Tozé Brito: "As pessoas pensam que um plágio é uma canção ser parecida ou igual à outra..."


Tozé Brito, vice-presidente do júri do Festival da Canção 2018, falou sobre a polémica em torno de Diogo Piçarra: "O que se tem de provar num plágio é muito mais complicado, é saber se houve intenção de plagiar ou não. E é bastante complicado".



Diogo Piçarra abandonou o Festival da Canção 2018 depois da polémica em torno de um possível plágio da canção que levou ao certame, conforme pode recordar AQUI. Contudo, antes do anúncio público do cantor e compositor, Tozé Brito, vice-presidente do júri do Festival da Canção 2018, esclareceu, ao Notícias ao Minuto, as medidas que seriam tomadas para apurar os factos.

"Tem de ser feita uma peritagem por maestros e por gente que tenha um curso de Conservatória" afirmou o presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, "Neste caso vai ser o Maestro Vitorino de Almeida, que, além de ser maestro, é um grande músico e uma das grandes figuras da cultura portuguesa. Pedi expressamente que fosse ele que fizesse isso, porque quero ter um parecer consistente e que venha de uma pessoa com prestígio".

"Os plágios são uma coisa muito complicada. As pessoas pensam que um plágio é uma canção ser parecida ou igual à outra, mas não é nada disso. O que se tem de provar num plágio é muito mais complicado, é saber se houve intenção de plagiar ou não. E é bastante complicado, porque se a pessoa que gravou a obra diz ‘eu não tive qualquer intenção’, aconteceu por acaso, nós temos de perceber quais são as possibilidades disso ter acontecido" defendeu, garantindo que "Há sequências harmónicas e melódicas, que é o caso desta canção, que avaliando, me fizeram chegar à quinta sinfonia de Tchaikovsky. Provar que há plágio é das coisas mais complicadas, porque isto vem tudo do Tchaikovsky, depois há várias versões até chegar à versão da IURD, que é aquela de que se fala".

Por fim, Tozé Brito sublinhou que o seu parecer sobre a situação chegaria à RTP, entidade organizadora do Festival da Canção 2018, durante a tarde desta quarta-feira, bem como a opinião do Maestro Vitorino de Almeida.


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Fonte: NoticiasaoMinuto /Imagem/ Vídeo: RTP

23 comentários:

  1. Anónimo12:57

    Eu entendo que haja essa avaliação mas o que eu acho é que a melodia é parecida ou igual como já disse o Maestro, para mim chega.

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    1. Anónimo15:23

      Exacto o regulamento obriga a ser inédito.

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  2. "É saber se houve intenção ou não?" Só recorrendo à Psicologia e, quem sabe, ao hipnotismo (ou à Maquina da Verdade dum programa da tarde). Que devam ser pessoas com conhecimentos musicais a avaliar, cem por cento de acordo, mas falar de "intenção" não faz muito sentido. Alguém vai confessar que teve intenção de plagiar?

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    1. Anónimo18:50

      Sublinho as suas palavras, Rodrigo.

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    2. Anónimo19:40

      Por isso mesmo é que é muito difícil de acusar alguém de plágio. A definição é essa: "fazer com intenção". Onde se pode pegar é pela não originalidade da canção. Aí sim, a canção não é original e, por isso mesmo, não deverá representar Portugal. O que não acho certo é estar a empregar uma definição que não corresponde à realidade e estar a gozar com o intérprete da canção.


      Rui

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  3. Anónimo15:19

    O Tozé Brito tem razão. E por essa mesma razão os regulamentos dizem várias vezes e ate em sublinhado que a canção tem de ser Inédita, até sublinhado está. Felizmente se na realidade um plágio é quase impossivel de se provar, o que é consensual é que de inédita esta música nada tem. Portanto o que eu pergunto é, porque estao a solicitar a um maestro que verifique se houve roubo, que é mais caso de policia. Em vez de perguntar se as musicas sao inéditas, do qual não necessitamos de um maestro e para cúmulo o mesmo já se pronunciou a um jornal a dizer que as musicas são "iguais". O dever da RTP é para com o regulamento, ou seja, avaliar se é Inédito, e não se ocorreu crime. Infelizmente sou também da opiniao que os excessos que se foram cometendo se devem á constante incapacidade de a RTP estar á altura dos acontecimentos. Jamais a RTP diria que desclassificava a canção por nao ser Inédita, mais facil era indicar que não ocorreu plagio, o que configuraria muitos atropelamentos seguidos. Cumpram o regulamento!

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  4. Anónimo16:22

    Mas alguém ainda vai ver o festival?

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  5. O plágio só pode ser provado por um juiz num tribunal, por isso não concordo com as acusações de plágio.
    Mas a música não é inédita, nem original e aí é que está o problema

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    1. Anónimo18:52

      Exactamente, Winterwind! O que está em questão é que a canção que o Piçarra apresentou não cumpre o Regulamento da RTP.

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    2. Anónimo00:16

      Mas se a canção do Piçarra não cumpre o Regulamento da RTP, porque foi selecionada pela RTP? Se a canção do Piçarra não cumpre o Regulamento da RTP, então a RTP não fez bem o seu trabalho de casa. Certo?

      A grande questão é antes esta: porque é que a acusação de plágio surgiu imediatamente a seguir à segunda semifinal, quando tudo parecia encaminhado para uma vitória do Piçarra, e não antes da semifinal ou depois da final? De onde surgiu a acusação? Qual a intenção de quem acusou de plágio?

      Outra questão: não se pode falar de plágio, porque pelo menos por agora não se pode provar que houve plágio. Aparentemente ninguém duvida da integridade e da honestidade de Diogo Piçarra. Assim sendo, não poderia a RTP ter vindo a público defender o Diogo Piçarra e dizer: não é plágio, não queremos que o Diogo desista da final. Ao não o ter feito, não se poderá concluir que a RTP afinal está satisfeita com a desistência de Diogo Piçarra e que por conseguinte não queria ser representada pelo artista que tudo parecia indicar tudo tinha para a representar.

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    3. 00:16 Segundo algumas 'pessoas', pode-se provar que é plagio, porque basta ouvir a cançao. Enfim...infelizes. É só veneno

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    4. Anónimo01:25

      Nenhuma das músicas deste festival no pelo menos é inedita, ou original. Todas elas têm semelhanças com outras músicas... Mas decidiram apedrejar apenas o Piçarra... Irónico...

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  6. Anónimo16:25

    Se tudo fosse plágio como os tugas estão a dizer metade das canções eurovisivas eram desclassificadas

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  7. Por eu Acho que o rapaz debería voltar e que sería o nosso mais digno representante que nos levaría e uma segunda victoria. Embora não fosse inédita a situação porque Irlanda já realizó dita situação no pasado. DIOGO, VOLTA, CANTA E REPRESENTANOS NA EUROVISÃO.

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  8. Anónimo19:52

    Pedir ao Maestro Vitorino de Almeida para fazer uma peritagem era pedir um julgamento sumário porque já se sabia a posição dele,com todo o respeito que tenho por ele.Erraram todos neste processo e pagou o Diogo e Portugal que podia ser bem representado no Eurofestival se ele ganhasse.Mas agora é que vem esta polémica toda?Então quando a música é escolhida para ser uma das músicas concorrentes ninguém se apercebeu do plágio???Todos os integrantes neste processo só ouviram a música na semi-final??A música até já estava a público e ninguém falou e depois de ele ganhar a semi final caíu o Carmo e a Trindade!Descobriu-se!Milagre!Organizadores disto:Vergonha pela posição em que estão a pôr o País,ainda por cima somos organizadores do Eurofestival!Isto é pior que o valha-me Deus!#CristinaVeríssimo

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    1. Anónimo20:47

      Concordo a 100%

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    2. Anónimo10:10

      Tem ideia do que está a pedir à RTP? Isso é uma tarefa gigantesca. Nenhuma entidade no mundo tem capacidade para controlar isso.
      Quando se convida alguém para apresentar uma canção original e inédita, confia-se na boa-fé das pessoas, sobretudo se são nomes firmados na música. O mesmo acontece com os escritores, pintores, etc.
      Se a pessoa convidada plagia, a responsabilidade é única e exclusivamente sua. Se houver denúncia, desencadeia-se um processo de investigação, longo, que pode dar origem a um processo-crime (como aconteceu ao Tony Carreira, ao fim destes anos todos a ganhar dinheiro e notoriedade à custa de músicas compostas por outrém), mas para isso o lesado tem de se queixar.
      Neste caso, a IURD não podia queixar-se, pois ela própria plagiou a composição dos anos 70.

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    3. Anónimo01:30

      Tarefa gigantesca? Lool
      Existe um júri... As músicas são aoresentadas, antes de ir a público o júri já as ouviu... Pena o júri não ser tão conhecedor de música... E pena ninguém se lembrar que existe ferramentas de software que fazem esse trabalho...

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    4. Seria interessante comprovar que existe de fato um software "mágico" que descobrisse esta semelhança por exemplo. Um algorítmo pode comparar sequencias de notas iguais numa base de dados gigante de canções, mas que eu saiba não existe uma base de dados com TODAS as canções já uma vez escritas no mundo, e mesmo uma sequencia de notas igual, não é suficiente para uma acusação de plágio, é preciso pelo menos que a duração ou ritmo da melodia o seja também, o que é bem mais difícil de avaliar por um algorítmo. Se a harmonia coincidir, será certamente tido em conta, mas não creio que seja essencial pois é possível harmonizar de diferentes formas a mesma melodia.

      O essencial aqui é que Plágio é um crime que só deve ser julgado pelos tribunais, e para isso seria necessário haver uma queixa do autor original, que já agora, nem é o Pastor Walter, que apenas gravou uma versão, do original de 1976 “Open Our Eyes”, composto pelo norte-americano Bob Cull. Não basta como diz o Tozé que haja uma semelhança na música; é necessário provar que o arguido conhecia o original, o que seria provavelmente a parte mais difícil, já que o original não é tão conhecido assim, pelo menos nenhum dos produtores ou membros do júri a conheciam, ou teriam certamente alertado o Diogo.

      Até prova em contrário, temos de dar ao Diogo a presunção de inocência garantida pela Constituição, e admitir que a semelhança pode tratar-se apenas de uma infeliz coincidência.

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  9. Anónimo20:36

    ggvsdfg

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  10. Anónimo20:48

    É o eterno problema do mestre e do aluno... do original e da cópia... do influenciador e do influenciado. Em tudo o que é criação artística: musical, literária, pictórica ou outra. E só são grandes criadores os que se libertam da influência.

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  11. Anónimo23:16

    Ainda bem que o Piçarra teve o bom senso de desistir, atitude que só o prestigia. E, agora, a Isaurinha?!...

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