[ESPECIAL] E se os Big 5 (e Israel) não votassem nas semifinais do Festival Eurovisão 2019?


Desde a instauração das semifinais que os países automaticamente qualificados para a Grande Final ajudam na decisão de eleger os finalistas. Contudo, o que teria mudado se os Big 5 (e Israel) não tivessem votado nas semifinais do Festival Eurovisão 2019?

Desde a instauração das semifinais, em 2004, que os países automaticamente qualificados para a Grande Final do Festival Eurovisão votam nas semifinais do evento, sendo que, desde 2008, os Big 5 e o país anfitrião (e a Austrália em 2015) são divididos pelas duas eliminatórias. 

Em 2019, os países apurados diretamente para a Grande Final foram responsáveis por 15% e 14% dos votos na primeira e na segunda semifinal, respetivamente. O que teria mudado se estes países não tivessem votado nas galas? O ESCPortugal pôs mãos à obra e mostra-lhe tudo:

1.ª Semifinal
A primeira grande mudança na semifinal 1 começaria no vencedor. A Austrália, que recebeu 53 dos 72 pontos possíveis de Espanha, França e Israel, perderia a liderança para a República Checa, país que ficou na segunda posição e que recebeu 33 pontos dos 3 apurados para a Final. Islândia e Estónia manteriam as suas posições, enquanto a Grécia desceria uma posição em prol da subida da Eslovénia. Sérvia, São Marino, Chipre e Bielorrússia encerrariam o lote de apurados, tal como aconteceu na votação real.

A Polónia, 11.º classificado na gala, encurtaria a distância para o apuramento (1 ponto), não havendo nenhuma mudança... até Portugal. Conan Osiris e "Telemóveis", favoritos do televoto de França e Espanha na semifinal, perderiam 47% da sua votação final, descendo para a 16.ª posição com 27 pontos, mais 6 que a Finlândia. Por sua vez, Montenegro, país que não recebeu nenhum ponto dos finalistas automáticos, subiria para a 15.ª posição, ficando a escassos 3 pontos da Geórgia.


2.ª Semifinal
Ao contrário da primeira semifinal, a liderança da segunda semifinal não sofreu mudanças com a votação dos finalistas automáticos (França, Reino Unido e Alemanha). A Holanda, que recebeu 32 pontos dos três países, manteria a liderança, enquanto a Macedónia do Norte perderia a segunda posição, ao ser o país que mais pontos recebeu dos finalistas automáticos na semifinal 2: 38 pontos. A Suécia subiria à terceira posição, apesar da perda de 26 pontos, com a Suíça a seguir-se na classificação. O Azerbaijão desceria para sexto classificado, enquanto a Rússia subiria para a quinta posição, com a Noruega e Malta a manterem as suas classificações. A Albânia, nona classificada, também manteria o apuramento apesar da descida para a décima posição.

Contudo, a grande mudança seria o apuramento da Lituânia. Jurij Veklenko e "Run With The Lions", 11.ºs classificados na semifinal, subiriam ao 9.º lugar da gala, tendo em conta que apenas receberam 13 pontos do televoto dos três países apurados. Por outro lado, a Dinamarca, décima classificada, desceria à 12.ª posição, com a perda de 23 pontos, sendo também ultrapassada pela Moldávia, país que ficaria a três pontos do apuramento. A Croácia (de 14.º para 13.º) e a Arménia (16.º para 14.º) também subiriam na classificação, em detrimento das quedas da Letónia (de 15.º para 16.º) e da Roménia (de 13.º para 15.º). Por outro lado, a Áustria e a Irlanda, últimas classificadas na semifinal, não sofreriam alterações na classificação, mas com a canção irlandesa a ficar reduzida... a 5 pontos.


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Fonte: ESCPortugal/ Imagem: Google

9 comentários:

  1. Anónimo20:18

    Se os imigrantes em França e Espanha não votassem no televoto, Portugal perderia 47% da sua votação no televoto. Grande canção! Não agradou a ninguém. Fracasso.

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    1. Anónimo21:09

      Não é preciso que agrade a ninguém. Eu gosto e votei nela no Festival da Canção e votaria outra vez se fosse preciso. Parem de ser influenciáveis pelas opiniões dos outros.

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    2. Anónimo00:45

      completamente de acordo anónimo 21:09!!!

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    3. Anónimo06:30

      Preciso lembrar-te que o televoto de Espanha deu 0 pontos a Portugal no ano passado? Até países como Finlandia deram pontos. Essa treta dos imigrantes já era.

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  2. Anónimo21:16

    Infelizmente, nem com nem sem Big 5 + 1 lá iríamos. Seria altura para a RTP refletir se o estilo de canções do FC será o mais adequado. E seria altura para se perceber que fazer sugestões não significa ser-se "hater". A sucessiva descida nas casas de apostas, a pouca expressão nas votações de organizações como a OGAE, a pouca recetividade junto da imprensa logo aquando do primeiro ensaio deviam ter dado lugar a alguma autocrítica, embora já pouco se pudesse mudar. Mas não. Lá tivemos Filomena Cautela de mãos postas a pedir ("please, please") que se votasse por Portugal, num tesourinho deprimente que, esperemos, o futuro não desenterre para bem da própria; lá tivemos Tânia Ribas de Oliveira, com ar de educadora infantil em véspera de excursão, a pedir aos emigrantes (cujos neurónios se deve pensar serem afetados) que não votassem no número indicado durante a transmissão da RTP, mas no dos países onde residem, como se a diáspora se pusesse a telefonar desaustinadamente para o número de telefone português… Esperemos que para o ano Filomena Cautela, além das mãos postas, não se ajoelhe também... Não vale a pena tanta fé, se a canção estiver ao nível daquelas com que o FC nos tem vindo a brindar...

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    1. Anónimo12:24

      Concordo parcialmente. Não vale a pena esperar que uma canção ganhe no FC e depois não se fazer nada por ela. Eu estive na Portimão Arena e vi como as pessoas vibraram apoteoticamente com a canção do Conan Osiris. E vi como o nível das restantes canções era essencialmente baixo. NENHUMA nos qualificaria, se i Conan não conseguiu. Faz falta nais promoção, que o cantor vencedor perceba a linguagem eurovisiva. Se não, voltamos a um novo período de trevas no festival, que é o que ninguém quer!

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    2. Anónimo16:54

      Concordo totalmente. O FC tem mesmo de mudar.

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  3. Anónimo10:33

    Espero que con este análisis los portugueses dejen de protestar por la existencia del Big 5 y, sobre todo, la pertenencia de España al mismo.

    No es ni medio normal que los portugueses miren con rabia que España esté inmediatamente clasificada para la Gran Final y, sin embargo, no les dé rabia que España sea uno de los 5 mayores contribuyentes al presupuesto de la UER.

    El principal beneficiario de que España sea miembro del Big 5 es Portugal, ya que, como se ha visto, España siempre vota incondicionalmente por Portugal. Los españoles también hacemos política en Eurovision al votar siempre por Portugal, con independencia de la calidad de la canción portuguesa.

    Espero que por fin los portugueses dejen de quejarse del Big 5 y empiecen a ver con simpatía que España sea parte del Big 5. No tiene sentido que los portugueses llamen hermanos a los españoles y luego se quejen de las cosas buenas que les pasan a los españoles. Suena hipócrita por parte de los portugueses.

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  4. Anónimo06:33

    Venho a este site PORTUGUÊS para ler opinioes de portugueses e ainda tenho que levar com comentario em espanhol, de coisas que nada têm a ver, a serio? ESCPortugal, tratem lá deste troll, sff.

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