JESC2018: Arménia e Azerbaijão continuam a evitar-se na votação eurovisiva


Todos os elementos do júri da Arménia e do Azerbaijão colocaram o outro país na última posição no Festival Eurovisão Júnior 2018, tal como tem acontecido nos últimos anos. A EBU/UER não fez qualquer comentário oficial.

Ano após ano, a Arménia e o Azerbaijão continuam a evitar-se nas votações do Festival Eurovisão. Vizinhos, os dois países estão envolvidos num conflito armado no território de Nagorno-Karabakh, sendo que a relação entre os dois no concurso internacional não tem sido a melhor. Com o regresso do Azerbaijão ao Festival Eurovisão Júnior, depois de uma ausência de quatro anos, a situação observada na competição infanto-juvenil de 2012 e 2013 voltou a repetir-se, com os dois países a evitar-se na votação.

No entanto, com a revelação da votação dos jurados na íntegra por parte da EBU/UER é possível observar-se a situação que tem sido observada no Festival Eurovisão: todos os jurados de um país colocaram o outro na última posição e assim vice-versa.


Apesar da situação não ser novidade, a EBU/UER, entidade máxima do certame, não teceu qualquer comentário sobre a votação deste ano, tendo validado a votação dos jurados dos dois países. De realçar que, nalgumas edições anteriores do Festival Eurovisão, a entidade anulou a votação de júris nacionais devido a suspeitas de "combinação de resultados".

Representada por L.E.V.O.N e o tema "L.E.V.O.N", a Arménia conquistou em Minsk o 9.º lugar com 125 pontos, fruto do 12.º posto no júri e o 6.º na votação online, sendo o pior resultado da história do país no concurso. Situação semelhante aconteceu ao Azerbaijão: representado por Fidan Huseynova e "I Wanna Be Like You", o país não foi além do 16.º lugar com 47 pontos, tendo sido o 15.º classificado pelo júri e o 18.º na votação do público.




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Fonte/Imagem/Vídeo: JESC

3 comentários:

  1. Anónimo14:26

    A cantora da polónia também tem cerca de 300.000 seguidores no instagram. É obvio que este sistema de votação não pode continuar assim.

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  2. nem as crianças poupam...

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  3. Anónimo13:44

    Estes países deviam ser severamente punidos. Jon Ola Sand defende tanto a postura da EBU por não trazer a política ao ESC mas depois nada faz a respeito desta pouca vergonha. Na estatistica existe um conceito que se chama "outliar". Deveria ser adoptado algo do género nas votações dos juris. Outras competições, nomeadamente desportivas, já o fazem há anos para evitar estes casos.

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