sendo o atual single “Startrek”(#5) imperdível, a par de “Blizhe” (#2). No campo visual, destacamos a recriação de “Andy Warhol eating a hamburger”, em “Macdonalds” (#7).
O segundo registo a solo de Lena Katina que, para já, foi lançado apenas a nível digital e numa edição especial em…. Cassete (!),  foi apresentado ao vivo em Moscovo e teve reflexos imediatos em várias tabelas de vendas no Itunes, destacando-se o #11 no México, #5 na Rússia e #1 na Estónia.

Temas promocionais

Стартрек (Official Lyric Video) // Startrek


Макдоналдс // Mcdonalds


После нас // Posle nas


Tema destacado por Carlos Carvalho

“Startrek” e “Blizhe”


Alinhamento
Моно // Mono
Ближе // Blizhe
Косы // Kosy
Куришь // Kurish'
Стартрек // Startrek
Мы танцуем // My tantsuyem
Макдоналдс // Mcdonalds
После нас // Posle nas

A ver

Lena Katina (t.A.T.u.) Live @ Arbat Street (Full Performance)


Pode ouvir o disco AQUI.

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Fonte: OPINIÃO CARLOS CARVALHO / Imagem: GOOGLE / Vídeo: YOUTUBE

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