[ESPECIAL] Portugal chora o falecimento de Madalena Iglésias


O falecimento de Madalena Iglésias, aos 78 anos de idade, deixou Portugal em choque. Diversos artistas e milhares de fãs lamentaram o desaparecimento da eterna cantora de "Ele e Ela".


Apresentou-se como "o meu nome é Madalena e nasci para cantar", mas abandonou a carreira musical ainda na década de 70. Vencedora do Festival da Canção de 1966, Madalena Iglésias faleceu, esta manhã, em Barcelona, aos 78 anos de idade, sendo que as causas da morte não foram ainda reveladas. Nas redes sociais, milhares de pessoas lamentaram o falecimento da eterna cantora de um dos maiores sucessos de sempre da música portuguesa: "Ele E Ela" de Carlos Canelhas.

António Calvário, Simone de Oliveira, Júlio Isidro e José Cid foram algumas das inúmeras figuras públicas que reagiram publicamente ao desaparecimento físico da cantora que, em 1966, representou Portugal no Festival Eurovisão. Recorde alguns destes testemunhos de seguida:


Considerando-a como "uma amiga de sempre", António Calvário, representante de Portugal no Festival Eurovisão de 1964, sublinhou que sempre manteve contacto próximo com Madalena Iglésias e a sua família: "Sempre que ela vinha a Portugal telefonava e nós encontrávamo-nos e íamos almoçar, com um amigo comum. Foi a pessoa com quem mais lidei e a colega com quem mais trabalhei" recordou, destacando a grande cumplicidade entre ambos, "Foi uma amiga muito especial, nunca tivemos a mais pequena desavença, apoiávamo-nos muito mutuamente e éramos muito cúmplices".


Simone de Oliveira recordou a colega Madalena Iglésias que faleceu esta manhã aos 78 anos de idade: "Tenho muito pena, é um grande desgosto. Foi uma pessoa com quem eu convivi, apesar das rivalidades à época.". "Ela é a primeira do quarteto a morrer. É verdade que fomes rivais nessa época" lembrou Simone, recordando os espetáculos que fez com Madalena, António Calvário e Artur Garcia, "Ela tinha um grupo de fãs muito complicado, mas eram coisas de miúdas (...) Depois casou, deixou de cantar e teve uma vida boa sem preocupações financeiras". Recorde AQUI as declarações de Simone.



O fadista Gonçalo Salgueiro, sobrinho da cantora, utilizou as redes sociais para recordar a tia Madalena Iglésias: "Madalena deixa-nos aos 78 anos de uma vida gloriosa (..) Deixa-nos o corpo físico da artista portuguesa mais internacional e versátil de sempre depois de Amália. Fica o amor, a saudade, a obra, a lembrança de uma mulher dona de uma beleza e talento incomparáveis".


Tozé Brito lamentou a morte de Madalena Iglésias, garantindo que a cantora marcou uma época e é um nome de referência na música portuguesa: "É um nome de referência da música portuguesa. É inevitável não falar da Madalena Iglésias, quando se fala da história da música portuguesa. Nesse sentido, tenho muito respeito por ela e imensa pena da sua morte". Apesar de nunca ter trabalhado para Madalena, Tozé Brito garante ter sido um fervoroso seguidor do trabalho da artista: "Havia três ou quatro nomes que marcaram aquela época da música portuguesa, principalmente a Simone que foi 'rival' da Madalena Iglésias. Elas competiam por um lugar de rainhas da música portuguesa, de primeira dama na música portuguesa".

Também Júlio Isidro, apresentador do Festival da Canção de 1991 e 2015, garante que Portugal perdeu, esta manhã, "uma rainha": "Era uma pessoa com uma noção de carreira absolutamente consciente. Alguém que sabia perfeitamente o que queria fazer e onde queria chegar. E até soube quando queria e quando quis parar (...) É evidente que todos achámos que ela se tinha retirado cedo de mais. Quando cortou com a canção, cortou em termos definitivos, mas manteve sempre uma aura extraordinária de alguém que tinha conquistado o público não só pela canção", afirmou, relembrando o sucesso de Madalena Iglésias no teatro e no cinema. Além disso, Júlio Isidro lamenta que a cantora já não assista ao Festival da Canção de 2018: "Todo esse espírito foi reconstituído a partir do ano passado, com a vitória do Salvador Sobral, e ela no ano passado, certamente, ainda teve ocasião de o ver, um festival à maneira do seu tempo. A poucos dias de um novo Festival ela já cá não está, mas nós estamos com ela".


José Cid, representante de Portugal no Festival Eurovisão 1980, recorda também com carinho a carreira de Madalena Iglésias, relembrando que a cantora "marcou os anos 60 de uma forma saudosa, sendo uma excelente cantora". Além disso, o cantor e compositor elogiou o "excelente ser humano de uma simpatia extrema" que soube retirar-se "no seu apogeu e sem qualquer decadência vocal".




Também Filipa La Féria reagiu ao desaparecimento da cantora: "era uma mulher muito inteligente, uma senhora distintíssima, com bastante classe" afirmou o encenador, recordando o músical "What Happened To Madalena Iglésias", apresentado em 1989 e que tinha por base a rivalidade conhecida entre Madalena e Simone, "O musical tinha uma componente muito irónica e eu fiquei com medo que a Madalena ficasse chocada". "A Madalena Iglésias foi uma figura incontornável dos anos 60 e 70, que arrastava multidões para os seus espetáculos. Ela era a rainha da rádio e da televisão. É um figura incontornável do espetáculo português", disse La Féria, que a recorda também como "uma mulher muito bonita, com uns olhos verdes lindos".

O Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, emitiu uma nota de pesar pelo falecimento da cantora: "A sua carreira internacional foi marcada por digressões à América do Sul", afirma o ministro que recorda as palavras de Madalena na sua fotobiografia, em que se referiu à sua carreira como "um caminho percorrido com entusiasmo, alegria, êxitos e algumas nuvens". A nota ministerial recorda a participação de Madalena no Festival Eurovisão em 1966, bem como as distinções ganhas em Portugal e Espanha: "Antes disso, em 1960, tinha sido eleita na televisão espanhola, por votação popular, a 'Rainha da Rádio e da Televisão".

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Fonte: RTP/TVI/NTV/Facebook / Imagem: Google 

1 comentário:

  1. Shevek17:23

    'Ele e Ela' é uma canção inesquecível. Que descanse em paz.

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