Portugal: PS questiona voluntariado do Festival Eurovisão 2018

O grupo parlamentar do PS diz que o programa de voluntariado do Festival Eurovisão da Canção, a realizar em maio em Lisboa, "parece pretender preencher vagas temporárias de trabalho à margem da legislação laboral vigente em Portugal".

PS pediu esclarecimentos sobre o programa de voluntariado do Festival Eurovisão da Canção. Recorde o anúncio da RTP AQUI. Num comunicado divulgado esta sexta-feira, o deputado Tiago Barbosa Ribeiro coloca duas questões ao ministro da Cultura: Se "o Governo tem conhecimento da situação" e se a RTP participou na definição do programa "de designado voluntariado". "Pelas características que foram apresentadas, pelo número de voluntários requeridos, este programa remete na verdade para necessidades laborais essenciais à realização do evento, incluindo apoio às delegações de 42 países, ajuda nos hotéis onde as comitivas internacionais estarão instaladas, trabalho em vários locais onde decorrerão atividades relacionadas com o evento (incluindo discotecas) e apoio na sala de conferências de imprensa", escreve Tiago Barbosa Ribeiro citado pelo Diário de Notícias. O deputado é o primeiro subscritor deste pedido de esclarecimento.

O comunicado refere ainda que no pedido de voluntários é exigida a obrigatoriedade de trabalho por turnos e o domínio de línguas estrangeiras, e que o trabalho voluntário destina-se a realizar "atividades técnicas num evento comercial com um orçamento superior a 20 milhões de euros". Tiago Barbosa Ribeiro afirma que "este programa de voluntariado parece ser uma forma de contornar a contratação de trabalhadores devidamente remunerados para as necessidades do Festival da Eurovisão" e dá conta de várias denúncias sobre o regime de voluntariado delineado pela organização do Festival Eurovisão da Canção. A provar-se o "recurso à figura de falso voluntariado para obter mão-de-obra sem a pagar", os responsáveis "devem suspender de imediato este programa e acomodar a contratação de trabalhadores", lê-se ainda na nota socialista.

O deputado questiona igualmente o orçamento do evento, perguntando se o orçamento "não acomodou os montantes adequados à contratação de pessoas e serviços para a sua execução"


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Fonte: DIÁRIO DE NOTICIAS /Imagem: RTP

11 comentários:

  1. Anónimo23:35

    Se, por exemplo, se preocupasse em dar os verdadeiros números do desemprego em vez de tentar criar polémicas onde não existem é que fazia bem.

    Algum candidato a voluntário foi obrigado a fazê-lo?
    Eu não fui, e se me aceitassem como voluntário teria o maior prazer em tirar férias para ir trabalhar voluntariamente num evento que sempre adorei e nunca pensei que algum dia se realizasse em Portugal. E acredito que este é o espírito da maioria dos voluntários, por isso esta questão é mesmo uma palhaçada, como já é típico vindo deste partido, que faz tudo para que as pessoas se distraiam com coisas ridículas em vez de se aperceberem do que o governo anda a fazer.

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    1. Subscrevo na íntegra.
      É estar a criar uma polémica onde ela não existe... ou será que já se esqueceram do que significa ser-se voluntário: dar do seu tempo, de forma gratuita, a um projecto em que se acredita.
      Questiona bem: Alguém foi obrigado a submeter a sua candidatura? (e as condições de participação no projecto estão bem clarificadas). Também referi, aquando da candidatura, que tiraria férias caso fosse seleccionado. O que eu faço com o meu tempo livre só a mim me diz respeito.
      O que talvez faça falta a alguns políticos é exercer voluntariado pois, pelos vistos, estão (mal) habituados a serem remunerados por tudo aquilo que façam... nem concebem que há quem queira trabalhar de forma gratuita e com prazer num projecto como o ESC em Lisboa.

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    2. Anónimo12:15

      É o que dá, haver gente beste país que ainda acredita nestas políticas de esquerda. Levam-nos à banca rota (ninguém se lembra), formam governo sem ganharem (ninguém se lembra), o PSD salva o país e por isso temos bom resultados e não por causa deste governo (ninguém se lembra). Ou seja vivemos num país em que a ignorância e a amnésia prevalecem...

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    3. Anónimo14:57

      Nuno Reis Conceição, concordo com a sua definição de voluntário, eu sou-o, mas esteja atento à gravidade do "pormenor" apresentado pela RTP. O que antigamente se designava de escravatura, agora designa-se de falsos recibos verdes e voluntariado.

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    4. Anónimo15:07

      Que LOLzão. Antigamente todos os escravos acordavam e diziam para si próprios, "que vontade de ir ali construir uma pirâmide sem receber nada em troca. Deixa-me enviar o CV a ver se tenho a sorte de ser chamado..."

      Comparar o que não é comparável é tão bom para se cair no ridículo... Ahahahah

      Nota: os recibos verdes não têm nada a ver com esta a polémica. Mas enfim...

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    5. Anónimo18:24

      Anónimo 15:07, outro novo rico cuja origem de riqueza é suspeita...

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  2. Anónimo02:33

    Nao vinha mal ao mundo uma comparticipação ainda que simbólica. Certo é, espero nao estar enganado, que alguns custos inerentes ao voluntariado, exemplo, alimentacao, transportes publicos, vestuario, sejam facultados, disponibilizados ou pagos. No entanto o que interessa comentar neste artigo é uma posicao do PS verdadeiramente bloquista e de oposicao ao governo. Por este andar, nao faltara muito para a extinção de qualquer voluntariado na sociedade. Como se eu não fosse dono do meu corpo e livre de oferecer um contributo de paixao á sociedade, organismo ou privado. Eles esquecem-se que mesmo que colocassemos desempregados do centro de emprego, isto tinha tudo para dar mal. Primeiro porque os que preenchem os pré-requisitos sao muito poucos, segundo, é um autentico tiro no pé, pois o desemprego não diminui e os custos aumentam exponencialmente e em terceiro perdemos o que nenhuma formação vai a tempo de corrigir, que é saber o que é uma Eurovisão, o espirito que existe e o que as pessoas desejam. É claramente um trabalho que exige paixão, algo que os fãs já têm e que nao se ensina, vive-se!

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  3. A Geringonça ainda vai matar a Eurovisão antes de começar. Também não me importava de ser voluntário num evento que adoro e lá vem a esquerda dar cabo da coisa...

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  4. Anónimo09:11

    23:35 - Gostei muito de ler o seu comentário e concordo com tudo o que diz. Será que os jovens (e menos jovens) que participam em campanhas eleitorais deste partido, distribuindo material de propaganda, limpando e organizando salas, são pagos ou aceitar-se-á o seu voluntariado?

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  5. Anónimo12:44

    Anónimo 23:35, uma vez que tem um bom trabalho e não consegue imaginar sequer o que é estar numa situação desesperante de um casal, ambos desempregados, com filhos pequenos para criar, nem deveria comentar esta notícia dessa maneira altiva, como se todos os portugueses auferissem os mesmos rendimentos milionários que você e estivessem rodeados de uma vida cheia de luxos como você. Um pouco de respeito, pelo menos, para os que estão a passar muito mal, sem ninguém que os acuda, por favor. Um pouco de respeito pelos Mercy de Portugal, por favor.

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    1. Anónimo14:56

      Antes de mais o seu comentário talvez explique o porquê da sua situação tão complicada. Pois não consigo encontrar qualquer tipo de lógica com o que fiz às 23:35 de ontem. De onde me conhece? "Rendimentos milionários"? Mas onde foi desencantar isso pelo que escrevi? E mesmo se fossem, onde é que isso desrespeita a sua situação?

      Mas se está assim tão desesperado preocupe-se em arranjar trabalho em vez de perder tempo a fazer este tipo de comentários absurdos.

      Trabalho é o que não falta, agora pessoas que queiram trabalhar, isso é que já é muito complicado. Se calhar é por isso que o deputado socialista tem tanta dificuldade em entender que existem pessoas que não se importam de fazer sacrificios e trabalhar voluntariamente
      Pois a grande maioria não está disposta a fazê-los nem se forem remunerados. Mas para chorarem e dizerem mal da vida são extremamente qualificados.

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