Itália: Claudio Baglioni e presidente da RAI apelam a mudanças na votação do 'Festival di Sanremo'


Claudio Baglioni, diretor artístico do certame, e Marcello Foa, presidente da RAI, apelaram a uma mudança no sistema de votação do Festival di Sanremo, depois da polémica em torno da vitória de Mahmood.


A vitória de Mahmood no Festival di Sanremo 2019 com apenas 20,98% dos votos do público, menos de metade do valor registado por Ultimo (48,80%), continua a causar polémica em Itália, com várias personalidades a apelar a mudanças no sistema de votação para a próxima edição. Claudio Baglioni, diretor artístico e apresentador do formato, admitiu, na conferência de imprensa, que o sistema poderá ser desadequado: "Se o Festival quer ser um evento popular, talvez deva ser gerido apenas pelo televoto (...) A mistura de opiniões corre o risco de ser questionável. O júri de honra ou de especialistas poderá não ter a mesma opinião das pessoas que vêm na televisão".

Por sua vez, Marcello Foa, presidente da RAI, garante que o sistema deve ser repensado: "Houve uma desproporção entre o voto popular e o voto de um júri de várias dezenas de pessoas que causou controvérsia. Este é o ponto onde devemos reflectir: o sistema funciona ou não? Acho que claramente precisa de ser corrigido para o público se sentir representado" defendeu, falando sobre o sucesso da 69.ª edição do concurso, "O Festival foi capaz de inovar mantendo a tradição e o facto de falarmos mais de música e menos de política é positivo. Houve novos géneros representados (...) e os jovens ficaram impressionados com a nova aposta nas redes sociais e aproximaram-se do concurso".



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Fonte: ilgiornale /Imagem: Google / Vídeo: Youtube

8 comentários:

  1. Anónimo01:00

    Esperem pelos resultados e depois repensem... é o que vos digo lol. Contas à parte, para mim esta era sem dúvida a melhor proposta para a eurovisão e prevejo que consiga alcançar um excelente resultado para a Rai e para Itália. Acho que muita gente ainda vai ter que bater na boca...

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    1. Anónimo01:50

      Ninguem em Italia quer saber da Eurovisao.... O SanRemo é um espectaculo mais antigo que o ESC e foi a inspiracao para o ESC. A polémica é porque a cancao vencedora nunca ficou sequer no top 3 do público em nenhuma gala. Esta polémica nao tem nada a ver com o ESC, ninguem em Italia liga ao ESC, a maioria dos italianos nem sabe o que é

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    2. Anónimo02:15

      O ESC não tem nada a ver com isto, aliás é possível que o vencedor nem lá vá

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    3. Anónimo20:23

      Lendo os comentários nas redes sociais Italianas é claro perceber que o único problema com a vitória do Mahmood é mesmo o racismo e xenofobia da sociedade Italiana, inflamada pelos discursos politicos e a propaganda facista do poder instalado. Aliás o sistema de voto em Sanremo foi alterado há cerca de 10 anos, após uma polémica popular semelhante que resultou justamente num sistema com maior equilibrio entre o televoto e o voto de um júri de qualidade. Nessa altura insurgiam-se contra o valor do televoto, quando rebentou o escandalo que é prática comum das editoras pagaram a call-centers para falsearem os resultados do tele-voto. Além disso todos sabemos que o televoto nunca será sinónimo de democracia ou meritocracia, ganhará sempre o artista suportado pelo maior grupinho de fãs histéricas com telemóvel na mão. A maior parte do telespectador seja das seleções nacionais ou mesmo na eurovisão nem sequer vota. Nenhum sistema de voto será jamais perfeito mas a relação 50/50 entre voto popular e júri será sempre aquela mais equilibrada e aquela que tende de algum modo a premiar a qualidade e competência artistica.

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  2. De palavrosos nunca ninguém se livra. O que eu questiono é como é possível ainda haver quem ouse falar de futurologia sobre assuntos que não devem assentar apenas em opiniões levianas.

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  3. Anónimo13:50

    Como já ando nisto há algum tempo... para mim não é novidade nenhuma... quando o televoto vota no favorito, é bom porque funciona, ao contrário já não resulta, no Festival assistimos a estas lamentáveis "tragédias" algumas vezes... quando o televoto votou na Catarina Pereira para vencer e esta não ganhou, devia ter prevalecido, quando o televoto elegeu a música do Emanuel, deixando a Catarina Pereira para trás, já não devia ter prevalecido... acho que quando se parte para qualquer jogo, aceitamos as suas regras, não faz sentido algum, no final do jogo e se o resultado não nos convir, rescusarmos as mesmas. Não esqueçamos que o dito e sabedor televoto nao colocou o salvador como vencedor em 2017, no festival da cançao. Acho que esta polémica em Itália não tem qualquer sentido, têm uma boa música, que foi votada por um resultado de ponderações e que tem tido bastante aceitação, quer nos tops, rankings, sondagens, etc em Itália e na Europa.

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  4. Acho que o problema não é o favorito não ter ganho, mas a desproporção ampliada a mil com os vídeos compartilhadas da sala de imprensa no momento do anúncio onde jornalistas xingaram os outros concorrentes quando viram seu favorito vencer.

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