[Olhares sobre o Melodifestivalen 2019] Quem representará a Suécia no Festival Eurovisão 2019?


A Suécia escolhe, esta noite, os seus representantes para o Festival Eurovisão 2019 através do Melodifestivalen 2019, certame que conta com doze participantes.


Baseado no sucesso dos Olhares sobre o Festival Eurovisão, iniciativa criada em 2009, o ESCPortugal realiza, esta temporada, a terceira edição do Olhares sobre as finais nacionais, em colaboração com o painel do ESCPORTUGAL Regiões. O Olhares sobre as Finais Nacionais chega hoje ao fim com a análise às propostas da Suécia, país que escolhe os seus representantes através do Melodifestivalen 2019. Doze candidatos estão na corrida, com o júri internacional e o televoto a serem os responsáveis por eleger os representantes suecos em Telavive.

Conheça, de seguida, os favoritos do painel de comentadores:

André Pereira escolhe Wiktoria e "Not with Me"
A minha favorita do Melodifestivalen 2019 é nada mais nada menos que a canção "Not With Me" da Wiktoria. Esta canção tem uma letra que me deixa fora de mim... uma letra fantástica e interpretada de forma soberba. Para mim, esta é a canção que deve representar a Suécia! Seria algo diferente e único pela Suécia!


Adão Nogueira escolhe John Lundvik e "Too Late For Love"
E finalmente chega a final mais desejada. O Melodifestivalen continua a ser de longe a melhor final nacional em termos de produção, quanto à qualidade das musicas, muito superior ao ano passado. Cada vez mais com vários retornados nas suas finais, não se pode esquecer de destacar Wiktoria, Lisa Ajax e Hanna Ferm & LIAMOO que apresentam boas propostas. Quanto à minha aposta para vencedor, sem dúvida que John Lundvik e “Too Late for Love”. John é um grande artista e tem uma ligação cativante e genuína com a música, onde se consegue perceber que sente cada nota e se entrega para dar tudo. Com uma apresentação em palco simples, a sua grande voz e a presença do coro são sem dúvida a combinação perfeita.


André Eric-Fernandes escolhe Lisa Ajax e "Torn"
Não tenho sido fã das participações suecas dos últimos anos. Ok, as produções são bastante profissionais, com bons arranjos mas o déjà vu e a repetição da fórmula todos os anos... cansa! Para Tel Aviv gostaria de ver a Lisa Ajax com “Torn”, uma balada poderosa que ela interpreta com bastante emoção. Gosto imenso e mudaria um bocado da pop corriqueira e (arrisco) foleira que nos têm impingido desde há uns anos. Esta rapariga sabe cantar e só ela poderá pôr a Suécia de novo no meu Top!

Cláudio Guerreiro escolhe Anna Bergendahl e "Ashes to Ashes"
Há muitos anos que o Melodifestivalen não nos presenteava com um alinhamento da final que fosse tanto do meu agrado. Posso dizer que ficaria muito contente com a vitória de oito das candidaturas. Apesar de adorar bastante a potência da balada da Lisa Ajax, a minha escolha recai sobre a Anna Bergendahl e a sua “Ashes to Ashes”, um pop country muito bem construído. Desde que foi anunciada como participante que fiquei com muitas expetativas em relação à sua candidatura, não só por ter gostado bastante dela em 2010, mas também para ver como seria a sua evolução artística. E o que vimos na primeira semifinal do Melodifestivalen? Uma jovem artista com perfeita noção dos seus pontos fortes e a valer-se deles, com uma magnífica presença de palco e uma interação com as câmaras muito natural. Duvido que seja a vencedora, mas se for a escolhida ficarei a torcer para que não tenha o mesmo destino de há nove anos.


Cláudio Rodrigues escolhe Anna Bergendahl e "Ashes to Ashes"
Eu ainda nem sei bem como foi parar ao Andra Chansen, mas eu estou em modo repeat ao ouvir a Anna. Em 2010, ela foi muito injustiçada e ainda nem percebi como ela não passou à final em Bergen. Nove anos depois, esta canção é ainda mais forte que "This is my life", com uma letra e um significado tremendo, que a cada audição faz-me ter arrepios. A voz amadureceu tanto que nem parece ter 27 anos, tem uma voz de senhora! Eu estou a torcer muito pela Anna e seria com um enorme prazer vê-la a passar à final em Telavive e lutar por um top 5 no ESC.

Fábio Cipriano Ventura escolhe Wiktoria e "Not with Me"
A Suécia encerra a última Final Nacional deste ano eurovisivo com um lote de canções finalistas fortíssimas e variadas - eis as melhores: Jon Henrik a tentar fazer com que a Suécia regresse às origens depois de anos com canções vazias, cantando etnicamente, muito northern lights e renas - coisas bonitas! (está mais que na altura do ESC voltar a ser um lugar de diversidade cultural!); Lisa Ajax com uma balada poderosíssima cheia de dor numa voz vulnerável (como é que não passou directamente para a final?!); Anna Bergendahl com um hino dos anos 80 ligeiramente modernizado e uma voz, ainda que mágica, demasiado presa quando se pedia mais garra (preferi a "Army of us" nos duelos); Nano que não larga a perseguição aos rios (bem jogado os miúdos em palco); John Lundvik (Cesár Sampson who?) e o staging fofo com um coro que resulta muitíssimo bem; e, finalmente, outra balada mas desta vez molhada na voz da Wiktoria que tem tudo no ponto (voz? check, instrumental? check, letra? check, perfomance? check, feelings? check). Posto isto, estou bastante feliz por finalmente a Suécia deixar os electro-pop's medíocres mais que batidos de lado! Que este ano se faça representar pela belíssima "Not with me" da Wiktoria.


Hugo Sepúlveda escolhe John Lundvik e "Too Late For Love"
Depois das declarações de Ola Sand, penso que muitas pessoas esperavam algo que arrebatasse toda a gente ao primeiro minuto... Não aconteceu, mas o Melodifestivalen não está assim tão fraco quanto isso também. "Torn" foi a minha preferida desde logo, mas sei que Lisa Ajax não tem hipóteses. Também não me importo que Anna Bergendahl, Hannah Ferm & LIAMOO ou Wiktoria ganhem. Apenas queria gostar mais do "Norrsken" de Jon Henrik, mas parece-me demasiado vazia. Sendo assim, a minha aposta é a que não me conquistou ao primeiro, John Lundvik e "Too Late For Love". Apesar de todas as semelhanças à Austria 2018, são o conjunto mais forte em competição e que podem trazer mais um bom resultado (e merecido) à Suécia. Nota-se um amadurecimento em John e isso reflecte-se no geral, quer na voz, quer na própria canção.

João Diogo escolhe Wiktoria e "Not with Me"
Infelizmente acho que ainda não será desta que a Suécia se fará representar por uma mulher na Eurovisão, sendo que isso não acontece desde 2014. As minhas favoritas são Wiktoria e Lisa Ajax, por esta ordem. Wiktoria traz-nos a sua melhor canção e uma apresentação em palco memorável que, com certeza, cairia bem junto do júri e do público na Eurovisão. Infelizmente, penso que será John Lundvik a vencer o Melodifestivalen.


Nuno Carrilho escolhe Lina Hedlund e "Victorious"
Provavelmente, a melhor Final do Melodifestivalen dos últimos anos. De entre os 12 finalistas, consigo facilmente escolher 7 ou 8 candidatos totalmente aptos para disputar um lugar cimeiro em Telavive. Contudo, a minha preferência vai para o meu guilty pleasure da edição: "Victorious" é a típica canção de Melodifestivalen e cuja presença no alinhamento eurovisivo iria ter um grande impacto. Lina é Lina e a sua vitória (algo que vejo bastante difícil de acontecer...) seria uma dobradinha: ter uma veterana e uma canção schlager era uma ruptura total na atual tendência de vencedores. Contudo, Wiktoria, Anna Bergendahl ou o GRANDE John Lundvik deverão disputar, entre si, o triunfo.

Aceda, de seguida, aos resultados das votações dos 9 comentadores:

1.º "Not With Me" – Wiktoria - 78 pontos
2.º "Too Late For Love" – John Lundvik - 74 pontos
3.º "Ashes to Ashes" – Anna Bergendahl - 74 pontos
4.º "Torn" – Lisa Ajax - 69 pontos
5.º "Hold You" – Hanna Ferm & LIAMOO - 52 pontos
6.º "Victorious" – Lina Hedlund - 51 pontos
7.º "Norrsken" – Jon Henrik Fjällgren - 39 pontos
8.º "Chasing Rivers" – Nano - 27 pontos
9.º "Hello" – Mohombi - 24 pontos
10.º "On My Own" - Bishara - 15 pontos
11.º "I Do" – Arvingarna - 10 pontos
12.º "I Do Me" - Malou Prytz - 9 pontos



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Fonte: ESCPORTUGAL /Imagem: Google / Vídeo: Youtube

3 comentários:

  1. Para a vitória eu escolhia a Wiktoria. Ela é bonita demais, quanto à canção não é melhor nem pior do que as outras, como já disse em tempo oportuno. Falta novidade na edição deste ano do Melodi, algo capaz de surpreender pela diferença positiva.

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  2. Anónimo20:23

    Ja é o 1ºflop do ano, depois vai ser holanda com o staging que vao montar. Adoro

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  3. Ja posso dizer, o nosso festival da canção já está à frente deste melodifestivalen que está a ficar uma repetição de ano para ano e oferta musical não passa disto. Cansei desta gente que se repete ano após ano e estão parados no tempo

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