Aryeh Stern: "Israel deve renunciar ao Festival Eurovisão 2019 se isto envolver a profanação do 'Shabat'"


O Rabino-Chefe de Jerusalém escreveu ao Ministério da Cultura e do Desporto de Israel, apelando que o país desista de organizar o Festival Eurovisão 2019 devido ao Shabat.

Aryeh Stern, Rabino-Chefe de Jerusalém, apelou, junto do Ministério da Cultura e do Desporto de Israel, que o país desista de organizar o Festival Eurovisão 2019, tendo em conta o choque de algumas atividades com o Shabat: "Da minha parte, acho que o Estado de Israel devia renunciar ao direito de sediar o espetáculo se isto envolver a profanação do Shabat"

Segundo a lei religiosa judaica, o Shabat, dia de descanso, ocorre entre o pôr-do-sol de sexta-feira até ao aparecimento de três estrelas no céu na noite de sábado, proibindo quais atividades de trabalho. Deste modo, tal impossibilitaria a realização dos ensaios durante a sexta-feira, data de realização do jury show do Festival Eurovisão.

Contudo, Aryeh Stern não é a primeira personalidade a discutir a realização do Festival Eurovisão em Israel devido ao Shabat. O líder do Partido Agudat Yisrael defendeu, em maio, a sua preocupação com a realização do evento:"Em nome de centenas de milhares de cidadãos, judeus de todas as populações e sectores, para quem respeitar o descanso de sábado é importante para eles, questiono-me se a realização do Festival Eurovisão não irá profanar o Shabbat".

Na semana passada, a EBU/UER confirmou que o Festival Eurovisão 2019 decorrerá em Israel, revelando que a cidade anfitriã e as datas oficiais do evento serão anunciadas em setembro.


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Fonte: Eurovoix / Imagem: Google /Vídeo: Eurovision.tv

5 comentários:

  1. Anónimo10:12

    E a saga continua...
    Como foi nas edições anteriores em Israel? Fizeram algum ensaio na Sexta-feira?
    Nas edições recentes com mais ensaios e jury shows poderão, talvez, alterar os horários Mas Israel, acho eu, é um Estado minimamente laico para contornar estas questões. Ao contrário dos seus vizinhos...

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    1. Anónimo10:26

      Israel laico? Israel é um estado totalmente judeu, al8as por isso e que foi criado o Estado de Israel. Apenas ha os estrangeiros que eoes aceitam mas nativamente sao todos judeus assim como por exemplo marrocos é totalmente arabe.

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    2. Anónimo01:50

      Fiquei curisoso com essa pergunta e andei a pesquisar.
      E Israel não é um laico, para começar não existem casamentos pelo civil em Israel, todos os casamentos (e divórcios) têm de ser oficializados por um dos 15 tribunais de casamento religiosos em Israel (casamentos entre pessoas do mesmo sexo são legais, mas os casais Israelitas têm de casar-se noutro país para serem reconhecidos como casados pelo governo (fonte: wikipedia "Recognition of same-sex unions in Israel")).
      Israel tambémtêm uma lei peculiar onde qualquer membro da fé judaíca pode solicitar a cidadania Israelita, o que o torna o único país a outorgar passaporte com base na religião da pessoa.
      Também li que aparentemente o estado Israelita favorece as igrejas judaicas ortodoxas no que toca a financiamento, mas não consegui confirmar se isso pode estar ligado ao número de fiéis ou não.
      A resposta que encontrei é que efetivamente não é um estado laico como é o estado Português

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  2. Anónimo12:56

    Este homem não manda nada. Graças a Deus... ou a Alá.. ou a Maomé...

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  3. Anónimo15:05

    Uma ideia! E se contratarem pessoas que não se importem de trabalhar no Shabat?
    Certamente em Israel deve haver técnicos cristãos, muçulmanos, agnósticos, judeus-não praticantes, ateus, budistas e por aí adiante, que não lhes faça diferença trabalhar a um sábado.
    Imagino que em Israel deve haver cafés e transportes públicos a funcinar durante o Shabat, por isso não deve ser nada fora do comum haver pessoas a trabalhar nessas horas.

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